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Detalhes da primeira versão de Opostos é contada por um dos idealizadores do filme

Primeira versão do média-metragem foi produzida em 2009. Neste ano, foi lançada a nova produção do material.

11 de maio de 2017

Na última segunda-feira (08), o Colégio Adventista Marechal Rondon recebeu o jornalista.

Porto Alegre, RS… [ASN] Motivar as pessoas a superarem desafios, a saberem lidar com as diferenças sociais, a serem fraternas, a se dedicarem aos estudos e ao crescimento pessoal; estes, são alguns dos valores abordados no média-metragem “Opostos” lançado recentemente em toda Rede de Educação Adventista do Brasil. Mas, apesar de o filme ganhar tamanha notoriedade agora, este é um projeto antigo, tendo a sua primeira versão lançada em 2009, como trabalho de conclusão de curso de Jornalismo de três alunos do Centro Universitário Adventista de São Paulo, UNASP-EC.

Andreson Bastos, mais conhecido como Dedé Bastos, era um dos integrantes deste grupo, também composto por Marison Roberto e Rodrigo Torres. Com o tempo, o projeto ganhou visibilidade e o departamento de comunicação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia se interessou pelo filme e decidiu fazer uma nova produção junto ao Unasp. Desde então, Bastos tem recebido convites para trabalhar os valores abordados no média-metragem em ambiente escolar.

“Essa é uma forma de fortalecer nas crianças e adolescentes os aspectos motivacionais trabalhados no filme, mas também, compartilhar curiosidades e detalhes técnicos. Fico muito feliz com a oportunidade”, explica Bastos, que já visitou a Escola Adventista de Erechim, na região sul do estado, duas escolas públicas, e também núcleos de iniciativas sociais.

Enfase da programação também foi o lançamento de nova proposta escolar.

Na última segunda-feira (08), ele esteve no Colégio Adventista Marechal Rondon (CAMAR), conversando com alunos do ensino fundamental ao médio. “A nossa abordagem muda conforme a faixa etária. Para os pequenos exploramos mais imagens, os pontos principais e as lições da história. Já com os maiores, exploramos detalhes técnicos, making off, e até curiosidades sobre como funciona os processos de produção de material. Isso é algo que tem despertado o interesse daqueles que estão se preparando para o vestibular e pensam em ingressar em alguma área relacionada à comunicação”, explica.

A escola já havia trabalhado o filme por meio de uma apostila que trata de cada valor moral abordado na história. Porém, receber um dos idealizadores do primeiro projeto, foi algo que mexeu com a moçada. “Eu gostei de ver toda essa parte técnica e entender mais sobre o assunto”, conta Fábio Domiciano (16), aluno do terceiro ano do Ensino Médio, que já está procurando faculdades na área de comunicação para cursar no próximo ano.

“Eu achei interessante porque além dele mostrar o trabalho, contagia as pessoas com o exemplo, e isso pode gerar boa vontade dentro de cada um de nós”, conta João Gabriel Mendes (14), do 9º ano. “E sobre a história, se repararmos bem, quanto mais você se dedica na escola, mais você gosta dela e assim se prepara para o seu futuro”, acrescenta.

Já para Maise Mombach (16), a surpresa foi perceber que as duas histórias abordadas no filme, ao final, se tratavam da mesma pessoa. “Achei incrível esta história de superação do personagem central. Fiquei pensando: ‘Se ele conseguiu, porque eu não posso conseguir também?’ ”, indaga.

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Detalhes da produção:

Capa de divulgação da primeira versão de Opostos.

Imaginar que seu trabalho de conclusão de curso iria se tornar um projeto nacional adotado pela sede mundial da Igreja Adventista não era algo que passava pela cabeça de Bastos e de seus dois amigos, quando montaram o material. Na verdade, estavam preocupados em concluir o curso de Jornalismo e superar os próprios desafios que encaravam no seu contexto social.

“Sempre que eu posso, alerto as crianças sobre bullying. Na época, nosso grupo sofreu algumas dificuldades, por questões de afinidade, eu acho, mas houve exclusão. Às vezes pensamos que isso é somente algo de ensino fundamental ou médio, mas acontece na faculdade também. Tanto eu quanto o Rodrigo e o Márcio estávamos querendo fazer um vídeo motivacional, diferentemente dos outros grupos, então nos unimos neste mesmo propósito”, relembra.

Com o grupo montado, o desafio era encontrar uma história que realmente trouxesse valores com os quais queriam trabalhar. “Não sabíamos qual história seria, mas tínhamos decidido que seria nesta linha. Selecionamos cinco histórias, e depois chegamos até a do Dr. Cietto, que logo foi a escolhida, por causa de todo o contexto e inspiração que traz”, relata.

Apesar de ter a história em mãos, isso não era suficiente. Eles precisavam de uma ideia diferente para explorar os detalhes de maneira criativa. “Passávamos noites sem dormir, pensando em formas de unir o antes e depois da história, queríamos ‘encher os olhos’ de quem estivesse assistindo, fugir do convencional”, afirma.

Com roteiro em mãos e logística organizada, o grupo iniciou as gravações que contaram com apoio de Tuiu Costa, roteirista e do Núcleo de Gravações do Unasp, que ajudou na parte técnica e com equipamentos. As locações eram distantes, muitos percursos improvisados, e até mesmo um dos integrantes do grupo virou ator, protagonizando o vendedor da feira, que troca frutas por livros.

Bastos apresenta comparações entre cenas do antes e depois das regravações do material.

“Para tudo se dá um jeito. Fizemos o que pudemos com os recursos que tínhamos. Não foi um trabalho fácil. Gravávamos mais de 8 horas por dia. Levamos um ano para fechar todo o material, desde a concepção da ideia até apresentação. Quando as pessoas olham 15 minutos de filme, dificilmente imaginam tudo o que aconteceu por trás das câmeras”, explica.

Bastos conta que maior parte das cenas desta primeira versão foram gravadas no centro de São Paulo. Porém, também foram necessárias viagens para o interior paulista para gravar cenas como a “lavagem das roupas no rio”, entre outras. Houve também a terceirização de cenas com cinegrafistas da Itália.

Imagens comparativas da primeira com a segunda versão do filme, prenderam os olhares da plateia. Em meio às fotos e takes de vídeo, o que ficava na mente de quem assistia eram os valores, a fé e a motivação para encarar desafios. “A história do Dr. Cietto é uma inspiração, mas a deste grupo também é. Isso agrega muito para o aprendizado e motivação escolar das crianças e adolescentes”, explica Jodilson Pereira, pastor escolar do CAMAR.

Pereira promoveu a ocasião a fim de lançar aos alunos a nova palavra-ênfase do Plano Mestre de Desenvolvimento Espiritual (PMDE) – método que a cada trimestre sugere palavras chaves a serem trabalhadas com os alunos. A primeira palavra trabalhada neste ano foi liberdade. Agora, após esta programação especial, alunos passarão os próximos meses explorando a alegria e todo o contexto que a engloba.

Entenda mais:

Nova capa do DVD Opostos.

O filme Opostos conta a história de dois meninos, Luiz Cietto e Daniel Silva, ex-moradores de rua que encontraram na educação e nos livros, uma forma de mudar a realidade de suas vidas. Hoje Cietto é um conceituado doutor em São Paulo, também fundador da Faculdade de Enfermagem da Unicamp e Daniel Silva, também formado em enfermagem e direito, é auditor fiscal da Receita Federal.

A segunda versão do filme que conta com 45 minutos de duração, levou quatro anos para ser produzida (2012-2016). Gravações foram feitas no Brasil, Veneza, Itália, Londres, entre outros. Participaram das gravações profissionais Áustria, Estados Unidos, e um grupo de cerca de 25 estudantes de Comunicação Social do Unasp-EC. O filme dirigido por Tuiu Costa já foi traduzido para cinco idiomas e lançado em 8 países da América do Sul. [Equipe ASN, Andréia Silva]

Assista a segunda versão do filme, lançada este ano:

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