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Igrejas em BH se unem em oração e 10 horas de jejum

Houve Santa Ceia, ornamentação especial, cantinho da oração, espaço para testemunhos e muito louvor. Programação vai até o próximo sábado (15).

Por Renata Paes 10 de fevereiro de 2020

Membros envolvidos em oração intercessora pelo resgate daqueles que um dia se afastaram da igreja. (Foto: Arquivo pessoal)

As Igrejas Adventistas de Belo Horizonte e região metropolitana estão unidas em oração. O motivo: interceder tanto pelo reavivamento espiritual pessoal, quanto orar por amigos e familiares que se afastaram da igreja. Este movimento é conhecido como 10 Dias de Oração e 10 Horas de Jejum, que começou na última quinta (6) e vai até o próximo sábado (15).

Os membros adventistas ornamentaram as igrejas, criaram espaços aconchegantes para oração, separaram momentos para testemunho, louvor, e no sábado passado (8), realizam jejum de 10 horas com frutas, sucos e água. Houve congregações que fizeram Santa Ceia.

“Foi um dia de benção aqui na igreja. Já tivemos visitas de membros afastados”, disse Suzia Neto, da Igreja Central de Igarapé. Na mesma igreja, a Isabel Norberta Bicado, de 76 anos, compartilhou como foi  a experiência de ter participado das 10 horas de jejum (Confira o vídeo).

Na Igreja de Jardim Alterosa II, em Betim, a técnica em Enfermagem, Lauriete Rodrigues Salomão de Moura, de 28 anos, conta que o desafio de orar intercessoramente durante 10 dias, é uma das formas de criar  vínculo com Deus.

“Tenho tido uma experiência de renovo na minha vida espiritual. Esse projeto representa para mim a necessidade de busca contínua, de amor e fé, que não pode terminar só nos 10 dias, mas precisa continuar em nossas vidas até a volta de Jesus”, reforça ela.

Lauriete ressalta a necessidade de exercer o hábito de orar. (Foto: Daniel Antunes)

Testemunho 

Na IASD Pampulha, Letícia contou como foi toda a trajetória até tomar a decisão de se batizar. (Foto: Marcel Cavanellas)

Ainda no sábado (8), na Igreja Adventista da Pampulha, Letícia Yasmim Martins Rodrigues, de 21 anos, emocionou os membros ao contar como descobriu que havia tido um encontro real com Deus.

Desde pequena, frequentava as missas e era envolvida com as atividades da igreja. Até que um dia, conheceu uma amiga evangélica, que lhe apresentou outras visões sobre o cristianismo.

Letícia relata que era relutante em as igrejas evangélicas. “Eu recusava os convites, mas tudo que ela (a amiga) falava mexia comigo. Foi quando entrei para essa igreja evangélica, por volta de 2015. Neste contato que tive com minha amiga, o Espirito Santo foi tocando no meu coração”, ressalta.

DVD entregue na loja 

À esquerda está Letícia; no centro, Morette (mãe de Letícia); no colo da mãe, a sobrinha; e à direita, Larissa (irmã de Letícia). (Foto: Arquivo Pessoal)

Morette Martins Moreira Rodrigues, mãe de Letícia, tinha uma loja de roupas na cidade de Sete Lagoas. Em determinado dia, uma adolescente apareceu e entregou à Morette um dvd do Grande Conflito. A princípio, ela relutou em aceitar, pois pensava que deveria pagar por ele. Entretanto, a jovem deixou claro que era um presente.

O tempo passou. Morette vendeu a loja, encaixotou tudo e levou para casa. Larissa Martins Rodrigues, irmã de Letícia, ao organizar os objetos de casa, encontrou o dvd do Grande Conflito. Ficou curiosa com os temas, chamou a irmã, a mãe e juntas passaram a assisti-lo.

Durante conversa com dois casais de amigos, Letícia descobriu que também tinham o dvd e o estudavam. Foi aí que não só Letícia e a família, mas também os amigos desejaram aprender mais sobre o livro do Apocalipse e visitar a Igreja Adventista.

Letícia morava com a mãe e a irmã, na cidade de Funilândia. A igreja mais próxima ficava em outra cidade. Apesar de existir a distância, elas começaram a frequentar os cultos, fizeram estudos bíblicos e foram acolhidas pelos irmãos. A primeira a se batizar foi Morette, depois Larissa e por fim, Letícia.

Letícia se batizou em 30 de março de 2018. Ela frequenta a IASD da Pampulha, em BH. (Foto: Arquivo pessoal)

Atualmente, Letícia se mudou para trabalhar em Belo Horizonte  e a família continua em Funilândia, cerca de 79 km da capital. Morette auxilia o Ministério da Mulher e Larissa, o Ministério Jovem. Nesses 10 Dias de Oração e 10 Horas de Jejum, Letícia escolheu interceder pelo pai e pelo irmão.

“Oro para que eles possam conhecer a Cristo e essas verdades que eu também aprendi por meio da minha amiga. Por mais que eu não tenha mais esse contato com ela, oro para que também encontre as verdades que eu encontrei”, enfatiza Letícia.

Escritório Adventista em BH

Culto da manhã, dos funcionários do Escritório Adventista, em Belo Horizonte. (Foto: Julimar Gualberto)

Na manhã desta segunda (10), quando os colaboradores da Associação Mineira Central (AMC) chegaram para realizar o culto da manhã, encontraram no auditório, os nomes de amigos e familiares que estão afastados da igreja. A Líder do Ministério da Mulher, Rita Lima, explica o significado do projeto no Escritório.

“Tanto na parede quanto dentro da caixinha foram colocados nomes de pessoas queridas para os funcionários. As cadeiras representam as pessoas afastadas. É também um símbolo para lembrarmos o que podemos fazer por elas, que é interceder, porque só Deus tem o poder de resgatá-las para voltarem a ocupar os lugares vazios”, ressalta Rita.

“Estes lugares são deles”, como está escritos nas placas, é a representação de cadeiras que um dia foram ocupadas, mas que hoje estão vazias. Porém, por meio da oração, é possível ocorrer o resgate. (Foto: Renata Paes)

Confira aqui a mobilização das igrejas no projeto dos 10 Dias de Oração 

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A Bíblia fala que Daniel orava três vezes ao dia. Ou seja, o ato de falar com Deus já era hábito na vida dele. Como fazer da oração um hábito em sua vida também? Neste quinto dia do projeto, o Pr. Silvanio Zahn, administrador financeiro da AMC, dá algumas dicas de tornar a conversa com Deus um ato constante.

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