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Assembleia da Associação Geral conta com 115 tradutores voluntários

Equipe traduz reuniões para 10 idiomas, como o indonésio.

10 de julho de 2015
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Voluntários acompanham todas as reuniões para que delegados compreendam exatamente o que será votado em cada etapa da Assembleia.

San Antonio, EUA… [ASN] Receber membros e delegados de vários países com culturas e línguas diferentes é um desafio. E a comunicação, especialmente, é algo importante para quem acompanha os relatórios e vota as medidas da Igreja Adventista para o mundo para os próximos cinco anos. Para isso, a Assembleia da Associação Geral de 2015 conta com 115 voluntários que trabalham nos bastidores e cumprem um dos papéis mais imprescindíveis em uma reunião como esta: os tradutores.

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A estrutura para as transmissões consiste em um sistema via rádio em que cada delegado que não entende o inglês recebe um aparelho com fones sintonizado em sua língua materna. Enquanto isso, os tradutores ficam em pequenas salas com fones e um microfone em estado de extrema concentração. Se o sistema tiver algum problema técnico, as reuniões precisam ser interrompidas imediatamente.

Odette Ferreira é a coordenadora desta área nas reuniões. Ela conta que as Divisões indicam as línguas que precisam de tradução de acordo com os delegados que estarão presentes. Mas é nos idiomas asiáticas que está o maior desafio em encontrar um tradutor. “Muitas vezes eles até indicam bons tradutores para nós. Às vezes precisamos até adicionar de última hora alguma língua, como aconteceu desta vez com o indonésio”, explica.

Os desafios da tradução são vários. Como é um trabalho exaustivo, eles podem traduzir por, no máximo, duas horas seguidas cada, e os delegados podem participar como tradutores apenas ocasionalmente porque precisam estar no plenário para votar. Mesmo assim, duas pessoas referentes a cada língua ficam na cabine ao mesmo tempo, para ajudar um ao outro caso algum deles tenha algum imprevisto.

Desafios

Segundo Odette, o desafio maior é que a tradução é necessária nas 10 línguas nos três turnos do dia. “Algumas pessoas não sabem uma única palavra em inglês e elas precisam entender tudo para poder votar. O inglês é uma língua com sentenças bem mais curtas, o que exige muita habilidade do tradutor, já que ele não tem um tempo para pensar antes de traduzir”, argumenta.

A tradução simultânea é mais desafiadora do que de lado a lado com o orador, já que ele tem que traduzir e ouvir o pregador ao mesmo tempo. David Barrozo é tradutor desde 1985 e já contribuiu em sete edições da Assembleia da Associação Geral. Por isso, conhece bem essa realidade. “Se o pregador tem sotaque carregado, se usa um vocabulário rebuscado e fala muito rápido, ele complica o nosso trabalho”, diagnostica.

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Barrozo é o coordenador da equipe de tradução para o português na Conferência da Assembleia atual e garante que é difícil colocar novatos para trabalhar na área, já que falar bem o inglês não significa que ser um bom tradutor. Odette concorda com a opinião e acrescenta que ela fica diariamente ouvindo as várias traduções para garantir a qualidade.

Oleg Voronyuk, responsável pelos voluntários que traduzem para o russo, explica que o público deseja ouvir bem a sua língua materna. “Você precisa sentir a mensagem para passar aos que estão te ouvindo. Se, por exemplo, eu não falar bem o russo, os meus ouvintes vão achar que eu não sei bem o inglês porque as frases chega a eles sem sentido. O êxito do pregador [nesse caso] também está na equipe de tradução”, ressalta. [Equipe ASN, Suellen Timm]

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