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Escola promove feira para troca de brinquedos entre colegas

A ideia foi conscientizar sobre o perigo do consumismo e trabalhar a educação financeira

12 de julho de 2018

Por Ayanne Karoline

Alunos puderam escolher entre vários itens

Sabe aquele jogo de tabuleiro guardado no canto do guarda-roupas há meses sem uso? Ou, aquele carrinho que a criança já não brinca mais? O que não serve para um, pode divertir o outro. É o que diz um projeto do Colégio Adventista de Vitória, que trabalhou o sistema monetário com alunos do 3º ano de Ensino Fundamental. O encerramento do projeto aconteceu na última quarta-feira (11), com uma feira para a “compra e venda” de brinquedos usados.

Os alunos, com idade entre oito e nove anos, foram divididos em grupos e ficaram responsáveis por uma quantia de “dinheiro de mentirinha”, durante um mês. Com esses valores eles aprenderam sobre a valorização do real, a identificação das notas, consumismo, economia e operações matemáticas.

Para o dia das compras, cada aluno foi estimulado a doar brinquedos que não utilizava mais. Com as doações, as professoras montaram uma feira com os produtos identificados com preços, onde os alunos puderam usar a quantia poupada durante o mês.

Sara comprou uma pasta de colorir após muita pesquisa

A aluna Sara Siqueira, de oito anos, comprou um estojo de colorir. Ela pesquisou muito antes de comprar. “ É bom a gente usar com muita inteligência o dinheiro porque, às vezes, a gente pode comprar uma coisa que nem valoriza muito para a gente. O dinheiro é muito importante porque podemos fazer coisas, pagar contas”, lembrou.

Quem também fez compras de forma consciente foi o aluno Octávio de Oliveira, de oito anos. Após olhar todas as ofertas, optou por helicóptero que queria há muito tempo. Porém, ele não saiu só com o brinquedo novo, mas com uma lição. “ Quando você economiza um tempo, pode conseguir comprar um presente melhor no Natal, por exemplo”, contou.

Aprendizado

Contador falou às crianças sobre a importância do dinheiro e de economizar

De acordo com a professora Dayse Costa,idealizadora do projeto, as operações de compra e venda serviram para que as crianças utilizassem, na prática, o que aprenderam sobre o sistema monetário em sala. “Mas, o mais legal, é que vimos reflexões do tipo ‘Tudo aquilo que eu compro eu realmente preciso?’ ou ‘O que não serve para mim pode servir para outra pessoa’. Entendemos que é desde cedo que se aprende”, explicou.

O contador Bruno Paiva esteve na feira para falar às crianças sobre a importância do dinheiro. Ele explica que o envolvimento da família e da escola neste assunto é de extrema importância para o futuro da sociedade. “ Um projeto como esse estimula a formação de crianças mais responsáveis financeiramente e com uma inclinação à economizar mais. Isso reflete no futuro, no tipo de adulto que cada um será”, explicou.

 

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