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Hospital Adventista Silvestre tem projeto de acolhimento a pacientes e familiares

Ações de voluntários usam a música e as visitas para proporcionar conforto a pacientes e familiares

7 de maio de 2015

lugardepaz-11Rio de Janeiro, RJ… [ASN] Quase ninguém conhece essa expressão: Nosocomefobia é uma das milhões de fobias que existem nos dicionários médicos, e a sua descrição mais simples é o medo de hospital. E quem não tem, não é mesmo? É inevitável fazer a conexão entre hospital e as palavras sofrimento, dor e morte.

Muitas vezes nos esquecemos que este ambiente também tem relatos de felicidade, como quando ocorre o nascimento de bebês ou num diagnóstico de cura, por exemplo. No Hospital Adventista Silvestre (HAS), no Rio de Janeiro, há outra expressão rotineira: paz.

Isto graças a um projeto iniciado em maio de 2013, chamado Lugar de Paz, que hoje tem 26 voluntários. Entre as atividades desenvolvidas estão as visitas a pacientes internados, realizada diariamente pela equipe da Capelania ou aos sábados, pelo grupo de voluntários.

Às vezes, o grupo de voluntários fixo recebe apoio de mais pessoas, como mostra esta reportagem.

“Criamos a marca Lugar de Paz no hospital para promover um estilo de abordagem acolhedor, inclusivo, interdenominacional, para os cristãos; não confessional para os ateus, agnósticos ou adeptos de filosofias religiosas, e ao mesmo tempo, evangélicas quanto à missão”, esclarece o pastor Djalma Alves, capelão do hospital.

 

Parece difícil cativar tantos públicos diferentes, mas a proposta é que todos, inclusive e principalmente os colaboradores do hospital, como médicos, enfermeiros, pessoal ligado a administração, alimentação, limpeza, etc., sem exceção, tenham uma conduta acolhedora e amorosa, que pode resultar em interesse de conhecer mais a fundo o porquê desse diferencial.

O HAS é administrado oficialmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas isso não significa atendimento restrito a este grupo de fiéis, ou que promove um evangelismo proselitista. “Não focamos no certo ou errado, numa verdade dogmática, ou que uma denominação é melhor do que a outra”, explica o pastor.

O pastor Djalma conta que este trabalho individual e personalizado, onde cada paciente é atendido dentro das suas necessidades, constrói verdadeiras pontes para a mensagem da Esperança e até Deus.

É comum às pessoas que estão enfrentando grande sofrimento o questionamento sobre a fé ou o futuro. É nesta hora que entram as respostas contidas na Bíblia.

Resultados missionários

Dona Carmem, que mora em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, será a próxima pessoa a ser batizada como resultado do trabalho desenvolvido no projeto Lugar de Paz. Segundo o pastor Djalma, há inúmeros relatos de batismos.

Há ainda quem deixe o hospital, mas que deseja ter as mesmas sensações que ali viveram. As boas recordações, obviamente. É o caso de José Carlos Amorim, que foi submetido a um transplante hepático, e que foi alvo do trabalho dos voluntários. De alta, ele decidiu continuar estudando a Bíblia, e vivenciando momentos de interação com outras pessoas, acompanhado da filha Natália Amorim. Para isso, abriu sua casa, localizada em Angra dos Reis, para a realização de um pequeno grupo, que terá o apoio do pastor Bruno Maia, da Associação Rio Sul.

 

Conheça mais sobre o HAS aqui.

 

[Equipe ASN, Francis Matos, com apoio de Jairo Borda]

 

 

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