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Certeza Viva aos olhos da psicologia

Em entrevista especial, o doutor em Psicologia, Eliezer Fernandes Gums, fala sobre o primeiro capítulo do livro Esperança Viva, Certeza Viva.


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UnknownSão Paulo, SP… [ASN] Eliezer Fernandes Gums possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), mestrado em Psicologia Escolar também pela PUC e doutorado em Ciência e Profissão . Atualmente, é professor parcial do Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus São Paulo (UNASP). Tem experiência na área de Psicologia, atuando principalmente nas seguintes áreas: educação; dificuldade de aprendizagem, adultos, criatividade, resiliência, professor eficaz e ideal, psicopedagogia – educação e psicanálise, e em Psicologia jurídica. Em entrevista especial, Gums fala sobre o primeiro capítulo do livro Esperança Viva, escrito pelo pastor Ivan Saraiva, Certeza Viva.

No exemplo do filme Um dia Depois de Amanhã, o personagem principal tinha sua esperança fixa na promessa de que seu pai o buscaria e isso garantiu sua sobrevivência na catástrofe que congelou grande parte do mundo na história da ficção. O autor do livro Esperança Viva, pastor Ivan Saraiva, atribui certeza e segurança semelhantes para quem confia em Deus e acredita que a solução para os problemas e perigos da vida se encontram nEle. Como uma pessoa que cresceu sem uma presença paterna ou uma referência de proteção semelhante, por exemplo, conseguiria assimilar essa mesma segurança e ter, portanto, esperança?

A figura paterna tem a função de passar segurança e desenvolver assertividade. Quando falamos na psicologia sobre a figura paterna, não falamos do pai, especificamente. Falamos de alguém que tem a função de desenvolver essas características que estão associadas à figura paterna. Quando não tenho a figura do pai disponível, eu posso a partir daí buscar outra referência. Essa referência vai dar esperança, segurança, fazendo com que eu acredite na vida e siga em frente. Se você não tem algo em que esperar ou crer, fica difícil viver. Você fica vazio, sem chão, sem base para sustentação. Isso pode gerar uma série de problemas no futuro.

Como os psicólogos analisam a esperança?

A esperança serve como mola propulsora para você desenvolver uma capacidade chamada resiliência. Sem esperança, a habilidade para desenvolver resiliência, que é a força para passar por uma situação difícil da forma menos dolorida possível, não vale de nada. Não quer dizer que não vai doer e que não vai ter problemas, porque vai. Mas é mais fácil superar, ao invés de ficar sem saber o que fazer. Mas vou sair superar rapidamente, ao invés de ficar sem saber o que fazer. O livro analisa da mesma forma, enquanto que a psicologia entende que isso é fundamental para o ser humano se tornar saudável e pleno.

É possível identificar diferenças entre uma pessoa que tem uma atitude de esperança e outra que desconsidere isso diante de uma situação como a morte de um ente querido, por exemplo?

Quando a morte se apresenta diante dessa pessoa, isso é o fim pra ela. Acabou ali. Não tem mais para aonde ir, é o fim da vida. É o fim do ciclo dela e acabou. Posso dizer que o religioso tem o benefício da esperança. Mas não quer dizer que o não religioso não tenha essa esperança, pois ela é baseada em outros aspectos e variáveis.

O psicólogo pode e tem liberdade para ajudar o seu paciente a desenvolver a esperança? O que isso representa na evolução do seu tratamento? Em um tratamento clínico, a esperança é identificada como um elemento terapêutico no tratamento de um paciente?

Quando a falta de esperança faz parte do quadro de tratamento e da patologia dele, eu tenho plena liberdade de trabalhar o desenvolvimento desse sentimento para ele ter capacidade de superar um problema. O que que isso pode contribuir para o tratamento dele? Se essa for a situação principal, isso pode dar um salto de melhora muito grande no tratamento dele. O que pode fazer com que ele termine o tratamento mais rápido, consiga achar a solução mais rápida e se livrar dessa situação do consultório de forma mais rápida.

Como psicólogo, qual a contribuição do livro Esperança Viva  para uma pessoa que esteja passando por um momento de dificuldade e não tenha acesso a um profissional?

A principal contribuição do livro é, falando de um jeito bem popular, que depois da noite, vem o dia; depois da chuva, vem o sol; que as nuvens se dissipam e os problemas se resolvem. Não há mal eterno na Terra. Não há nada que seja impossível de ser superado. O mais interessante do livro é que ele vai te mostrar que existe possibilidades e uma grande esperança. Olha, continue firme, acredite em você e acredite em Deus que as coisas vão se resolver. Ou acredite no seu trabalho, no seu potencial, se você não for religioso. Mas acredite em alguma coisa, continue em frente, não pare. Isso é o que o livro mostra e é fantástico!

[Equipe ASN, Murilo Pereira, com colaboração de Carolina Inthurn]