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Colégio Adventista investe em aulas de inteligência emocional

O programa é realizado para turmas da educação infantil ao 5 ano do Fundamental II -

Por Rafael Brondani 2 de setembro de 2021

 

Aulas acontecem de forma híbrida. (Foto: Divulgação)

Recentemente, em 2020, o Fórum Econômico Mundial destacou 15 habilidades essenciais para os profissionais nos próximos 5 anos, entre elas a inteligência emocional. Já entendendo este cenário em 2017, o Ministério da Educação havia destacado, através da Base Nacional Curricular Comum (BNCC), a importância do trabalho das competências socioemocionais (Inteligência emocional) dentro das escolas brasileiras.

Com intuito de atender à demanda e trabalhar esses temas com alunos, o Colégio Adventista do Guará, no DF, desenvolveu o programa que trabalha habilidades, estimulando nos alunos competências para nomear e regular as emoções, identificar problemas e resolvê-los, demonstrando empatia, como também o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais saudáveis. O programa é realizado para turmas da educação infantil ao 5 ano do Fundamental II.

O projeto exerce metodologias de ação para aprendizagem e descobertas que trazem como benefício o fortalecimento da autoestima, resultando em alunos mais focados e bem relacionados com a família e amigos. A psicóloga da rede também desenvolve uma escola de pais para que os responsáveis possam dar sequência às estratégias de Inteligência Emocional em casa.

A diretora da instituição, Jarlene Moia, conta que as aulas de inteligência emocional foram iniciadas no final do mês de fevereiro. “No início existia a curiosidade por parte das crianças em saber o que era uma psicóloga e como as aulas funcionariam. Começamos com todos os alunos falando sobre as emoções básicas. Logo após, entramos em temas mais específicos como, ansiedade, autocobrança excessiva, enfrentamento de problemas, resolução de desentendimentos, reconhecimento das emoções dos outros, empatia, etc.”, explica a diretora.

O assunto é trabalhado na instituição por meio de 6 pilares, sendo eles a automotivação, gestão das emoções, empatia, relação interpessoal e relacionamento com Deus. Dentro de cada tema abordado, pelo menos dois pilares são trabalhados. São utilizadas duas semanas para cada assunto, para que as crianças tenham tempo de refletir sobre o que aprenderam.

“É possível notar, por meio das falas, que alguns já colocam em prática estratégias para o controle da raiva, do medo e da ansiedade. É nítida a empolgação das crianças quando a psicóloga chega em sala de aula, pois já passou o estranhamento do início e o vínculo já foi estabelecido”, destaca Jarlene.

Por se tratar de um público infantil, o método utilizado é o lúdico, buscando fazer conexão com a vida cotidiana. A psicóloga utiliza jogos, mímicas, pinturas, histórias, entre outros.

A psicóloga responsável pelas aulas, Paula Alecrins, pontua que o programa de Inteligência Emocional vem de encontro às mais evidentes exigências da sociedade, que busca atender e dar ênfase às necessidades dos seres humanos: relacionar-se de forma inteligente e saudável consigo, com o ambiente, com os outros e com Deus.

“As aulas mostram o compromisso da Educação Adventista em preparar crianças e adolescentes para os desafios presentes, para os desafios de um futuro próximo e para uma vida saudável idealizada por Deus”, frisa Paula.

Os resultados do trabalho já podem ser sentidos no ambiente escolar, entre eles a maior facilidade e segurança em expressar emoções e pensamentos por parte dos alunos. Também pode ser sentido crescimento na demonstração de empatia e respeito pelas experiências dos colegas, disposição em compartilhar a opinião e os aprendizados pessoais, ajudando na construção do conhecimento coletivo, a curiosidade e interesse em relação aos temas propostos e o aumento do autoconhecimento e o maior envolvimento com a disciplina.

Arthur Vieira, 9 anos, aluno do quarto ano do Ensino Fundamental é um dos integrantes da disciplina. Junto com ele a avó Dalva Araujo, 74 anos, participa das aulas. “O meu neto sempre me chama para assistir as aulas. Eu gosto mesmo, gosto de ficar dando conselho para eles. Essas aulas somam muito. Ajudam a família e humanizam as crianças que estão no mundo digital, ficando afastadas das conversas e sentimentos do dia a dia. Essa atitude fortalece o caráter das crianças e ajuda muito os pais”, garante, Dalva.

“Eu chamei minha avó para fazer essas aulas e é muito a cara dela. Eu também gosto muito e desde que assisto está contribuindo com minha vida e a conviver com minha família. Fico sempre empolgado pelas próximas”, conclui Arthur.

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