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Adventistas vão às ruas para alertar população sobre a prática do suicídio

No Leste e Norte de SP, quase quatro mil pessoas se envolveram em passeatas, palestras e outras ações

3 de setembro de 2018

Por Vanessa Moraes

Com cartazes, faixas e apitos, um grupo de 70 adventistas caminhou três quilômetros no bairro Tucuruvi, região Norte de SP (Foto: Elvis Natali)

Há quatro anos o Setembro Amarelo chama a atenção da população brasileira para um assunto delicado: o suicídio. A campanha busca alertar as pessoas sobre essa prática, que faz 800 vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tema também está sendo trabalhado pela campanha Quebrando o Silêncio, promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Há 16 anos o projeto foi criado para conscientizar e orientar pessoas, além de prevenir novos casos.

A luta é contra qualquer tipo de violência, principalmente a que atinge mulheres e crianças. A campanha acontece durante todo o ano, com ênfase no último sábado de agosto, e sempre aborda assuntos diferentes.

Adventistas também distribuíram água e livros com mensagens de esperança (Foto: Renan Lima)

Ações contra o suicídio

No dia 25 de agosto, a temática do suicídio levou às ruas adventistas de oito países da América do Sul. Só nas regiões Leste e Norte de São Paulo, quase quatro mil pessoas se envolveram em passeadas, palestras e distribuição de materiais alusivos à campanha. “As pessoas precisam de esperança, e nós, como igreja, temos a responsabilidade de mostrar elas o quanto são valorosas para Deus”, afirma Marziane Guimarães, líder do Ministério da Mulher para os adventistas do Leste e Norte paulista.

Com cartazes, faixas e apitos, um grupo de 70 adventistas caminhou três quilômetros no bairro Tucuruvi, região Norte da capital paulista, para informar os moradores sobre a importância de se quebrar o silêncio diante de situações de abuso e violência. A passeata contou com a participação de Aventureiros e Desbravadores, que conduziram uma fanfarra, e de representantes do Ministério dos Motociclistas Adventistas (AMM).

Ao ouvir tanto estrondo, dona Sirley Santana saiu do interior de sua casa e correu para o portão. “Eu achei que era escola de samba, pelo barulho. Mas achei muito legal. Tudo o que é feito em prol dos outros é válido. Continuem fazendo esse trabalho porque é um alerta, é muito importante”, incentiva a moradora do bairro.

Na zona Leste de SP, mulheres maquiaram o rosto em referência aos hematomas de quem sofre violência doméstica

Na zona Leste de São Paulo, adventistas também distribuíram água e livros com mensagens de esperança, e aproveitaram os segundos do semáforo fechado para chamar a atenção dos motoristas. Em outros lugares da cidade, mulheres maquiaram o rosto em referência aos hematomas de quem sofre violência e também seguraram cartazes no farol vermelho.

“Se de todo esse projeto houver uma pessoa que esteja a beira do suicídio ou que esteja numa situação delicada, e conseguir enxergar que existe uma saída, com certeza essa ação já valeu a pena”, diz Rosana Garcia, líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista de Tucuruvi.

Quer saber mais? Assista à reportagem:

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