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Colégio debate sobre inclusão a partir dos Jogos Paralímpicos

O Colégio Adventista Boa Vista tem apresentado as modalidades esportivas adaptadas na teoria e prática

Por Letícia Alves 31 de agosto de 2021

Aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio começaram. A cerimônia de abertura ocorreu nesta terça-feira (24), trazendo mensagens de crença na capacidade humana e a necessidade de uma sociedade mais inclusiva. O evento esportivo segue até o dia 5 de setembro. Enquanto o mundo acompanha os Jogos Paralímpicos, o Colégio Adventista Boa Vista (CABV), em Curitiba, trabalha o tema nas aulas despertando a curiosidade pelas modalidades apresentadas e levando à reflexão sobre a inclusão no Brasil.

Além de ensinar como ocorrem os esportes adaptados, o colégio demonstra as dificuldades que uma uma pessoa com deficiência enfrenta durante o dia a dia. Ensinando sobre respeito, aceitação e a importância da inclusão na sociedade em geral aprendendo a lidar com situações diferentes. “O objetivo é o aluno entender que há a necessidade de um olhar diferenciado para a inclusão e avaliar se realmente a Lei de Inclusão é praticada em relação às adaptações que precisam ser feitas a fim de garantir a autonomia das pessoas portadores de necessidades especiais”, explica a professora, Rovena Carniatto, diretora do colégio.

As aulas foram adaptadas e os alunos passaram por diferentes experiências como jogar badminton sentado, correr vendado com o auxílio de um guia, chutar a bola vendado, entre outros. A atividade que o aluno Filipe Schaurich mais gostou foi a de chutar a bola no gol vendado.”Você ‘tá’ acostumado a chutar a bola olhando e depois quando tira o sentido da visão é bem interessante, é bem difícil”, conta Filipe.

O Parabadminton teve sua estreia nas Paralimpíadas de Tóquio, e os estudantes do Colégio Adventista já descobriram, assim como em outras modalidades, como é difícil jogar com mais limitações, mas que mesmo assim o esporte possui um caráter democrático. “A criança em si já é inclusiva. E se eu coloco debates nesse sentido e os levo à reflexão, eu vejo mudanças. Ao invés de tirar sarro do outro, ele vai e ajuda”, explica Lucas Miranda, professor de educação física no CABV.

Aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência. Diariamente essas pessoas têm suas capacidades questionadas. Mas o movimento paralímpico mostra exatamente o contrário: ele é inclusivo e abre as portas a todos. “Em quadra, a partir do momento que você coloca a venda nos olhos, é quando você abre os olhos para inclusão. Eu acho que nosso trabalho é esse, conscientizar as pessoas e formar uma sociedade inclusiva. E é o que estamos tentando fazer”, afirma Ricardo Arima, professor de Educação Física no CABV.

No facebook da escola é possível conferir vídeos das aulas como este: https://fb.watch/7CbGJBcPDq/

Educação Adventista nas Paraolimpíadas

Eric Tobera foi aluno do Colégio Adventista Telêmaco Borba, no interior do Paraná, de 2006 a 2008 e hoje faz parte da equipe mista brasileira do revezamento 4×50 metros livre até 20 pontos. Ele conquistou a medalha de bronze nas Paralimpíadas de Tóquio 2020, na última quinta-feira (26). O triunfo obtido com a equipe brasileira de natação resultou na primeira medalha paralímpica na vida do nadador.

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