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Educação Adventista atende venezuelanos que buscam refúgio em Manaus

16 de fevereiro de 2017

Criança venezuelana mora nas ruas da rodoviária de Manaus com sua família

Manaus, AM…[ASN] Devido à crise econômica na Venezuela, país que também faz fronteira com o estado do Amazonas, o número de venezuelanos que chega na capital manauara sem rumo aumentou 402% nos últimos 2 anos.  Os refugiados se espalham na cidade sem abrigo, alimentos e agasalhos. A situação precária chamou a atenção dos alunos das Escolas Adventistas das zonas norte e leste de Manaus. Por isso, mais de 40 estudantes distribuíram alimentos e doaram roupas para a ação de compaixão do Projeto 10 Dias de Oração em um acampamento provisório de venezuelanos  refugiados na rodoviária da cidade.

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Segundo a responsável pela Educação Adventista nos estados do Amazonas e Roraima, Edeíse Printes, os alunos precisam aprender desde cedo sobre a importância de ajudar ao próximo e a respeitar as pessoas de diferentes etnias e credos. “Estamos aqui para cumprir nosso papel como cristãos com amor e oração, mas, além disso, estamos ensinando a estas crianças desde cedo a respeitarem as diferenças culturais, de raça, classe social e religião, pois somos todos iguais perante Deus. A nossa missão é praticar o amor e isso só conseguiremos indo até as comunidades que precisam. Estamos intensificando as nossas ações nestes 10 dias de oração, pois entendemos que não basta orar, precisamos colocar a mão na massa e colaborar com os necessitados”, coloca.

Além de brinquedos, também foram doados roupas, alimentos, cobertores e remédios para refugiados venezuelanos

A aluna Gabrielle Alves, do primeiro ano do Ensino Médio, visitou a Venezuela nas suas férias no ano de 2014 com a família.  A crise estava no início, mas ela já conseguia identificar as necessidades básicas do país. Hoje, a estudante tem a oportunidade de ajudar os refugiados e exercitar o que sempre aprendeu em sala de aula. “Na escola aprendemos, além da disciplina escolar, a respeitar ao próximo e a amá-lo acima das diferenças. Eu já conheci a Venezuela de férias e consegui ver as necessidades das pessoas, hoje tenho a oportunidade de ajudá-las em meu país.”, declara.

O venezuelano Cândido Mordila está no Brasil há duas semanas. De acordo com ele, a situação econômica do país está cada vez mais difícil. “Estava há dois dias sem comer. Minha família ainda está na Venezuela, volto para lá na semana que vem com os alimentos, roupas e brinquedos que estes alunos doaram hoje. Com certeza irá amenizar o sofrimento dos meus filhos”, diz.

Alunos da Educação Adventista oram com venezuelanos refugiados

Já para a refugiada Silmara Mordino, que não consegue emprego em seu país, a dor maior é ficar distante da sua família. “Não tenho como voltar para o meu país agora. Lá não conseguimos emprego e passamos necessidade. Sinto muita saudade da minha família e ter essas pessoas hoje aqui me deixou mais feliz”, ressalta a venezuelana.

Além das doações feitas pela Educação Adventista, os alunos tiveram a oportunidade de cantar e orar com os refugiados para demonstrar assim a importância destes seres humanos, independente da sua nacionalidade. “Vamos suprir a necessidade física deles, mas também traremos dignidade ao orar com eles. Nossa meta é aprender a servir ao necessitado em toda a sua esfera: física, mental e espiritual”, complementa a professora Edeíse Printes.
Os alunos das Rede Adventista nas zonas leste e norte de Manaus estão participando ativamente do projeto 10 Dias de Oração todos os dias em suas escolas, mas também em suas comunidades com diversas ações de compaixão. [Equipe ASN, Luciana Santana][Fotos por Giovanna Bonilha]

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