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Escola construída por voluntários fortalece missão cristã no Uruguai

Trabalho da Maranatha, realizado por voluntários, tem sido um forte apoio para construção de igrejas e mesmo de escolas em vários países.

8 de abril de 2018

Julie Lee (tradução de Lisandro Staut)

Autoridades adventistas em frente à nova sede fruto do empenho de voluntários. Foto: União Uruguaia

Há não muito tempo atrás, a Escola Adventista de Barros Blancos, em Montevidéu, no Uruguai, estava prestes a fechar suas portas para sempre. Devido aos enormes desafios financeiros, a liderança da Igreja Adventista sentiu que várias escolas precisavam ser fechadas, e Barros Blancos estava na lista. Elizabeth Urtazú, a diretora da unidade, sabia que o local precisava de um milagre. “Quando sentimos que íamos perder a escola, percebemos o quanto amamos esse lugar. Os professores olharam uns para os alunos e disseram: ‘O que vai acontecer com as crianças?’, disse Urtazú. “Somos nós que cuidamos deste lugar. Já tivemos tantos desafios mas como podemos melhorar? Qual é o futuro aqui?” eram as perguntas da equipe.

A situação mudou. Em março desse ano, Urtazú, junto com a equipe da Maranatha e líderes da Igreja Adventista no Uruguai e na América do Sul celebraram a abertura do campus de Barros Blancos. A nova escola, construída pela Maranatha, tem oito salas de aula, banheiros e escritórios administrativos, além de um auditório central que também pode ser usado como ginásio esportivo.

Resposta à oração

A nova escola é uma resposta às orações. Quando Barros Blancos estava sob ameaça de ser fechada, Urtazú e sua equipe imploraram por uma chance de salvá-la. Eles rapidamente começaram a recrutar mais estudantes, cortaram uma parte de seus próprios salários e oraram incansavelmente. A fé e trabalho duro valeram a pena quando o número de matrículas subiu para 140 alunos. Na época, eles estavam se reunindo em uma igreja local, usando as salas de aula da Escola Sabatina e contêineres para outras atividades educacionais. Mas mesmo com 140 alunos, a capacidade máxima das antigas instalações, não havia recursos suficientes para operar a escola.

Para se sustentar e ampliar a estrutura, Barros Blancos precisava de um novo campus. A situação era terrível – não apenas para a escola, mas também para a Igreja Adventista. O Uruguai é considerado em pesquisas como a nação mais secularizada da América do Sul e o sexto país menos religioso do mundo. Um lugar difícil para cultivar o evangelho. A religião não é parte da vida cotidiana”, diz Carlos Sanchez, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia no país. “Isso, é claro, torna o evangelismo mais difícil,” completa.

A Igreja Adventista foi estabelecida no Uruguai há mais de 100 anos, mas existem apenas cerca de nove mil membros no país – um número relativamente pequeno comparado com a participação em outros locais da América do Sul.

Uma das abordagens mais eficazes de alcançar as pessoas com o Evangelho, e também uma maneira de contornar a cultura do secularismo, tem sido a educação. As escolas adventistas têm conseguido atrair crianças de diversas origens, a maioria das quais não faz parte da Igreja Adventista. Seus pais podem até não ser cristãos, mas eles estão interessados ​​em fornecer a seus filhos uma educação baseada em valores, e as famílias estão encontrando isso nas escolas adventistas.

Mobilização de voluntários

Durante o ano de 2017 e os primeiros meses de 2018, a Maranatha mobilizou 150 voluntários para o Uruguai. Eles ajudaram as equipes locais no projeto de construção. Ao todo, seis equipes de voluntários ajudaram a construir a Escola Barros Blancos. Entre elas, uma equipe do Brasil, uma equipe da Igreja Adventista do Fox Valley, uma equipe de Detroit, a equipe da Associação de Oklahoma e a equipe da Igreja Adventista de West Houston, todas dos Estados Unidos. A liderança adventista local também participou com arquitetos projetando a fachada para a entrada do edifício e dando à estrutura mais detalhes visuais.

Na cerimônia de dedicação, centenas vieram para acompanhar o corte da fita e visitar o novo campus. Como parte do programa de celebração, cada aluno lançou um balão ao céu, simbolizando seus sonhos e objetivos que podem subir com educação e a ajuda de Deus. E uma lição que as crianças aprenderam é que com fé tudo é possível, até mesmo ganhar uma escola nova.

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