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Musicista valoriza apoio emocional ao superar câncer de mama

A musicista, Edit Fonseca, conta como o apoio emocional do marido foi importante durante o tratamento.

27 de outubro de 2016
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Edit Fonseca é professora aposentada de Música. Sua especialidade é piano.

Artur Nogueira, SP… [ASN] Por onde anda, a professora de Música, Edit Fonseca, segue alegre e confiante. Aos seus 69 anos, esbanja simpatia e otimismo. Uma das coisas que mais gosta de fazer é passear e fazer novas amizades, principalmente após superar um câncer na mama, em meados de 2013. Apesar da doença afetar sua vida em vários aspectos, a musicista nunca desanimou. Hoje, ela viaja para vários estados brasileiros compartilhando sua cura com outras mulheres. Leia mais sobre sua história na entrevista feita pela Agência Sul-americana de Notícias:

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Agência Sul-americana de Notícias: Como a senhora descobriu o câncer de mama?

Edit Fonseca: Sempre fiz controle anual, desde quando comecei a envelhecer. Lembro-me que fui à médica para fazer uma mamografia e, ao comparar com o exame anterior, ela percebeu algumas alterações. Apesar de eu ter apenas o fator do envelhecimento como causa, isso já me fez suscetível à doença. Por isso, precisei fazer vários exames para comprovar as suspeitas. Depois da biopsia, finalmente, constatou-se que eu tinha um tumor invasivo na mama. Foi uma notícia muito triste, com certeza. Porém, acho importante dizer que somente através da mamografia pude descobrir a tempo de tratar. Meu tumor era pequeno e certamente muito difícil de ser percebido apenas com o toque. Neste sentido, a mamografia foi essencial, caso contrário, poderia ser tarde demais devido a minha idade e ao tipo.

ASN: Após a descoberta, quais foram os passos dados?

EF:  Tudo aconteceu muito rápido. Exatamente 15 dias após a descoberta fiz a cirurgia de retirada do tumor. Não precisei remover tecido mamário, apenas o quadrante adoecido. Assim que os médicos retiram o nódulo, também fizeram uma reparação estética nas mamas, devido a oportunidade cirúrgica. Isso, graças a Deus foi rápido, mas o pior vem depois.

ASN: Como foi o tratamento químico?

EF: Fiz 25 sessões de radioterapia e mais quatro de quimioterapia. É claro, não é um tratamento fácil, tampouco, tranquilo. Durante o processo, não saia de casa e nem recebia visitas, por causa das possíveis infecções. Lembro-me que após 10 dias da quimioterapia, meus cabelos caíram e eu fiquei muito fragilizada. Sobretudo, reconheço a importância do tratamento químico, pois Deus deixou esse tipo de recurso justamente para nos ajudar. Sabendo disso, confiei nEle. Sabe, Deus dá forças para nós nesses momentos.

ASN: Como foi a cura?

EF: Logo após a radioterapia já estava curada. A cirurgia também certificou isso. É claro que até hoje eu tomo medicação para prevenção, mas estou curada pelo poder de Deus e pela medicina.

ASN: Quais foram as lições aprendidas?

EF: Tudo é suportável. Eu era uma pessoa muito frágil, temia passar por situações de fraqueza física e emocional, mas Deus me mostrou que eu podia ser forte. Além do corpo, as emoções ficam abaladas, mas ao passar pelo câncer não se pode perder o ânimo. Por isso, tive Deus como meu Guia, meu marido como meu porto seguro e meus médicos como ferramentas usadas por Ele. Mas quero ressaltar a importância do meu marido no meu tratamento. Às vezes, ele ficava de mãos dadas comigo na radioterapia e não falava nada. Apenas sua presença me dava forças para seguir em frente. Os homens precisam saber que isso é muito importante. Palavras não são necessárias quando existe companheirismo. Meus filhos e noras também foram muito especiais e me apoiaram demais. Esse conjunto me ajudou a superar a doença. [Equipe ASN, Jhenifer Costa]

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