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Aluna ganha intercâmbio completo por mérito acadêmico

A média anual de Camila foi 9,9, sendo o maior destaque do colégio. O intercâmbio que ela ganhou será de três dias em Nova Iorque e onze dias em Orlando.

Por Emanuele Fonseca 12 de março de 2019

Camila, aluna formanda, está na Educação Adventista desde o ensino infantil. Desde pequena, os professores notam seu desempenho positivo nos estudos.

Na sexta-feira, 22 de fevereiro, Camila Pilar Gomes, de 18 anos foi chamada até a frente. O Colégio Adventista de Porto Alegre (CAPA) estava fazendo uma transmissão de vídeo ao vivo. O diretor, Alfredo Ferreira, havia convocado todos os alunos para comparecerem no auditório principal do colégio, aparentemente parecia mais uma premiação do Mérito Acadêmico que acontece todo bimestre na instituição.

O mérito acadêmico começou em 2015, com intuito de incentivar os alunos a melhorarem suas notas. O prêmio é decidido de acordo com a média bimestral.

8,0 – 8,4 = bronze      8,5 – 8,9 = prata

9,0 – 9,4 = ouro          9,5 – 10 = diamante

No final do ano a coordenação do colégio faz uma análise de todo ano letivo e premiam os alunos destaques no início do ano posterior. Os alunos ganham medalhas ao mérito e os brindes variam entre marca página, camisetas, objetos escolares e de uso pessoal. Mas dessa vez o prêmio foi diferente!

Intercâmbio

O intercâmbio acontece uma vez por ano, em 2019 ocorrerá no dia 23 de junho a 8 de julho. Os destinos são diversos, entre eles: Inglaterra, França, Nova Iorque e Orlando. Os alunos passam 15 dias, conhecendo a cultura local e estudando o idioma.

Segundo Alfredo, quando a escola alcança um número de alunos para participarem do intercâmbio, o colégio ganha uma passagem da administração que é encarregada pela viagem, e a instituição pode sortear ou premiar como preferir.

“Batemos a meta e tínhamos que presentear um aluno com o intercâmbio tudo pago. A direção resolveu fazer isso escolhendo o aluno que se destacou ano passado no mérito acadêmico, com melhor nota e comportamento”, afirma Ferreira.

Foi uma premiação surpresa tanto para os alunos, quanto para os pais.

Estudante

Camila, aquela aluna que foi chamada à frente no auditório, estuda no CAPA desde a educação infantil, e atualmente está no terceiro ano do ensino médio. A orientadora do CAPA, Cátia Weber, conta que não houve competição para a premiação, pois a aluna se destacou de primeira.

Professora de Educação Infantil, Dine Catharine Mello

A sua professora da educação infantil, Dine Catharine Mello, explica que o envolvimento dos pais na educação da filha fez diferença. “A Camila sempre foi uma aluna exemplo, dedicada, entregava os trabalhos no dia certo e percebi muito o envolvimento dos pais, apoiando nesse trajeto. Hoje, me sinto parte dessa história! Sem dúvida, a educação é a base”, conta Catharine.

A aluna agradece o reconhecimento da escola e todo carinho que recebeu dos professores e amigos, e aproveita para dar dicas sobre o seu sucesso acadêmico. “ Eu aprendi a dar meu melhor em tudo que faço, porque a inteligência em si não é tirar nota boa, saber tudo, mas saber fazer o certo, esforçar em fazer o bem, ajudar as pessoas, e isso vai refletir em você e nos que te rodeiam”, garante Camila.

A aluna quer cursar medicina. Para isso, tem estudado oito horas por dia, com apenas alguns pequenos intervalos para comer.

Colégio 

 O Colégio Adventista de Porto Alegre já existe há 56 anos, tem 1.645 alunos e é a segunda vez que o intercâmbio acontece como prêmio. Alfredo conta que a instituição foca em ajudar aqueles alunos que têm dificuldades, porém, acha importante também valorizar os que sempre estão se dedicando para melhorar.

“Uma questão interessante dessa premiação foi o entusiasmo dos alunos. Alguns me procuraram logo depois  pedindo para  fazer as provas novamente, só para aumentar a média”, afirma Ferreira.

Cátia explica que quem tem a nota abaixo de sete faz a recuperação, mas têm alunos que tiram sete ou sete e meio e querem refazer a prova para melhorarem sua média geral.

“Se dedicar e fazer o melhor, vale a pena! Não só pela busca de um prêmio, como a Camila acabou recebendo sem esperar, mas fazer o melhor na vida. Que isso com certeza contribuirá para alcançar seus sonhos”, finaliza a orientadora.

 

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