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Jovens dedicam um ano de suas vidas em missão

Confira a experiência dos jovens que participaram do projeto OYiM em Araçuaí, MG, e estão retornando para seus lares animosos para falar sobre Jesus e salvação

29 de novembro de 2017

Por Mayra Marques

As inscrições para o OYiM já estão abertas. Um dos requisitos para participar desse projeto é ter entre 18 e 35 anos

Em 2017, cerca de 10 jovens decidiram dedicar um ano de suas vidas em missão, através do projeto One Year in Mission (OYiM), organizado pela Associação Mineira Sul (AMS), sede regional da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a zona da mata e sul de Minas Gerais. A maioria desses jovens é o do sul de Minas Gerais. Mas nesse grupo também tem missionários de São Paulo, Rio de Janeiro e Angola.

No OYiM, os missionários adventistas evangelizam centros urbanos unindo seus talentos, recursos e conhecimento para atender às necessidades da comunidade para aonde eles foram enviados. Os jovens que participaram do projeto relatam que alguns desafios os pegaram de surpresa no início da missão. A princípio, eles iriam participar do projeto em Niterói, no Rio de Janeiro. Porém antes de iniciarem as atividades, foram notificados de que iriam para outro local. O real destino deles foi a cidade de Araçuaí, localizada no extremo leste de Minas Gerais, com pouco mais de 37,3 mil habitantes.

Apesar da surpresa, os jovens encararam o desafio, confiantes na missão que tinham para realizar. Confira o que cada um desses missionários disse sobre o envolvimento deles no projeto Um Ano em Missão:

Max Santana (Varginha/MG): “Eu achei que iria me deparar com uma realidade semelhante à do sul de Minas, no contexto social. Mas não! Até mesmo a cultura da cidade de Araçuaí é diferente, então para adaptação não foi fácil, mas cada minuto dessa missão valeu a pena, porque tive a oportunidade de trabalhar diretamente com as pessoas daquela cidade do leste de Minas. A nossa missão ali encerrou, mas na minha vida não. A missão vai continuar seja aonde eu estiver!”

 

Ivna Casella (Tocantins/MG): “Este foi o meu segundo ano participando do projeto OYiM. Antes de ir para Araçuaí, eu mudei minha alimentação, seguindo as recomendações que a escritora Ellen White instruiu aos adventistas do sétimo dia seguir, que é uma alimentação vegetariana. E foi justamente esse o ponto diferencial do projeto em minha vida, porque Deus me deu a oportunidade de encontrar uma pessoa que saiu de uma clínica natural, e eu pude compartilhar com ela essa experiência e ajudá-la em sua jornada. O projeto terminou, e o que será da minha vida agora eu não sei, mas confio que o Senhor é meu Pastor, e nada me faltará.”

Lucas Mariano (Arceburgo/MG): “Antes de decidir ir para o projeto OYiM, eu prestei vestibular para cursar Teologia e passei. Mas aceitei o desafio do projeto e troquei os quatro anos de curso pela missão, que foi fantástica. Para mim, não importava o lugar que eu estava indo, o importante era a mensagem ser pregada, e assim foi. A sede das pessoas pelo pão espiritual é algo surpreendente. Dezenas de estudos bíblicos foram dados, além da reforma de uma casa para uma família necessitada desse benefício. Eu prestei o vestibular para Teologia e passei novamente, mas agora vou aguardar para ver o que Deus quer para mim, se a faculdade ou mais uma vez dedicar um ano de minha vida em missão.”

 

Thaina Santos (São Paulo/SP): “Eu sou tímida, mas perdi um pouquinho da timidez nesse projeto, que eu conheci através do Lucas, que me motivou a participar. O OYiM é muito bom! Eu aprendi a amar mais, a ter mais paciência. Foi uma experiência tão incrível para mim que eu nem sei explicar em palavras. Na missão, a gente sai de casa cedo e volta tarde, mas tudo é gratificante. Foi só benção participar desse projeto!”

 

Jennifer Rocha (Pouso Alegre/MG): “De maneira especial, o que mais me impactou ao participar do OYiM foi com relação à minha família, que não é adventista como eu. Por essa razão, é um pouco complicado para ela entender o motivo de eu dar uma pausa na rotina e ir para um lugar desconhecido dedicar um ano de minha vida em prol de outras pessoas. Mas a minha família permitiu, e até o nosso relacionamento mudou, positivamente falando. Agora no que diz respeito à minha experiência nessa missão, eu só tenho a agradecer. A minha expectativa acerca desse projeto era superficial, e na missão eu aprendi o que é servir na prática. Descobri que existem várias maneiras de pregar o evangelho, e de forma simples. Quem participa do OYiM, aprende muito!”

Misael Carlos (Extrema/MG): “Foi um privilégio para mim participar do OYiM. Literalmente mudou toda minha expectativa de missão. Quando chegamos à cidade, achei diferente. O clima era mais seco e muito quente. Mas a despeito disto, o meu amor por aquela cidade cresceu, porque a obra de Deus foi plantada ali. Um Clube de Desbravadores, por exemplo, foi levantado, bem como uma base da Geração 148. Houve até treinamento para a igreja daquela cidade! Tive o privilégio de ministrar aulas de violão e, junto a isso, pregar o evangelho. Como o meu amigo Max disse, a missão em Araçuaí acabou, mas em minha vida não. Minha missão agora é em casa, pois tenho familiares para ganhar para Cristo.”

 Sharon Belizario (Campestre/MG): “Meu pai era colportor, então eu cresci no pensamento de que sempre deveria estar envolvida com as atividades da igreja. Porém, em determinado momento, meu pai se afastou da igreja, e ele e minha mãe se divorciaram. Isso me abalou, claro, mas não me desanimou de prosseguir no evangelismo. Eu colportei e me saí muito bem. Mas depois da minha última campanha de colportagem, senti que estava faltando algo. Foi quando decidi participar do projeto OYiM. A princípio, minha mãe não autorizou, porque tenho alguns problemas de saúde, mas depois de muita conversa entre ela, o pastor e eu, minha mãe autorizou-me participar. Eu fui, e isso mudou a minha vida. Eu mudei meu pensamento acerca de missão. Agora eu realmente sei que preciso viver aquilo que estou pregando. Participar desse projeto alavancou a minha vida.”

Azenate (angolana): “Sou filha de missionários, então eu costumo dizer que meu DNA é missionário. Mas apesar disso, eu quase desisti de participar do OYiM, porque eu estava para iniciar a minha pós-graduação. No entanto, decidi ir, e a missão foi realizada em minha vida, porque eu aprendi a depender completamente de Deus. O que eu precisava resolver ou decidir, Ele o fez. Participei da missão, fiz os projetos que precisava fazer e ainda fiz a minha pós-graduação, com materiais enviados por correio e e-mail. Então eu aprendi a ser submissa à vontade de Deus e completamente dependente dEle.”

 

Carol Fernandes (Serrania/MG): “No começo, participar da missão foi um pouco difícil para mim. Eu cuidava da minha mãe, e ela dependia muito de mim, devido a algumas dificuldades que apresenta. Mas por fim, eu decidi ir, 30 minutos antes de o ônibus sair da rodoviária em direção ao local onde me encontraria com os outros jovens do OYiM. Eu não falava em público, e ainda hoje tenho muita vergonha disso, mas agora falo, e isso eu aprendi por meio dessa missão, que foi marcante para mim.”

Como participar do projeto OYiM?

As inscrições para o projeto OYiM 2018 já estão abertas na Associação Mineira Sul. Para participar, o voluntário precisa ter entre 18 e 35 anos, ser solteiro e ter pelo menos 1 ano de batismo na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Se esses requisitos se encaixarem no perfil do jovem, basta procurar o Ministério Jovem da AMS ou entrar no site www.oyim.org para mais informações.

E-mail: everson.ferreira@adventistas.org.br ou rennan.pereira@adventistas.org.br

Telefone: (32) 3313-4636

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