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Sociedade Criacionista Brasileira repudia Terra plana

Teoria da Terra plana tem sido motivo de discussão e informações desencontradas levaram a uma manifestação pública da Sociedade Criacionista Brasileira.

Por Felipe Lemos, com informações da Sociedade Criacionista Brasileira 18 de outubro de 2019

Ideias dos terrraplanistas não fazem parte dos estudos e nem da linha de trabalho da Sociedade Criacionista Brasileira, mais importante e antiga instituição de fomento à pesquisa criacionista no Brasil. (Foto: Shutterstock)

Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, em julho deste ano, apontou que 7% dos brasileiros acreditam na ideia da Terra Plana. O levantamento foi feito com 2086 entrevistados maiores de 16 anos em 103 cidades do Brasil. E mostrou, ainda, que 90% das pessoas ouvidas declaram que a Terra é redonda, enquanto o restante disse não saber sua forma.

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O movimento dos chamados terraplanistas, pessoas que sustentam a ideia de uma Terra plana, tem ganhado visibilidade entre parte da população no mundo inteiro. Documentários, livros e eventos de grande porte fazem parte desta realidade. Em 2018, nos Estados Unidos, uma pesquisa do YouGov apontou que 2% dos norte-americanos firmemente acredita que a Terra é plana. Entre os jovens de 18 a 24 anos (chamados millenials), o percentual chega a 4%.

O fato de muitos associarem a teoria da Terra plana a movimentos religiosos e criacionistas levou a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) a se manifestar oficialmente sobre o assunto. Segue a nota, na íntegra, da SCB:

Nota oficial

A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), ao longo de seus 47 anos de atividades, tem, com base em evidências científicas, defendido e divulgado teses criacionistas em oposição às evolucionistas, no contexto da controvérsia entre as duas estruturas conceituais que partem de diferentes pressupostos para a interpretação da natureza.

A suposição de uma “Terra plana” nunca mereceu qualquer apoio por parte da SCB. Essa suposição não encontra apoio em textos bíblicos, nem em evidências verdadeiramente científicas.

Entretanto, a SCB tem sido citada por pessoas descompromissadas com a busca imparcial da verdade como uma das entidades que estariam defendendo a tese de que o planeta Terra, ao contrário de ter formato esférico, teria forma plana. Nada mais falso. Essa inverdade certamente vem sendo divulgada com intenções indesculpáveis de desqualificar o trabalho sério que a SCB tem realizado há quase cinco décadas.

Bastaria citar, a respeito da questão da “Terra plana”, o fato de que em 1999 foi a SCB que se encarregou das medidas iniciais para a publicação do livro Inventando a Terra Plana, de autoria de Jeffrey Burton Russell, preparando a tradução para a língua portuguesa e conseguindo a publicação pela Editora da Universidade de Santo Amaro, sediada na capital paulista. Esse livro resgata a história do surgimento e da propagação do erro sobre a forma geométrica da Terra, esclarecendo a verdadeira causa desse processo: desqualificar o cristianismo e a Bíblia e afirmar que a ignorância e o obscurantismo medievais teriam sido responsáveis pelo modelo de uma Terra plana.

Mais recentemente, em 2016, a SCB publicou o livro Tempo Astronômico, Histórico e Profético, em três partes, das quais as duas primeiras expõem com clareza o assunto do formato da Terra, com os subtítulos “A esfericidade da Terra – da revelação bíblica aos nossos tempos”, e “A geometria do sistema Sol-Terra-Lua”, este último destacando as “inferências de filósofos gregos há mais de 22 séculos sobre diâmetros e distâncias”, e esclarecendo que, mesmo antes dos filósofos gregos, os próprios textos bíblicos já deixavam transparecer o fato de que nosso planeta tem formato esférico.

Pelas razões mencionadas acima, a SCB repudia com veemência qualquer envolvimento que lhe imputem como defensora de teses espúrias que, como já destacado, não têm qualquer apoio em textos bíblicos e muito menos em evidências verdadeiramente científicas.

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