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Estudantes da zona sul de São Paulo mobilizam ação para ajudar vítimas em Governador Valadares

8 de dezembro de 2015

São Paulo, SP…[ASN] No dia 5 de setembro, o Brasil e até o mundo acompanhou nos noticiários o desastre ambiental – considerado pelos especialistas o maior da história do País – que ocorreu em Mariana, Minas Gerais, por conta do rompimento de duas barragens de uma mineradora.

O desastre causou prejuízos ambientais incalculáveis e à vida de milhares de pessoas. A falta de água atingiu principalmente a população de Governador Valadares. Isso porque a lama invadiu o Rio Doce, principal fonte de abastecimento da cidade.

Em meio a esse cenário caótico, grupos de voluntários têm realizado ações para auxiliar as famílias afetadas. Diante dessa missão, a distância entre as cidades vai se tornando cada vez menor. Exemplo disso, foi o que aconteceu na Escola Adventista de Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

Líderes do projeto vão ao mercado comprar água

Líderes do projeto vão ao mercado comprar água

Solidariedade na prática

Estudantes do terceiro ano do Ensino Médio mobilizaram uma ação de arrecadação de água. O incentivo ao trabalho solidário começou com a conscientização em sala de aula. Para intensificar a divulgação, foi criado um código de leitura digital, QR Code, que direciona a imagem da campanha às informações sobre o projeto.

Em pouco tempo, todas as turmas foram convidadas a participar, e o retorno começou a aparecer. “Eu fiquei muito feliz quando eu vi resultado. É uma sensação muito diferente saber que a gente está podendo ajudar muito as pessoas que estão lá”, afirma o idealizador da ação Vitor Chaves, que tem uma tia que mora em Governador Valadares e ficou sensibilizado com a situação em que os moradores estão vivendo.

Trabalho extraclasse

A iniciativa teve o envolvimento de alunos, pais, funcionários do colégio e da comunidade. “Nós tínhamos uma expectativa muito pequena no começo. A gente imaginava que só iria vir pouca quantidade de água pra ajudar um pequeno bairro. Mas nós conseguimos um número bastante expressivo. Na nossa contagem já passamos dos 7 mil litros de água”, assegura Lúcio Bergamo, pastor e capelão da escola.

Para aumentar o número de doações, a estudante Adrine Carvalho contou com a colaboração dos amigos e conhecidos da igreja em que frequenta. “Eu fui de boca em boca. Falei com várias pessoas e todo mundo ajudou. Foi gostoso porque as pessoas abriram o coração e ajudaram com o que podiam”, conta.

Além dos galões, as doações em dinheiro também foram bem-vindas. Depois das arrecadações, os alunos foram às compras de mais água. No supermercado, a ação ganhou uma admiradora. “Eu já fiquei sem água na torneira, e é muito ruim. Eles estão de parabéns. É uma obra muito linda. A gente precisa ajudar ao próximo”, afirma a dona de casa Damiana Alves.

Alunos e professores se reúnem para carregar caminhão.

Alunos e professores se reúnem para carregar caminhão.

Experiência impagável

A iniciativa foi uma aula rica e cheia de lições para Pedro Henrique Matos. “É a primeira vez que eu participo de um projeto como este. Eu aprendi que nós temos que pensar menos na gente e pensar mais no próximo. O ser humano é muito egoísta. O que custa eu deixar de fazer algo que às vezes não vai dar em nada para ajudar a quem realmente precisa?”, reflete.

Para Ingrid Fischer, uma das organizadoras da ação, participar de todo o processo da campanha foi um aprendizado em que ela mesma foi beneficiada. “Eu nunca tinha tido uma responsabilidade tão grande, de comprar, de buscar apoio, de pesquisar os preços. Tudo isso me fez entender que a gente precisa muito ajudar os outros, não porque  as pessoas estão precisando agora, ou talvez um dia a gente possa precisar, mas porque fazer o bem é bom pra gente mesmo”, assegura.

Além do caminhão, uma picape foi utilizada para transportar a água

Além do caminhão, uma picape foi utilizada para transportar a água.

Esperança a caminho

Após uma semana de arrecadação, chegou o momento de entregar as doações ao transportador. Do pátio do colégio, em esquema de mutirão, os voluntários levaram os galões e carregaram uma picape e um caminhão.  “Isso é um reflexo na realidade, de tudo o que eles tem aprendido no colégio. O que é interessante que aquilo que é apresentado a eles, eles mesmos estão tomando iniciativa de colocar em prática todo o seu aprendizado”, ressalta Iranildo Oliveira, diretor do colégio. [Equipe ASN, Danúbia França]

 

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