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Estudantes correm atrás de desempenho acadêmico para participarem de projeto extracurricular

Colégio Adventista de Florianópolis – Estreito lançou o Supers, projeto nos moldes dos cursinhos pré-vestibulares, e o retorno tem sido positivo

Por Daniel Gonçalves 19 de junho de 2019

Já são 42 participantes e faltam apenas 8 vagas para todo o Ensino Médio, fazendo de cada vaga uma disputa acadêmica

Motivar os alunos a estarem focados nos estudos, ainda que em meio as mudanças de comportamento e as novidades da vida social. Esse é um desafio para a Educação Adventista. Mesmo disponibilizando professores de bom currículo acadêmico, algumas vezes os estudantes não se mostram tão interessados nos estudos. Por isso, a Educação Adventista no centro sul de Santa Catarina tem realizado atividades pedagógicas diferenciadas para seus estudantes.

Para os alunos do Ensino Médio, os jovens estão período pré-vestibular e por isso há iniciativas como é o caso do “Supers”. Esse projeto do Colégio Adventista de Florianópolis – Unidade Estreito (CAF-E) teve início no começo do ano e ocorre a cada 15 dias. “São aulas que duram até 3 horas bem dinâmicas. É bem no estilo cursinho pré-vestibular, com toda aquela motivação, músicas, vestimentas e vídeos com o foco no aprendizado rápido”, explica Andrea Spanivello, coordenadora escolar.

O grande destaque está por conta do desejo dos alunos em participarem. A participação não tem custo extra, mas é necessário ter boas notas e bom comportamento. Quem não tem boas notas, não entra. “Os melhores academicamente falando começaram a participar e logo estavam falando de como acharam legal em sala de aula. Os outros, que não tinham alcançado os índices nas provas, correram atrás para poderem participar. Ficou ‘status’ participar, com a diferença que nesse ‘status’ se aprende muito”, acrescenta Janes Helena Marks da Silva, coordenadora escolar. Não há custo extra e alguns pais estão inclusive indo na unidade escolar para se informar melhor sobre o projeto e ao saberem das notas dos filhos, eles saem focados em exigir mais dos estudantes.

O ritmo do Supers é rápido, mas os alunos não reclamam. “Agora, eu me preocupo mais com as notas. Se minhas notas caírem, eu saído do Supers e isso eu não quero. O programa é incrível. Mesmo cansada das aulas da manhã eu vou no Supers. É demais!”, explica Ana Cristina Amaral, estudante. O professor Ernandi Dziedicz, diretor da unidade, acrescenta o motivo da produtividade no conteúdo: “Eles prestam mais a atenção e isso faz com que os professores tenham facilidade em mostrar o conteúdo de forma criativa”.

Professor Elias Nascimento vestido de “manezinho da ilha” em aula de história

Os professores usam de todos os meios possíveis para chamar a atenção dos alunos, mas sempre de forma lúdica. Na aula de história que nossa equipe de reportagem esteve presente o professor Elias Nascimento foi caraterizado de pescador e com uma tarrafa na mão para falar sobre a história de Santa Catarina. “O típico manezinho da ilha tem algo para contar para vocês hoje”, falou o professor, ao lançar sua tarrafa no meio da sala.

Ao todo, 42 estudantes já estão participando e há 50 vagas disponíveis, por isso, há uma corrida acadêmica dos demais alunos para alcançarem as últimas vagas. “Para os pais, é motivo de alegria ver os filhos se dedicando de verdade nos estudos, para os professores são três horas de realização acadêmica e para nós, como instituição, é a certeza que todo o esforço para aplicar o projeto valeu a pena”, acrescenta o professor.

Por fim, o resultado são alunos com mais conteúdo para o vestibular. “Eu estou gostando bastante das aulas. Tinha algumas matérias que eu demorava para aprender na aula normal, mas tive facilidade no Supers. Entendi tudo em apenas 1 hora conteúdos que demoravam um montão. Parece que fui mais porque todo mundo está focado nos estudos”, finaliza a estudante Isabelle Custódio.

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