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Criacionistas intensificam qualificação e pesquisa científica

Cresce o investimento em ensino e embasamento científico da parte dos que defendem os princípios criacionistas de explicação dos fenômenos da vida humana.

Por Thiago Basílio, com colaboração de Michelson Borges 

Fomento à investigação científica levou pesquisadores criacionistas à Paraíba, uma das localidades visitadas e farta de oportunidades para estudos geológicos.

Ao contrário do que muitos afirmam, a cosmovisão criacionista não é simplesmente uma leitura de fé sobre o início da vida. Existem estudos alicerçados em evidências científicas que sustentam tal interpretação abordada pela educação adventista em seu ensino. Para que esse conhecimento tenha cada vez mais respaldo acadêmico, foi realizado o 2º Encontro Sul-Americano de Fé e Ciência, que, neste ano, trouxe à discussão temas relacionados com a origem da vida, paleontologia e o dilúvio de Gênesis.

Os objetivos do encontro são contribuir para a formação de pesquisadores na área do criacionismo; capacitar especialistas e profissionais de educação; além de estimular a divulgação de estudos que apoiem ​​a visão bíblica das origens. Para o diretor da Educação Adventista na América do Sul, pastor Edgard Luz, as bases do modelo de ensino se alicerçam na criação e, por isso, é necessário fortalecer esses pilares. “Nossa filosofia é promover o desenvolvimento físico, mental e espiritual. Não faz sentido o desenvolvimento espiritual se nós não acreditarmos em um Deus Criador; não acreditarmos em um Deus restaurador. Então, a razão da existência da Educação Adventista passa primeiro pelo cerne da nossa filosofia, que é o criacionismo”, argumenta.

O evento internacional foi realizado entre os dias 2 e 6 de setembro, na cidade cearense de Juazeiro do Norte, município localizado numa região conhecida por suas formações geológicas capazes de mostrar a história terrestre, além de conservar abundante material fossilizado. Diversos acadêmicos, cientistas e profissionais de educação filiados a universidades e instituições públicas e privadas da América do Sul e também mundiais participaram do encontro para expandir conhecimentos e trocar experiências, além de conferir conjuntamente e na prática as evidências que ajudam a atestar relato bíblico sobre a formação e transformação da Terra ao longo dos milênios.

“É uma ideia muito relevante levar pessoas às pesquisas de campo. Uma das coisas que tenho ouvido repetidamente dos grupos que tenho acompanhado é: ‘Eu nunca mais olharei as rochas do mesmo jeito.’ Essas formações abrem os nossos olhos para histórias que as rochas podem contar”, diz o doutor James Gibson, diretor do Geoscience Research Institute (GRI) – numa tradução livre do inglês Instituto de Pesquisas em Geociências –, organização com presença no Brasil por meio da Educação Adventista.

Fomento à pesquisa

O caráter acadêmico-investigativo do encontro motivou um início antecipado dos trabalhos. Antes mesmo de viajarem para o Nordeste brasileiro, os participantes puderam acompanhar aulas virtuais sobre os locais e as temáticas que seriam abordadas, além de prepararem também pesquisas para apresentação a todo o grupo e, posteriormente, publicação em periódicos científicos – uma proposta abrangente que tem desdobramentos antes, durante e depois do evento.

Nos dias em que estiveram em Juazeiro do Norte, os cerca de 80 participantes foram acompanhados por renomados especialistas em visitas à Chapada do Araripe, cuja formação ocorreu nas etapas finais de separação entre os continentes americano e africano. Os contextos da região favorecem a existência de uma rica variedade de fósseis, alguns incomuns ou excepcionalmente preservados.

Foi exatamente desse aprendizado natural e prático que os envolvidos com o programa puderam desfrutar acompanhados das explicações do geólogo Artur Andrade, diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, que elogiou a iniciativa. “A organização deste evento foi excepcional! Acho que o primordial, independentemente de eu ter meu ponto de vista mais levado aos aspectos científicos [convencionais], é o respeito e a convivência pacífica. Nós crescemos e ganhamos com isso, mesmo com divergências em pontos de vista sobre determinado elemento”, observa.

Além dos estudos de campo, palestras e mesas de debates também colaboraram para que o conhecimento fosse coletivamente construído. Os materiais derivados dessas trocas e outras soluções estarão disponíveis para consulta e coleta no site origens.org. “O espaço é um centro de recursos para professores, alunos, pastores e interessados. O objetivo principal desse site é dar suporte. Para que tudo o que educador e estudante precisarem possam encontrar lá”, salienta Marcos Natal, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira e diretor do GRI na América do Sul.

O segundo Encontro Sul-Americano de Fé e Ciência foi uma iniciativa da Educação Adventista na América do Sul em parceria com a Sociedade Criacionista Brasileira, o Geoscience Research Institute (GRI) e a Casa Publicadora Brasileira (CPB).

Conheça outros detalhes no vídeo a seguir:

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