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Igrejas da região sudoeste se envolvem na campanha contra a violência infantil

Ruas e praças de várias cidades foram tomadas com o movimento do Quebrando o Silêncio por membros e voluntários defendendo o bem-estar das crianças

Por Eber Pola 4 de setembro de 2019

Na cidade de Piracicaba cerca de 2 mil pessoas participaram da passeata

De silêncio a campanha não tem nada. O que se percebeu foi um grupo de voluntários e membro da região sudoeste do estado paulista que no dia 24 de agosto aderiram ao movimento contra a violência e o abuso infantil. Na maioria dos casos o problema está dentro de casa. Essa é a constatação do “Disque 100” quando se trata de denúncias sobre abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil. Em 2018, 70% dos casos ocorreram no ambiente familiar.

Foram 50 ações que aconteceram para alertar a população dos problemas de violência que acontece dentro de um lar. A ideia é anular o agressor por meio da campanha educativa e de prevenção contra qualquer tipo de violência. No quarto sábado do mês de agosto é a hora de sair às ruas e dar um basta à violência. O movimento tomou conta de muitas praças e parques da cidade. A campanha neste ano completa 17 anos e acontece simultaneamente em toda América do Sul.

Parque do Campolim em Sorocaba recebe o Projeto Quebrando o Silêncio

Em Sorocaba foi montado um palanque no Parque Campolim. A programação teve várias apresentações musicais, dramatizações e a premiação das três melhores redações dos alunos do 8º Ano do ensino fundamental de 5 escolas municipais e particular com o tema: Violência e Abuso Infantil – em parceria com a Secretaria de Educação do Município.

A professora Elane Kefler, que acompanhou o movimento no Campolim, disse que já faz 1 ano que no município foi incluído no calendário oficial o Dia do Quebrando o Silêncio. “O projeto tem se expandido muito e damos graças a Deus por isso. O projeto não é mais da igreja adventista do sétimo dia. Esse projeto agora é de toda sociedade brasileira”. Kefler ainda ressalta que foram distribuídos 90 mil materiais informativos impresso da campanha no território sudoeste.

A presença de Clubes de Desbravadores e Aventureiros foi fundamental na campanha

Grandes e pequenos movimentos aconteceram com faixas, passeatas, fanfarras, programações nas igrejas e auditórios. O engajamento de membros e voluntários – além das parcerias com prefeituras – foi fundamental para chamar à atenção da sociedade que vive em um ritmo acelerado. A intenção é que todos dizem não a violência e que denuncie o agressor.

Na cidade de Piracicaba aconteceu a Passeata Quebrando o Silêncio que envolveu todos os distritos da região. A fanfarra dos Clubes de Desbravadores dava o ritmo do movimento da Praça da Estação Paulista até a praça principal da cidade. Na Praça do Correto foi realizado um programa especial com a fala do promotor da Vara da Infância e Juventude do município e o prefeito da cidade.

Corrida e Caminhada Quebrando o Silêncio

Momento da largada com o apoio da prefeitura local e das igrejas da região

Em Hortolândia, a campanha contra o abuso e a violência infantil se estendeu para o próximo dia, 25 de agosto, com a corrida de 7 km e na caminhada de 4 km. Na sua segunda edição o evento esportivo é a forma que os membros dos distritos encontraram para chamar atenção dos moradores e envolver os atletas na campanha do bem – que é uma forma de protestar contra a violência.

Podium das primeiras colocadas na corrida e premiação por categorias

Cerca de 1.500 pessoas estiveram no evento que aconteceu na Praça Chico Mendes com apoio dos agentes de trânsito e da guarda municipal. Durante a corrida também aconteceu a Feira de Saúde no local com teste de glicemia, aferição da pressão arterial, massagem e orientações de saúde.

A largada teve a presença de equipes de várias cidades e instituições de inclusão social. O objetivo é o incentivo à qualidade de vida através de atividades físicas. Maria Edite Micene, 74 anos, veio da Baixada Santista com sua família para participar do projeto. Ela contou que é a segunda vez que vem para a caminhada. “Eu gosto de vir aqui porque o evento além de ser esporte e saúde é uma forma de orientar os pais sobre o Quebrando o Silêncio, pois a gente vive em uma sociedade muito avançada e desinformada.”

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