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Projeto de plantio de igrejas amplia presença adventista no centro do RS

Um dos maiores projetos dessa natureza no Estado está envolvendo membros e pastores

Por Douglas Pessoa 3 de agosto de 2021

Grupo de “plantadores” da Serra Gaúcha. Presença adventista na região mais turística do estado tem se ampliado (Foto: Divulgação)

Território com alto teor de produtividade agrícola, o Rio Grande do Sul é conhecido nacionalmente pela fertilidade dos seus solos. A certeza da espera pelos frutos daquilo que é plantado é tanta que o assunto até faz parte da letra de uma das músicas mais populares do Estado: “onde tudo o que se planta cresce e o que mais floresce é o amor”. O verso e a metáfora do celeiro agrícola dos pampas também podem ser aplicados ao trabalho de evangelismo que a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) tem implantado na região central do Estado nos últimos tempos. É uma força de trabalho que nem mesmo os quase dois anos de pandemia impediram de germinar, crescer e já gerar frutos.

Trata-se do projeto Plante ACSR [Associação Central Sul-Rio-Grandense], um programa que consiste em uma linha de trabalho que busca envolver líderes, pastores e membros no trabalho de cultivar bases para o surgimento de novos grupos e templos adventistas. Através do trabalho subdivididos entre grupos e a estipulação de metas a serem alcançadas, os envolvidos atuam semanalmente para que uma determinada região da cidade passe a ter uma nova igreja. Assim, os chamados “vazios adventistas”, regiões de alta densidade populacional que ainda não possuem uma igreja, passam a ter templos e grupos.

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O pastor Marcos Júnior, presidente da IASD no território, explica o contexto histórico do processo de plantio de igrejas. “A ideia de plantar igrejas é milenar. No início da história do cristianismo, igrejas foram plantadas em casas e tornaram-se locais essenciais para o desenvolvimento da religião. Vários exemplos são mencionados na Bíblia. ‘Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa’ (Colossenses 4:15); ‘e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa’ (Filemom 1:2)”, contextualiza.

Ele também apresenta conceitos teológicos que trazem embasamento para a importância da igreja na divulgação da mensagem. “Certa vez, o prestigiado professor Siegfried J. Schwantes disse que ‘mediante a igreja, o céu toca a terra’. O conceito de igreja na Bíblia tem que ver com a palavra assembleia, mas também tem que ver com um chamado para sair. É na igreja que nos fortalecemos e nos unimos para a missão. Na igreja nos organizamos para pregar e por isso se torna necessário plantar mais e mais igrejas”, enfatiza.

Um chamado à missão

Por isso a Associação Central Sul Rio-Grandense tem se preocupado em preparar a fértil terra gaúcha para o plantio de igrejas e a colheita de centenas de frutos para a salvação. “Esse movimento tem como como objetivo desenvolver novos núcleos em diferentes cidades da Associação a fim de ampliar a influência do evangelho e fortalecer a missão de pregar. No livro de Isaías, capítulo 54, verso 2, está escrito: ‘Alarga o espaço da tua tenda…’ O contexto aqui era de crescimento do povo de Israel. A promessa era preparar o povo para sair do cativeiro babilônico”, explica Júnior.

Ele também mostra que a lição trazida pelo livro de Isaías tem aplicação para os dias atuais. “Da mesma forma, precisamos sair do cativeiro do pecado, e para isso precisamos ampliar os horizontes plantando mais e mais igrejas. Junte-se a nós: abra sua casa, sua empresa e faça parte deste movimento. Pense nisso e lembre-se: seguir a palavra de Deus é sempre a melhor escolha”, apela o líder.

Grupo de líderes do Plante na Serra Gaúcha: projeto já deu origem a duas igrejas em Caxias do Sul e uma igreja de haitianos em Bento Gonçalves (Foto: Divulgação)

Projeto Plante

Das cinco cidades mais populosas do Estado, apenas Pelotas não faz parte do território da ACSR. Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas e Santa Maria compõe a maior fatia populacional da Associação e estão recebendo o projeto Plante ACSR. Na capital, seis igrejas foram plantadas em regiões altamente populosas e que tinham pouca presença adventista. Nos últimos meses, a cidade de Santa Maria passou a contar com mais quatro igrejas adventistas.

Na Região Metropolitana da Serra Gaúcha, Caxias do Sul está no processo de plantar uma quarta nova igreja e o distrito de Bento Gonçalves já conta com duas novas congregações. “Desta forma, o reino de Deus vai ampliando sua influência. Em uma época em que muitos não entendem o papel da igreja, ela se desenvolve”, explica o pastor Marcos Júnior.

Modelo 

O Plante funciona na forma do chamado Timeline. A linha do tempo começa com alvo da igreja-mãe ter 80% de ocupação. Atingido isso, é criado então um grupo de oração com no mínimo 10 pessoas que estarão constantemente orando pelo plantio. Na fase três, a igreja escolhe um grupo base para formação da nova liderança e, com a Associação, define o bairro onde o projeto será implantado. Após isso, também são definidos o grupo base e o chamado “diretor do plantio”. Também é feito um plano de promoção da mordomia cristã e criado um fundo de tesouraria para dar base financeira de manutenção da nova igreja.

As reuniões do projeto devem acontecer de forma semanal. Os líderes também devem solicitar à Associação um estudo de geomarketing do bairro. Nele são constatados dados como renda, consumo, comportamento da população e outros que dão informações precisas através do uso de recursos da tecnologia da informação. Os fiéis também devem visitar as três famílias e pessoas mais influentes do bairro e apresentar iniciativas espirituais e sociais. Após tudo isso, a nova igreja define o bairro que outra igreja será plantada, dando continuidade à corrente.

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