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Feira cultural aborda tema sobre refugiados

Alunos do Colégio Adventista de Botafogo apresentaram maquetes, pesquisas, produções musicais e teatrais.

Por Fabiana Lopes 10 de julho de 2019

Alunas vestidas com roupas típicas ilustram pessoas de outros países. (Fotos: Mídia CAB)

O total de refugiados no mundo passa de 70 milhões e segundo o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), o número é o maior já registrado desde a sua criação, em 1950. O órgão reconhece como refugiadas pessoas obrigadas a deixarem seu país por conflitos, guerras ou perseguições cujas solicitações de refúgio foram aceitas.

A crise na Venezuela, segundo o ACNUR fez aumentar os pedidos de refúgio no Brasil. Em 2018, o país recebeu cerca de 80 mil novos requerimentos de refúgio, tornando-o o sexto país que mais recebe pedidos.

Na Síria, cerca de 5,6 milhões de pessoas deixaram seus lares nos últimos anos fugindo da guerra, de acordo com dados do ACNUR.

Feira cultural deu atenção especial aos refugiados

A quarta edição da Feira Cultural Anual do Colégio Adventista de Botafogo aconteceu no dia 30 de junho. O tema escolhido para este ano, ‘Êxodos’, estimulou os alunos a terem maior sensibilidade para com refugiados de vários países que estão no Brasil e ao redor do mundo.

O tema foi trabalhado durante todo o bimestre entre os alunos do 6˚ ano do Ensino Fundamental ao 1˚ ano do Ensino Médio e em variadas matérias, além de História e Geografia, como também Matemática (calculando estatísticas, por exemplo), Ciências, Português e Redação.

Os alunos apresentaram trabalhos sobre as grandes movimentações populacionais que têm acontecido ao redor do mundo, com ênfase especial aos países da Venezuela e da Síria. A Feira abordou o contexto dos conflitos e as dificuldades dos refugiados em território sírio e nos deslocamentos para países vizinhos.

A interação dos alunos com a cultura foi estendida através da oficina de caligrafia árabe, dirigida por Mohammed El Jezuli. Nela os participantes da feira puderam escrever seus nomes no alfabeto árabe, criando laços de valorização e de afetividade com o universo cultural sírio. “Foi uma experiência incrível, escrever meu nome em árabe. Uma lembrança que guardarei por muito tempo”, destaca Fernanda Rodrigues, coordenadora do Colégio Adventista de Botafogo, que ficou impressionada ao escrever da direita para a esquerda.

“Os alunos aprenderam sobre a cultura destes países e entenderam quais as necessidades básicas os refugiados enfrentam no dia a dia, como alimentação, abrigo, proteção e dignidade para recomeçar a vida”, relata Fernanda.

Christine e Androny são refugiados que moram no Rio de Janeiro.

Christine Kamba, de 29 anos, veio da República Democrática do Congo em 2015, depois de passar por situações envolvendo violência sexual e os conflitos civis de seu país.

Na Feira, Christine cantou com os alunos, teceu tranças e turbantes. “Atualmente canto músicas para superar as dores do passado e para aliviar a saudade de minha mãe, que não vejo há alguns anos”, relata Christine.

De 2010 a 2017 mais de 90 mil refugiados haitianos vieram para o Brasil, como o Androny Fontus, de 43 anos, que chegou ao Brasil em 2014. No Haiti, Androny trabalhou na agricultura e construção civil. Atualmente ele é casado e tem um filho de 1 ano; vive no Rio de Janeiro há 2 anos e trabalha como ambulante na praia, enquanto não consegue um emprego formal.

Êxodo bíblico

O êxodo bíblico aconteceu com o povo israelita quando foram levados para o cativeiro egípcio. Viveram como forasteiros ou refugiados por 400 anos. Leia mais sobre este assunto e conheça o fato bíblico que foi o tema desta Feira Cultural:

Arqueólogos contestam o êxodo bíblico

Quem foi o Faraó do Êxodo

O programa Hiperlinkados da TV Novo Tempo tem um episódio que também trata deste assunto. Assista e conheça mais a respeito do Êxodo bíblico:

Mais fotos da Feira Cultural:

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