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Colégio Adventista de Maringá recebe prêmio na Fundação Oswaldo Cruz

Documentário Escorpião, ele não é o vilão foi premiado no campus Manguinhos, na Zona Norte do Rio e chama a atenção para problema de saúde pública.

Por Douglas Pessoa, com informações de Gustavo Cidral 3 de dezembro de 2018

Alunos maringaenses representaram a Região Sul e MG na categoria “melhor produção audiovisual”.

Um vídeo de seis minutos que mostra como o escorpião se defende quando se sente ameaçado e dá dicas para evitar acidentes com esses animais, que tiveram seu habitat alterado pelo ser humano. Esse foi o conteúdo do documentário produzido por alunos do Colégio Adventista de Maringá (CAM), no norte do Paraná, que ganhou destaque na 9º Olimpíada de Saúde e Meio Ambiente, organizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das mais respeitadas instituições brasileira de saúde pública e epidemiologia. O evento, que acontece a cada dois anos no campus Manguinhos, no Rio, reúne representantes de escolas que criam projetos relevantes unindo saúde, meio ambiente e qualidade de vida.

O evento teve início da segunda-feira (26) e terminou na tarde de quarta (28). O encontro contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde e do governo fluminense. Segundo os pesquisadores que o organizaram, desde o início do ano 1.228 trabalhos de todo o Brasil se inscreveram para participar. Destes, eles escolheram os 20 melhores e convidaram os autores para vir ao Rio de Janeiro para participar presencialmente do evento. Um dos trabalhos selecionados foi o documentário “Escorpião, ele não é o vilão”, dos alunos do 7º ano do Colégio Adventista de Maringá.

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Para selecionar os trabalhos, os organizadores dividiram as categorias de acordo com as regiões brasileiras. O documentário dos alunos paranaenses venceu no quesito “melhor produção audiovisual entre os estados de Minas Gerais e da Região Sul”. Para Érica Cristina Lima de Miranda, diretora do CAM, essa premiação é um reconhecimento do empenho que a educação adventista tem em oferecer um ensino completo. “Esse trabalho diferenciado, que trás benefícios para a sociedade, faz parte do nosso dia-a-dia. O aluno aprende pedagogicamente e também entende que ele precisa se empenhar em algo que irá ajudar as pessoas”, pontua.

Representantes de colégios de todo o Brasil estiveram no evento.

A professora Thaís Sanches Santos explica que o escorpião  tem dado trabalho em virtude do aumento de acidentes com esses artrópodes no norte e no oeste do Paraná. “Nós queríamos conscientizar as pessoas conhecessem mais sobre esse animal, como ele se comporta e por que ele vive em meios urbanos, para assim falar sobre as estratégias corretas de se evitar acidentes. Queremos mostrar que o vilão não é o escorpião”, enfatiza. A professora, também, conta que não imaginava tamanha repercussão do vídeo a ponto de chamar a atenção de uma instituição reconhecida pela sua excelência em saúde. “Nós ficamos muito felizes, pois podemos representar a região Sul. A ideia nossa era expandir o trabalho, mas não imaginávamos que receberíamos um prêmio nacional por isso”, conta.

Além do Colégio Adventista, projetos de alunos da Região Sul, que se enquadravam em outras categorias, foram premiados na Fiocruz. Para Cristina Araripe, pesquisadora da Fiocruz e organizadora da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, o trabalho dos alunos maringaenses é de extrema relevância para todo o Brasil. “Muitas escolas localizadas nas periferias das grandes cidades ou em áreas rurais têm problemas com escorpiões. A Fiocruz possui um projeto sobre essa assunto e o tema apresentado pelo colégio paranaense vem de encontro com o nosso trabalho”, relaciona.

Veja o documentário produzido pelos alunos do Paraná. 

 

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