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Aluna da rede adventista é primeira universitária paraense com Down

Jovem estudou no Instituto Adventista Grão-Pará

27 de outubro de 2016
marina

Marina na comemoração da aprovação com a família.

Marituba, PA … [ASN] Desde as séries iniciais até o terceiro ano do Ensino Médio, Mariana Viana, que tem Síndrome de Down, estuda no Instituto Adventista Grão Pará (IAGP). Atualmente, com 17 anos, está cursando o terceiro ano do Ensino Médio. No último sábado, 22, recebeu a aprovação no curso de Gestão de Recursos Humanos de uma faculdade particular em Belém-PA. Marina realizou a prova do vestibular convencional, sem contar com programa de cota de vagas. Para a orientadora educacional do Colégio Adventista, professora Ana Saldanha, “a maior incentivadora e motivadora de Marina é sua mãe, que sempre acompanhou, acreditou e investiu em seu desenvolvimento estudantil”.

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Marcas do colégio

Segundo o portal Movimento Down, Marina será a primeira pessoa com Síndrome de Down a cursar a faculdade no estado do Pará. E ela ainda aguarda o resultado de outros vestibulares em mais duas instituições de ensino. O início de sua trajetória no Colégio Adventista foi marcado na vida da professora Jane Medeiros, na antiga alfabetização, hoje primeiro ano do Ensino Fundamental. Ela revela que se emocionou muito quando presenciou Marina lendo pela primeira vez  em 2004 e ficou satisfeita com a notícia da aprovação no vestibular.  “Aprendi muito com essa pequena, aprendi que a vida pode nos dar muitas alegrias quando nos entregamos a fazer sempre o melhor, e isso ela faz muito bem. Fazia as atividades propostas do jeitinho dela, aprimorando a cada dia. Meu sentimento é de realização, sei que valeu a pena acreditar na Marina. Tão pequenininha, mas carregava dentro de si um potencial muito grande. Como professora e alfabetizadora sinto-me realizada, com a sensação de dever cumprido.Viva Marina, menina linda!”, afirma.

O sucesso do desenvolvimento de Marina se deu devido à dedicação, esforço e amor da família. Com apenas dois meses de idade os pais buscaram um tratamento denominado Método DOMAN, e receberam a orientação que o melhor ambiente para o tratamento era em casa, aplicado pela própria família. Além do apoio familiar e do Colégio Adventista, Marina teve aulas de Kumon, do Método Supera, e da professora de reforço Janaína Torres.

Marina confidenciou que a disciplina que ela mais gosta do Colégio Adventista é Redação. Sua escolha pelo curso de Gestão de Recursos Humanos é para trabalhar nos negócios da família e seu sonho é fazer faculdade de moda e/ou estética no futuro. Marília, mãe da caloura, reconhece pontos positivos do Colégio Adventista, dentre eles: organização, acompanhamento, disciplina, facilidade na comunicação com os educadores e o comprometimento de vários professores. Satisfeita pela educação do Colégio Adventista, menciona que “o ideal seria que tivesse Faculdade Adventista” em Belém para dar continuidade ao aprendizado.

Josué Martins, diretor do IAGP, comentou que “ao receber a informação da aprovação de Marina, fiquei surpreso e ao mesmo tempo feliz, pois me veio à mente o quanto é grande o desafio da inclusão, como somos criticados por muitos que não entendem a inclusão, mas esse resultado da Marina, nos faz ver que a inclusão vale a pena e que devemos quanto instituição e educadores continuar defendendo e executando a educação inclusiva”. Há doze anos, a própria autora dessa reportagem produziu o convite de formatura na alfabetização de Marina e hoje se vê satisfeita em produzir a notícia de sua aprovação no vestibular.  [Equipe ASN, Céciah de Jesus]

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