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Milhares de voluntários fazem campanha contra violência doméstica no Distrito Federal

Iniciativa, intitulada Quebrando o Silêncio, é promovida anualmente em oito países da América do Sul.

Por Rafael Brondani 29 de agosto de 2021

Diversas regiões Administrativas do DF recebeu os voluntários. (Foto: Divulgação)

As mais de 300 congregações adventistas do Distrito Federal e Entorno realizam atividades no sábado, 28 de agosto, que buscam conscientizar a população sobre o combate à violência doméstica. Os colégios mantidos pela instituição também participam das ações.

A iniciativa, intitulada Quebrando o Silêncio, é promovida anualmente em oito países da América do Sul, inclusive o Brasil. A campanha também incentiva a realização de fóruns, feiras educativas, eventos e programações de combate à violência durante todo o ano, mas o dia D acontece no quarto sábado de agosto.

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Apesar de, a cada ano, a campanha ter uma ênfase diferente, a essência consiste em conscientizar as pessoas sobre o respeito às mulheres, às crianças e aos idosos.

Anny Gill, que lidera as mulheres adventistas de todo o Planalto Central, salienta que diversas iniciativas foram programadas, como fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência, entre outros. “Hoje, mais do que nunca, precisamos dar continuidade aos nossos esforços para apoiar as pessoas que sofrem com violência e abuso. Escolhemos muito bem as nossas ações e planejamos com carinho para que sejam realmente muito eficazes”, frisa.

A campanha também utiliza revistas, materiais impressos, palestras, carros de som e redes sociais para promover a prevenção da violência familiar. Anny destaca que o principal objetivo do projeto é ajudar as vítimas a falarem sobre o assunto e o superarem. “Entendemos que quando a vítima fala, se manifesta, protesta, ela inibe o agressor. O fim do silêncio das vítimas pode colocar um ponto final no abuso”, pontua.

Mudança de vida

A diarista Eduarda Fonsceca (nome fictício para preservar a identidade da vítima) conheceu o projeto em 2019. Ela estava em uma parada de ônibus, em Samambaia, no Distrito Federal, quando foi abordada pelos voluntários. “Eu estava passando pelos piores momentos da minha vida. Meu companheiro na época me batia e espancava minhas duas filhas, uma de 4 e outra 6 anos. Eu simplesmente não sabia mais o que fazer. Me sentia sozinha e sem apoio. Foi quando recebi a revista. Então, conversei com a voluntária e vi que não estava sozinha e resolvi fazer a denúncia”, conta a mulher.

Após registrar ocorrência, ela foi em busca de medidas na qual o ex-marido não podia chegar perto dela e das crianças. “Foi um alívio. Hoje eu também ajudo outras mulheres que também passam por esse tipo de situação. A gente não pode se calar. Precisamos agir”, afirma Eduarda.

O Quebrando o Silêncio atua em ruas e bairros por meio de palestras com profissionais. “Propiciamos conversas com psicólogos e delegados. Apresentamos testemunhos de pessoas que passaram pela situação, que foram auxiliadas”, explica Anny.

Em Novo Gama, a Igreja Adventista do bairro Pedregal promove uma carreata anualmente. A coordenadora da programação, Alvany Fonseca, destaca que neste ano os carros foram enfeitados com balões além de faixas com dizeres como “Quebre o silêncio”, “Diga não à violência.”

“A carreata teve cerca de 10 km. Além disso, teremos palestras em escolas e associações, incentivando a denúncia de abusos. Quando identificamos um caso, orientamos e encaminhamos as vítimas aos órgãos competentes”, detalha.

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