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Estudantes e Operação Lei Seca trabalham juntos no Rio de Janeiro

Ação alerta moradores da zona oeste da cidade sobre os efeitos do consumo de bebida alcoólica.

Por Kimberly Cruz 21 de fevereiro de 2020
Ação com alunos e Operação Lei Seca

Alunos do ensino fundamental e ensino médio, com idades entre 11 a 18 anos, integraram a ação. (Foto: Jéssica Dias)

Às vésperas do Carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, foi lançado o projeto Jovem Consciente. Álcool Zero. Fique Vivo, promovido pelo Colégio Adventista de Campo Grande, localizado na zona oeste do Rio de Janeiro. A iniciativa contou com a participação de agentes de educação da Operação Lei Seca do Estado.

No dia 20 de fevereiro, os profissionais estiveram na unidade escolar para realizar palestras e dinâmicas sobre as leis de trânsito e as consequências causadas quando as regras são infringidas. Eles levaram aparelhos usados durante a operação Lei Seca para exemplificar aos alunos e professores.

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A ideia surgiu quando professores se reuniram para discutir o consumo de bebida alcoólica por adolescentes e a quantidade de acidentes no trânsito provocados por motoristas alcoolizados.

Segunda uma das idealizadoras do projeto, professora Cristiane Silva, o objetivo é conscientizar e alertar não só os alunos, mas também a população, sobre o uso do álcool, em especial por motoristas. “O principal foco da ação é fortalecer a integração entre ciência e tecnologia, tornando possível aos jovens participarem do desenvolvimento da conscientização a comunidade local sobre o consumo do álcool, principalmente daqueles que ingerem e dirigem, propondo uma mudança no comportamento dos motoristas, visto que estamos próximos ao Carnaval”, ressalta.

Conscientização

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), dirigir alcoolizado e o excesso de velocidade são as principais causas de acidentes entre jovens. Também, segundo o informativo, que foi divulgado em 2018, 28% das mortes provocadas pelo consumo de álcool são resultado de lesões, como por exemplo, os acidentes de trânsito.

“É importante enfatizar que a escolha não é somente de quem consome, pois tais práticas são perigosas para quem bebe e para quem está ao redor. Além de despertar a seriedade diante de tal tema, ainda mais em nessa época festiva”, pontua Cristiane.

Durante as apresentações, os alunos também ouviram histórias de pessoas que sofreram ou causaram um acidente por resultado da ingestão do álcool. Leonardo Velasco, ex-atleta e atual agente da Lei Seca, foi vítima direta, ou seja, ele era o condutor e causou um acidente por dirigir alcoolizado. De cadeira de rodas, ele alerta jovens em escolas e universidades para que não sejam futuras vítimas. “Hoje em dia eu tento passar a minha experiência de vida por ter feito algo que não é permitido, e que a gente acha que só acontece com o próximo, mas na realidade acontece com todos”, alerta.

Ação nas ruas

Após as apresentações e atividades, os alunos do primeiro ano do ensino médio se reuniram com a equipe da operação Lei Seca e foram às ruas do bairro alertar a população sobre o que aprenderam. Os jovens levaram cartazes confeccionadas por eles e panfletos com mensagens sobre os prejuízos do uso do consumo do álcool e a importância do respeito à vida.

Arthur Barbosa, aluno do primeiro ano do ensino médio, revelou que conhece uma pessoa que se acidentou por conta do álcool quando estava dirigindo, e por isso acredita que a mobilização nas ruas faz efeito porque lembra às pessoas o cuidado que deve existir no trânsito.

“Eu conheço alguém que foi pelo caminho da bebida e acabou se acidentando, e essa atitude que estamos fazendo busca conscientizar a comunidade de que esse não é o caminho certo, porque coloca nossa vida em risco e a vida de outras pessoas, e a nossa vida é muito preciosa”, explica o estudante.

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