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Idosos e deficientes são acolhidos por adventistas para comemorar o Dia das Mães

Programa realizado por voluntários em Minas Gerais homenageou mulheres que vivem em uma casa de acolhimento.

Por Carolina Inthurn 6 de maio de 2019

Todas as mulheres residentes ganharam uma caneca com nome e foto em homenagem ao Dia das Mães  (Foto: Vinícius Ribeiro)

Maria Aparecida Coelho é técnica em enfermagem e trabalha há 19 anos na Associação Santa Luzia, entidade localizada em Governador Valadares que abriga idosos, deficientes e portadores de necessidades especiais que tenham sido abandonados ou que vivam num ambiente familiar de comprovada e extrema carência.

Ela estava de folga no dia 4 de abril, mas não deixou de prestigiar a homenagem que voluntários da Igreja Adventista fizeram em comemoração ao Dia das Mães. Por isso, mesmo sem o habitual jaleco de uniforme, foi acompanhar o trabalho que a denominação faz há mais de dois anos no local.

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Cerca de 15 pessoas, junto com o Clube de Desbravadores Céu e Mar, da igreja adventista Central de Governador Valadares, preparam um dia diferente para os residentes da instituição. Além dos bolos, houve pipoca, algodão doce, picolé, fanfarra com os Desbravadores, músicas e presentes para todas a mulheres, fossem mamães ou não. Emocionada, Maria afirma que essas ações são melhores que qualquer remédio. “Essa alegria que trouxeram pra eles simplesmente os completa. São pessoas muito carentes que dependem do nosso doar: amor, carinho, dedicação… Quando há essa alegria que eles trazem, não tem remédio que se compare”, comenta.

Voluntários prepararam mesa para homenagear mulheres (Foto: Vinícius Ribeiro )

Quando os voluntários chegam, muitos correm para o abraço, enquanto outros observam de longe. Luiza Efigênia, de 79 anos, mora no local há oito meses. “Eu acho ótimo. É uma alegria que trazem pra gente. Eu acho muito bonito ver essas crianças sendo incentivadas a fazerem esse tipo de trabalho, sinto vontade de estar no meio delas, sabe?”, conta a aposentada.

Já Antônio Rosa, de 63 anos, mora na Associação há 49 anos e sempre se alegra com a visita dos voluntários. “É uma beleza pura! Me distrai muito. Se pudessem vir oito horas por dia seria melhor ainda”, diz com um sorriso no rosto.

Uma das coordenadoras das visitas, Polliany Mendes, se emociona ao ressaltar a importância da ação. “É muito gratificante. Deus é quem nos dá a capacidade e nos encoraja. Cada um tem que fazer a sua parte e levar um pouquinho de amor ao próximo, porque o mundo carece disso. Eu clamo muito pela volta de Jesus para que esse sofrimento acabe”, pontua Polliany.

A Associação Santa Luzia abriga cegos, idosos, deficientes mentais e crianças excepcionais, muitos sem pais ou filhos (Foto: Vinícius Ribeiro)

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