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Estudantes são premiados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Com mais de 700 mil inscritos, 17 alunos do Colégio Adventista Marechal Rondon receberam medalhas nas classificações ouro, prata e bronze.

Por Andréia Silva 19 de dezembro de 2018

As olimpíadas são divulgadas de forma prévia nas escolas da rede adventista, via cartazes e mobilização do corpo docente. Alunos recebem orientações e direcionamento até o dia do teste.

Foram cerca de nove mil escolas participantes, 68 mil professores envolvidos, e mais de 700 mil alunos inscritos para a XXI Edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). O evento nacional é organizado pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e Agência Espacial Brasileira (AEB).

Deste montante, apenas 30 mil foram premiados dentro das classificações de nível I, II, III e IV. Richard Alves Mazzo, de 10 anos, estudante do 5º ano do ensino fundamental do Colégio Adventista Marechal Rondon, em Porto Alegre, foi medalha prata do Nível II.

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Richard Mazzo exibe a medalha prata recebida na Olimpíada.

Com a insígnia na mão e sorriso no rosto, ele esbanja alegria. “Isso é tão bom quanto tirar boas notas. É muita felicidade. Eu estudo bastante porque acho uma área legal, mas não esperava ser premiado. Nos próximos projetos e olimpíadas que tiver eu participarei novamente”, conta o garoto.

Para a mãe, Kátia Mazzo, isso é o reflexo de um direcionamento educacional e da dedicação do filho. “A inscrição e direcionamento dos alunos foram feitos pelo colégio, então ficamos bem surpresos. Mas o Richard gosta muito de estudar, se atualizar com livros e documentários, então acho que isso o ajudou a se classificar”, comenta.

Boa classificação escolar

Maria do Carmo, coordenadora educacional de 6º ano do ensino fundamental ao ensino médio, conta que 17 alunos do colégio foram medalhistas. Dois deles, Victor Bassani e Camili Vaz, do 9º ano, foram medalha ouro. Agora, ambos participaram de uma nova seletiva direcionada apenas aos vencedores deste nível que desejam integrar à equipe Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Ansiosos, eles aguardam o resultado.

“Nós inscrevemos a maior parte dos alunos que conseguimos e os incentivamos a participar todos os anos”, detalha Maria. “É muito gratificante ver o envolvimento de todos os professores e dos estudantes ao longo do bimestre. Para a escola, isso é excelente, e na questão pedagógica existe um acréscimo muito importante”, pontua.

Segundo a coordenadora, além dos diversos aprendizados relacionadas às áreas de física e geografia, os alunos do 9º ano ainda têm uma fase prática dentro do teste: montar um foguete em miniatura. “O trabalho é feito sob orientação se um professor coordenador e, após a montagem, os alunos vão para uma praça testar o experimento. Ficamos extremamente felizes ao ver o resultado de todo este trabalho em conjunto”, explica.

Funcionamento e seleção

Realizado nas escolas brasileiras desde 1998, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é um evento nacional e está aberto à participação de escolas públicas ou privadas para estudantes do primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio. A OBA ocorre totalmente dentro da própria escola, e até o 8º ano, tem uma única fase que é realizada em um só ano letivo (prova e resultados). Os estudantes participam voluntariamente e não há obrigatoriedade de número mínimo ou máximo de alunos por instituição de ensino.

O objetivo da prova é difundir o conhecimento astronômico pela sociedade brasileira, fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia e pela Astronáutica e ciências afins. A prova da OBA é realizada anualmente, no mês de maio, em todos os estabelecimentos brasileiros de ensino cadastrados. Ela consiste em um número variável de questões, dependendo do nível dos participantes. Nos últimos anos, uma das questões de astronomia do 9º ano tem envolvido uma atividade prática/observacional a ser desenvolvida previamente pelas escolas e a prova sendo constituída de 10 questões: 7 de Astronomia, 3 de Astronáutica.

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