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Quase 40 mil pessoas decidem-se pelo batismo durante a Semana Santa

Para driblar pandemia, programa evangelístico foi transmitido via internet e pela Rádio e TV Novo Tempo

Por Anne Seixas e Jefferson Paradello 16 de abril de 2020
semana santa

Raimunda celebra o recebimento do traje de batismo junto de seu esposo e do pastor Sergio Alan (Foto: Arquivo pessoal)

A amazonense Raimunda Nonata frequenta a Igreja Adventista há cerca de 40 anos. No entanto, até a semana passada, nunca havia se decidido pelo batismo. Mesmo sendo ativa nas atividades missionárias e nas iniciativas evangelísticas, foi preciso uma situação extrema para que isso mudasse.

No dia 15 de março deste ano, Raimunda sofreu com uma encefalopatia hipertensiva. Essa é uma condição com alta taxa de mortalidade ou sequelas crônicas, mas ela se recuperou completamente. Como ato de gratidão, durante a Semana Santa decidiu ser batizada.

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O plano inicial da Igreja Adventista era que, assim como nas últimas 49 edições da Semana Santa, as pessoas se reunissem em templos ou nos lares. Mas com todos os templos fechados devido ao novo coronavírus, foi preciso criar alternativas para que a mensagem chegasse aos corações.

Mensagem acessível a todos

A saída encontrada foi levar o programa para a Rádio e TV Novo Tempo e, principalmente, para a internet.  De acordo com Carlos Magalhães, gerente do departamento de estratégias digitais da sede sul-americana adventista, “em média, 60 mil pessoas estiveram conectadas diariamente no ao vivo”. Mas esse número cresce depois, sublinha ele, quando mais gente acessa o conteúdo no modo on demand. Os dados levantados pela equipe de Magalhães mostraram que os conteúdos, que foram ao ar de 4 a 12 de abril, foram visualizados mais de 500 mil vezes.

Em termos de acessibilidade, a série de sermões também foi pensada para dialogar com a comunidade de surdos. Intérpretes apareceram na tela para transmitir a mensagem apresentada pelo pastor Luís Gonçalves e as músicas cantadas pelo quarteto Arautos do Rei.

O pastor Luís Gonçalves foi a um supermercado para comprar itens para cestas básicas (Foto: Arquivo pessoal)

O período também foi transformado em um apelo para que as pessoas participassem de uma campanha de solidariedade que impulsionou a doação de alimentos àqueles que tiveram queda em sua renda devido à pandemia. “A mensagem de Jesus nunca foi dissociada do atendimento das necessidades das pessoas. Este método de Cristo é infalível”, reforça o pastor Herbert Boger, diretor da Ação Solidária Adventista para oito países da América do Sul.

Solidariedade e fé

De acordo com Boger, “as necessidades geradas pela crise da Covid-19 foram atendidas pela Igreja com alimento físico, cestas básicas e o alimento espiritual com a pregação das boas-novas de paz e esperança deixadas por Jesus na Bíblia.” Ao todo, 2 mil toneladas de alimentos serão entregues durante o mês de abril, visto que a campanha continua pelas próximas semanas.

Para o pastor Luís Gonçalves, evangelista da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, a realização da série utilizando esses canais de comunicação abriu novos horizontes. “Eu creio que fazer um evangelismo de Semana Santa nesse formato fez com que a gente pudesse descobrir uma outra possibilidade. Descobrimos, assim, uma outra forma, outro método de fazer evangelismo”, assegura Gonçalves.

“Nós percebemos claramente que as pessoas se envolveram, e se envolveram muito. Comparando com os programas anteriores, esse foi muito superior. Então a gente pode perceber um engajamento total de membros, de líderes e até mesmo de pessoas que eram simpatizantes da Igreja”, declara Gonçalves.

Durante os oito dias de programação de Semana Santa, que em sua 50ª edição resgatou o tema da primeira, intitulada Amor Escrito com Sangue, 37.101 pessoas fizeram contato com a Igreja para compartilhar seu desejo pelo batismo. Além delas, outras 23.513 no Brasil e em outros sete países solicitaram estudos bíblicos.

“Através da tecnologia podemos compartilhar a fé, mas também dialogar e interagir com pessoas que, em outro momento, não buscariam nosso apoio”, avalia Magalhães.

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