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Em Guaíra, família agradece incentivo de escola adventista na busca por hábitos saudáveis

Menino de nove anos foi considerado pré-diabético. Projeto da escola colaborou com mudança na rotina alimentar da família.

Por Willian Vieira 24 de agosto de 2021

As férias de julho de 2021 foram um baque para a família da Kelly e do Fernando. Pais do Nicolas, hoje com nove anos de idade, se depararam com uma notícia que mudaria o rumo de suas vidas. Após ingerir pipoca de micro-ondas, o menino passou a reclamar bastante de dores no estômago. A avó, que é diabética, suspeitou o pior e resolveu fazer um teste na manhã seguinte, em jejum. O nível de glicose apontaria 125, conforme o relato da mãe.

“Aí a gente ficou preocupado. Fomos ao médico e ele falou que o nosso filho estava pré-diabético. Aí tivemos que mudar totalmente a nossa rotina e alimentação. Trocamos sal, açúcar, tiramos tudo o que não é saudável. Agora a gente tem, inclusive, acompanhamento regular com nutricionista. Infelizmente, há alguns alimentos que ele [Nicolas] não pode comer mais. Tem algumas coisas que o médico libera, dá para ele. Pão tem que ser 100% integral. Um brigadeiro, por exemplo, ele até pode comer, mas agora, é tudo controlado. Normalmente, no lugar do chocolate, vai uma maçã. No lanche, ele leva laranja, uva, maçã”, relata Kelly Barbosa, mãe do menino.

Sobre os novos hábitos, a mãe ressalta também o esforço positivo do filho em obedecer às recomendações, inclusive em momentos em que ele está fora de casa, com os colegas de classe. “Quando ele vai à casa de algum deles e alguém oferece algo, ele não come. Ele mesmo fala “eu não posso”, e ele aceita isso super bem”, conta.

Ao mesmo tempo em que o fato ocorreu, a Escola Adventista de Guaíra, onde o Nicolas estuda, havia começado um concurso de culinária saudável, direcionado a crianças de 2 a 10 anos, o que caiu como uma luva diante das necessidades do garoto e de sua família. “Por isso eu sempre falo que eu sou grata a escola porque realmente juntou tudo com aquilo que precisávamos”, reforça a mãe.

O pai do garoto, Fernando Vieira, elogiou a iniciativa da escola, ainda mais pela faixa etária na qual o aspecto está sendo trabalhado. “Eu mesmo, por exemplo, quando era pequeno, não comia nem alface para se ter uma ideia. Isso que a escola está fazendo acaba incentivando as crianças a comerem algo saudável desde cedo”, ressalta o funcionário público.

O concurso promovido pela rede educacional adventista no oeste do Paraná é dividido em quatro etapas, três delas no contexto municipal e, a última, regional. No último domingo (22), às 19h, a terceira fase local (semifinal) aconteceu no Hotel Deville Express, em Guaíra, com a participação de três jurados que fizeram a degustação dos pratos e fizeram suas avaliações. Quatro estudantes e suas famílias participaram do evento. Eles ainda não sabem quem estará na final, já que a informação será divulgada em uma live nos próximos dias.

Apenas um estudante de Guaíra vai representar a cidade na final em busca do troféu de campeão, onde alunos das unidades escolares da rede adventista de Goioerê, Umuarama, Campo Mourão, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, estarão na disputa. A final será em outubro, em Cascavel.

Para o Nicolas, a melhor parte em participar foi passar tempo mais pertinho dos pais. Sobre não poder mais comer alguns alimentos, ele explica que não é tão complicado como parece. “Foi muito legal participar [do concurso] nesse momento de pandemia. Agora, dá para se unir mais. A gente aqui também mudou a alimentação. Estamos tendo uma vida saudável. Está melhor”, destaca o garoto.

Em uma das etapas, a família do Nicolas preparou um kibe vegano para apresentação aos jurados, prato que classificou o garoto para a semifinal. “Através dele, nós queríamos provar que comida saudável não é ruim e pode ser sim, saborosa e gostosa”, explica Kelly.

Uma das três juradas que avaliaram os pratos, Camila Terron, valorizou o projeto e a dedicação das famílias na execução dos pratos. “A forma como a escola adventista trabalha [o aspecto] família, é interessante e admirável, além do que a alimentação é uma coisa sagrada, pelo fato da reunião e do alimento. Sobre trabalhar esse momento de produzir alimento com carinho e dedicação da família inteira, só tenho a parabenizar e que isso sirva de exemplo a outras instituições. Sem contar a qualidade, tanto na combinação dos sabores, qualidade, dedicação, mostrando que é possível comer bem e saudável com vários tipos de alimentos”, avalia a gerente operacional do hotel.

O coordenador local do projeto, Anderson Sevignani, tinha certa apreensão sobre como o projeto se desenvolveria ao longo dos meses dentro do contexto de pandemia, mas devido a todos os cuidados utilizados, a adesão não foi só positiva, bem como traz reflexos até hoje. “A gente vê agora no dia a dia da escola, alunos buscando a gente, felizes por estarem testando novas receitas em casa e famílias dizendo que os filhos, ao irem aos mercados, vão às seções de alimentos saudáveis, então é bom ver isso acontecendo em projetos como esse”, destaca.

O diretor da escola, Eduardo Jacinto, reforçou a alegria de ver o alcance do movimento no dia a dia da rotina familiar. “É muito gratificante ouvir esse e outros depoimentos que mostram que esse projeto não foi só algo pra alcançar alunos e famílias pra continuar conosco, mas que fizeram, de fato, a diferença na vida deles”, conclui.

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