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Internato paranaense sedia simpósio que discute formação de discipuladores

Estudantes de teologia de seminário adventista do Paraná participam da primeira edição do evento.

24 de setembro de 2015
O tema do evento Faça, mas não faça sozinho é um resumo da meta da Igreja Adventista na região sul do Brasil

Tema do evento (Faça, mas não faça sozinho) está vinculado a visão missionária da Igreja Adventista na região Sul do Brasil   (Foto: Andriély Martins)

Ivatuba, PR… [ASN] Joana (nome fictício) se destaca em sua igreja. Organiza eventos para atrair interessados, ministra estudos bíblicos e coordena o grupo de oração intercessora. Entre dez pessoas que foram batizadas este ano, nove vieram a igreja por intermédio dos esforços dela, que atua como uma das líderes.

Na perspectiva do projeto Cada um Salvando Um, ter apenas uma “Joana” em cada igreja não é vantagem. É importante que as atividades sejam partilhadas entre o maior número de membros até que todos participem das atividades evangelísticas vinculadas as igrejas. O nome do sistema que cria e treina pessoas para que utilizem seus dons e habilidades missionárias é discipulado, tema do primeiro simpósio sobre a temática ocorrido no Instituto Adventista Paranaense (IAP), em Ivatuba, entre os dias 23 e 24 de setembro. Na programação, foi lançado o desafio de pensar em estratégias para motivar os membros a se tornarem líderes, formadores de “discípulos”.

O pastor Alex Palmeira, que responde pela área de Ministério Pessoal da Igreja Adventista para a região Sul do Brasil e palestrante convidado, apresentou dados que comprovam a necessidade de existência de novos discipuladores. Nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, há 578 membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia para apenas um pastor. Já se tratando dos 12 mil professores de Escola Sabatina somados nestes territórios, cada um coordena apenas, em média, 16 membros. “Se levarmos em conta a quantidade, fica muito mais fácil para o professor do que para o pastor. Precisamos colocar o olho nas pessoas que têm a capacidade de discipular”, sugere.

O papel do pastor

Segundo o pastor Everon Donato, líder de Ministério Pessoal da Igreja Adventista para oito países sul-americanos, todas as transformações na igreja são iniciadas a partir do pastor. “Ele é quem impulsiona, mobiliza e transforma a realidade local. Se ele não se aprofundar, se não tiver a ideia do discipulado clara em seu coração, então o processo é bloqueado”, diagnostica. Por conta disso, nos próximos meses, seminários sul-americanos de teologia devem receber programações semelhantes.

Em meio a tantas opções para tornar as igrejas atrativas, é necessário atuar de acordo com o contexto cultural, sempre avaliando a relevância do que se pretende aplicar. O pastor Charles Fabian, que atua como líder de Pequenos Grupos para a região Centro-Oeste do Brasil, explica que não existem fórmulas prontas e que é necessário agir com muita oração e observação. “Não adianta se tornar um pastor com grandes realizações, se não tiver feito a diferença na vida de outras pessoas”, argumenta. [Equipe ASN, Carolina Félix]

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