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Alunos coletam tampinhas para ajudar instituição de caridade

Estudantes da Escola Adventista de Sarandi, em Porto Alegre, adotaram centro de refúgio para animais abandonados

Por Douglas Pessoa 8 de maio de 2019

Alunos exibem as tampinhas arrecadadas durante a semana

Entrar em uma sala de aula e encontrar estudantes separando garrafas plásticas, tampinhas e lacres de latinhas não é uma cena muito comum. No entanto, alunos da Escola Adventista de Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, estão incorporando essa atividade à rotina escolar para mostrar a importância da solidariedade e do amor ao próximo, mesmo que este “próximo” tenha quatro patas. Separando por cores, tamanhos e usando as próprias garrafas como depósitos de tampinhas, essas crianças do sexto ano do Ensino Fundamental fornecem o plástico para a dona do Sítio da Eneida, um centro de acolhimento para cães e gatos abandonados, ou que sofriam maus tratos. Em seguida, ela vende o material e usa verba para custear as despesas do local.

A ideia surgiu na mente da professora Carolina Schiles. Ela, que ministra aulas de inglês, teve a ideia de criar o projeto após uma feira de adoção de animais que aconteceu na escola. O plano nasceu ao observar que muitas pessoas tinham interesse pelos bichinhos, mas a disposição em cuidar e dar toda a assistência que eles necessitam era algo que impedia a adoção. Por isso ela pensou na possibilidade de convidar as crianças para criar um projeto de ajudar um local que já cuida desses animais. “Há dois anos atrás nós tivemos uma feira aqui na escola e eu quis trazer alguns animais para doação. Houve bastante interesse, mas as pessoas ficavam receosas em adotar devido ao trabalho e cuidados que os bichinhos demandam. Foi então que tivemos a ideia de criar um projeto de conscientização das pessoas sobre adoção responsável”, explica.

Antes de doar, os alunos separam as tampinhas por cores

Foi então que, após algumas pesquisas na internet, Carolina encontrou o Sítio da Eneida. O lugar, que fica em Viamão, na Região Metropolitana, mantém mais de 400 cachorros, gatos e filhotes que antes viviam em situação precária. Mas para se manter, o sítio precisa de doações de alimentos e produtos de saúde veterinária. “Foi então que decidimos arrecadar tampinhas e lacres para ajudar ela”, acrescenta. A ideia também foi abraçada pela professora Vânia de Menezes que ajudou a ampliar o projeto ao incluir outros itens. “Nós também estamos arrecadando ração, cobertores para serem usados no inverno e alguns medicamentos, porque muitos dos animais chegam lá com problemas de saúde”, explica.

Além de ajudar os animais do Sítio da Eneida, as professoras acreditam que essa é uma forma eficaz de ensinar  inúmeras lições para as crianças. “A primeira coisa é que elas aprendem é que os animais precisam de cuidados como todas as pessoas. A segunda é que elas estão ficando mais conscientes sobre o meio ambiente e estão alertando os pais sobre como o plástico polui os mares e rios. Além de tudo isso, o sentimento de solidariedade tem crescido muito entre eles”, afirma a professora Carolin Schiles. Essas palavras são ainda mais reforçadas pelos alunos. Para a jovem Ágata Gaspar a oportunidade de poder ajudar o próximo é a maior motivação. “Eu acho muito bom porque estou conseguindo ajudar os animaizinhos a viverem melhor. Aqui na escola a gente sempre aprende sobre solidariedade, mas hoje estamos podendo colocar ela em prática”, afirma.

 

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