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Capacitação pedagógica celebra crescimento de 13,11%, priorizando qualidade

Em entrevista o diretor da rede educacional o porquê do crescimento, que contraria os índices de outras escolas particulares do Brasil

17 de março de 2016
Coordenadoras e Orientadoras pedagógicas de MG, ES e RJ

Coordenadoras e Orientadoras pedagógicas de MG, ES e RJ

Petrópolis, RJ… [ASN]  Uma recente pesquisa da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) mostra que as escolas privadas perderam cerca de 12% dos clientes, por conta da crise econômica enfrentada no Brasil. Contrariando o dado, a Educação Adventista comemora o crescimento de 13,11% nas unidades localizadas nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. São 1920 alunos a mais que os matriculados em 2015.

Sem descuidar da qualidade de ensino, capacitações acontecem neste período do ano, a fim de normatizar ações e promover crescimento das equipes, especialmente as que atuam diretamente com os alunos, os clientes. Um exemplo disso foi o Encontro de Coordenadoras e Orientadoras que aconteceu entre os dias 6 e 8 de março, na sede da União Sudeste Brasileira (USeB) e o encontro de capelães também realizado nesta semana.

Para falar mais sobre isso, publicamos abaixo uma entrevista com o professor Eder Leal, diretor da rede educacional nos três estados.

Quantos alunos estão matriculados hoje nas escolas destes estados?

Eder: Ainda estamos matriculando, mas nossa campanha de matrículas 2016 tem 16390 alunos, contra 14.490 do ano passado. Esta é uma bênção maravilhosa que recebemos.

Alguma escola nova?

Eder: Temos 31 unidades educacionais nesta região, em regime de externato – a maioria – e três internatos. Não inauguramos nenhuma unidade neste ano. Ampliamos o Colégio Adventista de Vitória e abrimos o curso de Publicidade e Propaganda na Fadminas. Tivemos um crescimento de procura na maioria das unidades.

Há outra análise interessante sobre isso?

Eder: Sim, notamos que a nossa evasão caiu. Ou seja, menos alunos pediram transferência para outras escolas. Isto mostra que nossos alunos e pais estão satisfeitos com a qualidade do ensino oferecido em nossas unidades. Embora isso sirva como dado importante de avaliação do nosso trabalho, não podemos descuidar e procurar sempre crescer. Por isso, o investimento em capacitações dos profissionais, como tivemos este mês e ainda continuaremos a ter, são tão relevantes.

Acredita que a filosofia cristã e a crescente onda de discussões sociais sobre assuntos tratados em outras escolas promovem uma maior visibilidade para a rede adventista?

Eder: É natural que num momento em que a sociedade discute temas tão significativos para a sua identidade, haja uma atenção maior às várias tendências de opinião. O importante é perceber que Educação Adventista atravessa todo processo de transformação social com uma postura que surge não apenas agora, mas tem suas bases coerentes com uma história significativa na formação de milhares de alunos.

Há 120 anos defendemos a liberdade de expressão, o direito das minorias, a liberdade de culto, o respeito pelo próximo em qualquer situação que ele se encontre ou diante de pensamentos que ele expresse. Isso não significa que sigamos uma concordância cega, pelo contrário: somos absolutamente fiéis aos princípios da fé cristã e, principalmente, a tudo que preserve a dignidade do ser humano e seu relacionamento com o Criador.

Respeitamos a todos, mas somos norteados pelos princípios e valores que dão sentido à nossa existência. Creio que isso pode ser, de fato, algo que nos dê visibilidade.

 [Equipe ASN, Francis Matos]

 

 

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