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Movimento de oração reforça importância do jejum para a vida espiritual

A lógica bíblica traz consigo uma mensagem especial em relação a esse fator tão importante para o bom desenvolvimento da vida cristã: a aproximação de um ser humano falho ao seu Criador e mantenedor.

2 de março de 2016

Campo Grande, MS…[ASN] Ouvir mais claramente a voz de Deus, fortalecer a vida espiritual, promover uma espécie de limpeza no corpo – considerado por nós, cristãos, como templo do Espírito Santo -, essas são algumas das razões que levam pessoas de diversas denominações a permanecerem sem o alimento físico por um determinado período de tempo.

Durante encerramento do projeto "Dez Dias de Oração" o jejum e suas consequências benéficas á vida cristã estiveram em evidência nos sermões.

A Bíblia cita em várias passagens a palavra jejum e explica, também, o seu conceito. Em resumo, a conclusão é a seguinte: quando a carne é fraca então o espírito torna-se forte. A lógica bíblica traz consigo uma mensagem especial em relação a esse fator tão importante para o bom desenvolvimento da vida cristã: a aproximação de um ser humano falho ao seu Criador e mantenedor. Além disso, durante o jejum fica ainda mais evidente a completa dependência de Deus. “O jejum me faz crescer espiritualmente, pois essa ‘limpeza’ no organismo ajuda a manter nossa mente em maior contato com Deus”, declara a administradora Rosane Mendes.

Durante dez dias membros da igreja adventista por todo o mundo dedicaram-se à oração, cada dia por um tema específico. E no décimo dia do programa, durante o encerramento, outra proposta reforçou ainda mais o movimento: As dez horas de jejum.

Mesas de frutas foram montadas em diversas igrejas adventistas do MS, para os membros que optam pelo jejum frugal durante as dez horas do programa.

Mesas de frutas foram montadas em diversas igrejas adventistas do MS, para os membros que optam pelo jejum frugal durante as dez horas do programa.

No Mato Grosso do Sul, atualmente existem pouco mais de 20 mil adventistas por todo o Estado e esse grupo se divide entre aqueles que optam pelo jejum completo durante as dez horas de programação, e aqueles que, por motivos especiais, optam também pelas frutas – uma maneira de aderir ao jejum sem prejudicar o organismo, mas optando apenas por alimentos leves e de rápida digestão. “O dia é especial e tiramos esse tempo para estar em maior comunhão com Deus. Controlar o apetite, por exemplo, nos faz exercitar o domínio próprio, um dos fatores mais importantes para o bom cristianismo”, explica a professora Fernanda Alves, que vai além. “Todos os anos durante o projeto ‘Dez Dias de Oração e Dez Horas de Jejum’, opto pelo jejum completo e após as dez horas, me alimento com frutas, uma opção leve, saudável e que me faz manter o ritmo de busca pelo crescimento espiritual. Vale muito a pena”, ressalta.

Programação

Durante os dez dias as igrejas em todo o Estado abriram suas portas ainda cedo, pela madrugada, algumas disponibilizando tendas de oração abertas ao público.

Durante os 10 dias, igrejas como a Central de Campo Grande, abriram suas portas ainda pela madrugada para receber membros e visitantes.

Durante os 10 dias, igrejas como a Central de Campo Grande, abriram suas portas ainda pela madrugada para receber membros e visitantes.

Sistematicamente nos dez dias, houve cultos relacionados sobre os temas do programa, que variavam de acordo com o cronograma do projeto. No encerramento, no último sábado (27), mesas de frutas foram montadas em algumas igrejas para fornecer alimentação adequada aos membros e adeptos dos dois tipos de jejum. Uma delas, por exemplo, foi a igreja da Alvorada, em Campo Grande. “Estar em comunhão com Deus fortalece nossa vida espiritual e nesse período do programa e também durante o jejum, nos tornamos mais dependentes de Deus e isso é fundamental para a vida cristã”, acredita Pedro Victorino, programador e membro da igreja da Alvorada.

A igreja Central levou os membros para uma tarde de ações sociais pelo centro da Capital e finalizou o movimento de oração com uma santa ceia e culto de pôr do sol em meio à natureza. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin]

Fotos: Deivison Pedrê e Jacqueline Peruzzo.

 

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