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Colégio Adventista realiza concurso fotográfico sobre esperança

O concurso estimulou os alunos a enxergarem esperança em meio ao caos dos últimos acontecimentos

Por Letícia Alves 11 de agosto de 2020

No prédio escolar as salas estão vazias, mas os alunos continuam a aprender

O pátio está vazio, as salas também. Mesmo com as aulas presenciais canceladas, alunos de toda educação adventista no centro do Paraná continuam a aprender, tanto sobre assuntos acadêmicos quanto emocionais. Com tantas incertezas, aprender a lidar com as emoções tem sido fundamental. Dentro desse contexto que o Colégio Adventista Portão (CAP), em Curitiba, tem desenvolvido diversas atividades extracurriculares que incentivam a criatividade, e assim, a expressão dos sentimentos desses alunos através das artes.

“A gente tem trabalhado muito esse conceito de criatividade, não só para organizar o espaço de fora, como seu ambiente de estudo, mas também organizar o espaço de dentro. O processo de criação dá margem para que o aluno retrate o que está sentindo,” explica a coordenadora pedagógica do CAP, Késia Lucena.

Uma dessas atividades foi o concurso fotográfico Olhares de Esperança. Qualquer estudante poderia participar. O concurso teve duração de um mês. Os alunos contaram com orientações técnicas sobre fotografia e foi permitido que, se caso preferissem, utilizassem fotos tiradas por eles anteriormente, mas que seguissem alguns critérios. Cerca de 50 alunos inscreveram suas fotos e disputaram entre si. “Juntando as questões trazidas pelos alunos e os últimos acontecimentos, a gente entendeu que seria interessante lidar com esperança, para que o aluno pudesse abrir os olhos para as coisas positivas que ele tem à volta dele e não só o negativo,” conta a professora Maysa dos Santos, professora de artes.

Foto tirada pela aluna Emily Araújo

Emily Araújo foi uma das vencedoras. Sua foto já havia sido tirada antes da pandemia, em um passeio em família. A fotografia foi tirada no Buraco do Padre, uma cachoeira em Ponta Grossa, interior do Paraná. Emily associou esperança à imagem, porque naquela foto ela enxergava uma luz no fim do túnel. “Não importava se você está no fundo do poço, sempre vai ter alguém pra te dar a mão e ajudar. É preciso ter fé em Deus e coisas boas vão acontecer”, afirma a aluna.

Esperança em meio à dor

Segundo o dicionário, esperança é sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; sinônimo de fé, expectativa e aguardo. A esperança requer uma certa perseverança, acreditar que algo é possível mesmo quando muitos dizem o contrário.

Kevin Kuronuma foi um dos vencedores, e sua foto chamou atenção por mostrar que mesmo na dor é possível ter esperança. Ele sempre se interessou por fotografia e ficou animado com o concurso. O adolescente contou para sua avó e discutiu com ela como poderia demonstrar seu olhar de esperança através de uma imagem. A avó do garoto tinha câncer e, um dia antes do prazo final de entrega das fotografias, faleceu.

A avó em vida já era uma inspiração para o garoto, que queria retratá-la no concurso. No último dia, Kevin organizou fotos que representavam a trajetória da matriarca da família e cartas de amor que seus avós trocaram décadas passadas, colocou em uma mesa fazendo uma composição e fotografando a esperança que ele via na sua avó em vida, e agora a esperança de reencontrá-la em breve. “Eu acho que quando você perde a esperança, você, de certa forma, deixa de existir porque ela é o que te move. Esperança também é ter fé,” comenta Kevin Kuronuma.

“Mesmo sabendo que ela se foi, a gente sabe que tem o reencontro, com a esperança do nosso Jesus voltar. Ao mesmo tempo que temos a dor, temos o acalento de ver Cristo voltar”, confessa Márcia Verner, mãe de Kevin.

Composição feita por Kevin trazendo memórias de sua família

 

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