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Lei municipal declara Escola Sabatina como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial em Itabuna

A lei municipal de nº 2.520 foi aprovada neste mês de novembro

Por Evellin Fagundes 20 de novembro de 2020

Momento da segunda votação em plenário sobre o Projeto de Lei Municipal, que declara a Escola Sabatina como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial em Itabuna (Foto: Reprodução)

A lei municipal de nº 2.520, aprovada neste mês de novembro, declarou a Escola Sabatina como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial da cidade de Itabuna, no sul da Bahia. Segundo as justificativas do projeto de lei de autoria do vereador em exercício, Júnior Brandão, a Escola Sabatina, que em 2015 completou 120 anos no Brasil, é realizada aos sábados pela manhã, quando os membros se reúnem para recapitular um guia de estudos bíblicos. No último sábado de cada trimestre, a igreja arrecada uma oferta especial, a qual se destina a um programa definido de ajuda humanitária e para atender às necessidades especiais da comunidade adventista em regiões mais carentes em uma determinada área geográfica. “No Sul da Bahia há, aproximadamente, 496 Igrejas Adventistas do Sétimo Dia. Tem-se entendimento prévio, que, também, temos 496 Escolas Sabatinas”, relata trecho do Projeto.

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“Nós já tínhamos, em um dado momento do meu mandato, declarado como patrimônio cultural imaterial a Escola Bíblia Dominical e eu sei da importância da Escola Sabatina, que atende as pessoas da Igreja Adventista e aos convidados, e que agora recebeu esse reconhecimento também”, contou o vereador.

O projeto foi lido em plenário, aprovado pelas comissões de Constituição e Cultura, votado por duas vezes em plenário e, por fim, sancionado pelo prefeito.

Gratidão e um legado inestimável

Segundo o líder de Escola Sabatina para o todo o sul da Bahia, pastor Ulisses Mendes, a Escola Sabatina também é um ambiente de serviço. “Nós ficamos muito felizes com o reconhecimento que a Escola Sabatina recebeu do município de Itabuna. Louvamos a Deus por termos essa oportunidade e continuamos com o objetivo da Escola Sabatina que é confraternização, relacionamento de amizade, testemunho e levar o evangelho de Jesus a outras pessoas através da Bíblia, que é estudada a cada sábado em todas as nossas igrejas. Aqui na cidade temos 58 Escolas Sabatinas, com cerca de 2320 alunos. Queremos continuar servindo a Deus e à comunidade”, comentou.

Renildo foi usuário de drogas por 25 anos. Encontrou na Escola Sabatina um refúgio e conseguiu mudar de vida. (Foto: Reprodução)

Muitas histórias marcam a importância da Escola Sabatina, a de Renildo dos Santos é uma delas. Em depoimento, Renildo, morador de Itabuna, contou que passou 25 anos de sua vida no mundo das drogas. Em uma visita à Igreja Adventista, foi acolhido por um grupo de pessoas na Escola Sabatina. Desde então, começou a fazer parte de uma classe de estudos e, além de passar a ter o contato constante com a Bíblia, a convivência com aquelas pessoas também foi importante no seu processo de mudança de vida. “Quando cheguei aqui (na igreja), não conhecia ninguém. Hoje já considero eles como uma família. A classe fez a diferença em minha vida. Hoje sou feliz, feliz mesmo”, contou Renildo.

Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial 

De acordo com as fontes apresentadas no projeto de lei, os bens de patrimônio histórico-cultural são portadores de “referência histórica e de valor artístico cultural, dentre outros”, como exemplo, “as formas de expressão típicas da comunidade”. Citando o artigo 216 da Constituição Federal, “os modos de criar, fazer e viver” também são listados como patrimônio cultural.

Acompanhe o momento da 2ª leitura em plenário sobre o projeto de lei que declara a Escola Sabatina como patrimônio Histórico-Cultural Imaterial em Itabuna

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