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Carnaval mistura tradições pagãs e celebra prazeres temporais

Primeiras festas surgiram na Mesopotâmia, Grécia e Roma.

Festas permitem fuga das normas cotidianas

Festas permitem fuga das normas cotidianas

Brasília, DF… [ASN] O Brasil é conhecido mundialmente pelo carnaval. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a festa não é nacional. Os festejos passaram por muitas transformações e estiveram presentes em diferentes culturas do mundo, tendo início provavelmente na Antiguidade (Mesopotâmia, Grécia e Roma). Originalmente eram comemorações profanas recuperadas pelo cristianismo, cheias de ritos e costumes pagãos.

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Segundo o professor associado aposentado da Universidade Federal da Paraíba, Osvaldo Meira Trigueiro, membro da Câmara Paraibana de Folclore, nesse período há uma inversão permitida da ordem social: “o mundo vira do avesso, com manifestações de fuga das normas do nosso cotidiano, dos padrões morais e da aceitação do grotesco”.  Em muitas festas há troca subversiva de papéis, onde homens se vestem de mulher e vice-versa. Alguns historiadores acreditam que essa prática estaria relacionada a costumes de povos antigos.

De acordo com o professor de música da Universidade de Brasília, Vadim Arsky, “na Grécia a festa estava relacionada à fertilidade do solo e à fertilidade humana. Depois disso, o carnaval foi parar na Europa, com mais força na Itália, onde surgiram as máscaras em Veneza, e a partir daí a Igreja Católica aderiu aos festejos como um período dentro da quaresma (os quarenta dias que antecedem a Páscoa) ”. No Brasil, a festa foi trazida pelos portugueses com o entrudo –  brincadeiras onde eram jogadas farinha, baldes de água e luvas cheias de areia. Havia também muita sátira à aristocracia.

No vídeo abaixo, o diretor do Departamento de Jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, pastor Carlos Campitelli, fala um pouco sobre as origens do carnaval e explica por que os cristãos não devem participar desse tipo de diversão. [Equipe ASN, Silaine Bohry]

 

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