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Atleta deixa de correr aos sábados e é batizado durante a Semana Santa

Relacionamento e envolvimento com atividades missionárias auxiliaram esportista no retorno à igreja.

30 de março de 2016
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João Ronaldo da Silva Martins foi batizado na igreja adventista Central de Parobé, onde frequenta atualmente.

Parobé, RS… [ASN] Entre as histórias de conversão seladas no evangelismo de Semana Santa 2016, realizado entre os dias 19 e 26 de março, um atleta que havia se afastado da igreja resolveu voltar ao caminho da fé e teve seu batismo realizado no encerramento das reuniões, em Parobé (RS). João Ronaldo da Silva Martins, de 37 anos, pertence a uma família cristã, mas começou a visitar as reuniões do templo em 1999, atendendo a um convite de seu irmão, Leandro. Já o interesse pelo esporte começou no mesmo período, ao participar de uma corrida rústica promovida pelo Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (Iacs), internato confessional de Taquara. A ocasião aconteceu antes dele ser batizado.

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Aos poucos, a modalidade passou a ganhar mais fôlego na vida Ronaldo – que antes das corridas, já tinha atuado no futebol. Porém, suas experiências com a bola nos pés não seguiram como ele esperava.  “Eu não dependo das corridas para viver, mas corro porque eu gosto e considero um esporte mais saudável que o futebol, que muitas vezes, acaba gerando briga, violência… Quando eu jogava bola, saí muitas vezes arrebentado do campo, fora algumas brigas que aconteciam e, no final, bebedeira e cigarro. Foi aí que eu comecei a pensar sobre qual tipo de atleta eu queria ser. Então eu acabei escolhendo o atletismo, por ser um esporte saudável e que depende só de mim”, conta.

A princípio, a prática do atletismo ocupava apenas uma parte da vida de Ronaldo. Na mesma época, o atleta foi batizado na Igreja Adventista e, animado, passou a participar com mais intensidade dos ministérios e atividades do templo, como por exemplo, o clube de Desbravadores, ação missionária, o departamento que atende os jovens e ainda se envolveu com a música. Porém, em meados de 2007, uma necessidade fez com que ele precisasse deixar o bairro Cohab, onde vivia e passasse a morar no bairro Guarujá.

O acontecimento fez com que os vínculos cultivados e o envolvimento com os fiéis da igreja do Loteamento Panorâmico ficassem comprometidos. “Eu estava em um ritmo forte. Gosto de movimento e de bastante gente. Sempre tinha muitas programações, grupos de música. Eu até fazia trabalho missionário, visitava asilos e frequentava o clube de Desbravadores, mas quando me mudei, foi bem difícil me adaptar. Nem sempre tinham atividades nas tardes de sábados na nova localidade, daí, comecei a ocupar esse tempo com mais corridas”, relembra.

Apesar de não estar mais observando o sétimo dia, João Ronaldo prosseguiu indo à igreja, agora, no bairro Guarujá e, posteriormente, em outro templo, no centro de Parobé. Com o passar do tempo, construiu a amizade com novos fiéis e passou a querer participar mais intensamente das ações, o que fez com que precisasse se posicionar sobre suas prioridades. Em suas reflexões, ele decidiu abandonar as provas que acontecem aos sábados e entendeu que o rebatismo seria a melhor maneira de demonstrar a nova atitude. “Eu falei para eles [patrocinadores e equipe de atletas] que não vou nem sequer treinar mais aos sábados. Só quero fazer treinos [no fim de semana] se forem aos domingos pela manhã e, competições, de preferência, aos sábados à noite. A maioria das competições com mais de 70, 80 km, são normalmente feitas aos sábados, porque vai gente de vários lugares, daí no domingo, é muito trabalho, pois o pessoal precisa voltar para suas cidades e Estados”, explica.

Sobre a reação dos atletas companheiros e dos patrocinadores, ele diz que não teve maiores problemas. “Eles gostam muito de mim e deram a maior força. Só ficaram um pouco tristes pelo fato de que eu sou um dos caras da equipe que tem chegado no pódio nas competições que participo”. Em uma rápida pesquisa no site de busca do Google, não é difícil encontrar o nome João Ronaldo da Silva Martins em notícias sobre diversas corridas nas quais seu nome é citado como um dos primeiros colocados.

João Ronaldo atleta

João Ronaldo em ação, durante a corrida do Salto Ventoso, ocorrida em Farroupilha (RS). (Foto: Ricardo Muller/Olho no Atleta)

O esportista também revela que, pelo fato das provas ocorrerem nos fins de semana, é comum passar o sábado fora de casa e, por este motivo, busca se manter concentrado nas horas sagradas – sem condenar aqueles que não têm a mesma crença. “As nossas viagens são agendadas e já aconteceu de, enquanto o pessoal fica reunido fazendo alguma festa no sábado, de eu ficar isolado, no quarto, refletindo. No máximo, desço um pouquinho, converso com eles e depois volto. Eu também quero aproveitar essas corridas, daqui pra frente, para levar folhetos e livros para as equipes por onde passo”, planeja.

Hoje, João Ronaldo atribui seu retorno ao relacionamento com irmãos de fé e, especialmente, ao envolvimento nas ações da igreja. Ele se junta às centenas de pessoas que reencontraram a Deus aos pés da cruz e, como ele mesmo menciona, o prêmio para quem que coloca Jesus no centro de tudo – de acordo com as escrituras bíblicas – é maior do que todas as glórias passageiras. “É como eu digo: o troféu mais legal vai ser aquele que eu vou receber de Jesus, pois os prêmios desta vida aqui fazem parte de momentos. Teve medalha que eu até dei para crianças. Os troféus do esporte, com o tempo, você nem liga… Ficam ali, criando poeira, mas o que Ele vai me dar é o troféu da vitória”, conclui Ronaldo. [Equipe ASN, Willian Vieira]

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