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Jovem é fiel na guarda do sábado e ganha ouro em Olimpíada Brasileira de Matemática

Dayan Oliveira, de 12 anos, esperou quatro horas para fazer a prova final e foi um dos dez medalhistas de ouro de Brasília.

Por Agência Adventista Sul-Americana de Notícias, com colaboração de Polliny Pacheco 17 de julho de 2019

Dayan exibe medalha de ouro recebida em Olimpíada de Matemática (Foto: Rafaela Prado)

O brasiliense Dayan Dias de Oliveira, de 12 anos, precisou aguardar por quatro horas para realizar a prova da fase final da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, (OBMEP) que ocorreu no sábado, 15 de setembro de 2018, em 54 mil escolas públicas do Brasil. Na prova, Dayan conquistou a medalha de ouro.

Para ele, aquele não seria um sábado como os outros. O adolescente chegou ao local do exame pontualmente, às 14h. Normalmente, ele estaria com a sua família ou em sua igreja, na cidade de Águas Claras, no Distrito Federal, como faz semanalmente. Mas, dessa vez, ele estava ali, pronto para guardar o sábado em uma escola como a que ele frequenta no dia a dia.

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Dayan e outro colega, também adventista, entraram na sala onde ficariam acompanhados por uma professora. Diferente dos quase 18 milhões de participantes da edição 2018 da Olimpíada – que ocorre desde 2005 –, não começaram a fazer a prova no horário estipulado.

O sinal, que marcou o início da prova, soou pelos corredores do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga, no Distrito Federal. Mesmo imaginando que seus amigos já estavam lendo e fazendo contas, o estudante permaneceu firme em sua decisão de guardar o sábado. Em nenhum momento, reforça ele, pensou em voltar atrás ou imaginou que seu desempenho seria comprometido. “Eu sentia que Deus ficaria orgulhoso de mim”, afirma.

O garoto esperou pacientemente as horas do sábado passarem, sempre com um cântico no coração – uma das leis dos Desbravadores que aprendeu no clube do qual faz parte, o Luzeiros do Planalto, da igreja adventista de Águas Claras.

Ao final do dia, ele olhou para o relógio e percebeu que já estava quase na hora de iniciar sua avaliação, conforme sua mãe o havia instruído. “Eu disse a ele que a prova começaria às 18h, mas o pôr do sol ocorreria somente às 18h30, então ele deveria esperar mais um pouco para iniciá-la”, conta a professora Adriana Oliveira. Com o exame em sua carteira, Dayan aguardou silenciosamente o horário correto, mesmo sabendo que perderia alguns minutos para realizá-la.

Prova

Enquanto avaliava cada questão, tinha sempre em mente o verso bíblico de Filipenses 4:13: “Tudo posso nAquele que me fortalece”. Unindo seu conhecimento ao que aprendera na sala de aula, conseguiu terminar o exame antes do tempo exigido.

Dayan (terceiro da esquerda para a direita, na fileira de baixo, entre os 10 medalhistas de ouro em Brasília (Foto: Rafaela Prado)

Resultado

Com a mãe, Dayan ficou atento ao site da OBMEP, onde sairia o resultado final. Para a surpresa de todos, ele havia ficado entre os 10 medalhistas de ouro de Brasília no nível 1, para alunos dos 6º e 7º anos.

Por isso, participou da cerimônia de premiação que ocorreu no dia 8 de julho em Salvador, na Bahia, somente para os 574 estudantes (dos 18 milhões que participaram) que receberam medalha de ouro, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o astronauta Marcos Pontes.

O adolescente se diz feliz com o resultado e no futuro pretende ser engenheiro mecatrônico. Além da medalha de ouro, ele também terá a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC) com uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para se desenvolver em estudos da matemática.

“Nós sabemos que o Dayan tem um futuro promissor, mas o nosso maior desejo é que os princípios que o norteiam hoje permaneçam durante toda a vida”, destaca a mãe.

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