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Encontro de Adolescentes marca fim de semana na ARF

370 adolescentes se reuniram no congresso Adole 2017, que teve como tema “Diferente”

10 de maio de 2017

Adolescentes se reúnem no Adole 2017 I Foto: Paulo Araújo

Itaboraí, RJ… [ASN] Um encontro de muita animação, alegria e emoção. Assim pode ser definida a edição de 2017 do Adole, o Encontro de Adolescentes da Associação Rio Fluminense (ARF). O evento aconteceu no anfiteatro do Colégio Adventista de Itaboraí no último sábado, 6 de maio, e reuniu 370 meninos e meninas.

Durante todo o dia, a galerinha alternou momentos de louvor, oração e estudo da palavra de Deus. Tudo em uma linguagem dinâmica e divertida, mas sem perder o foco: mostrar aos adolescentes que legal mesmo é ser diferente!

Pastor Geovane Souza e professora Raquel Souza I Foto: Paulo Araújo

De acordo com a líder do Ministério do Adolescente da ARF, professora Raquel Souza, o objetivo do encontro foi valorizar, apoiar e fortalecer o conceito de que a pressão do grupo e as influências externas para que todos sejam iguais não devem determinar o comportamento dos adolescentes. “A gente sabe da necessidade que essa galerinha tem de estarem juntos e de participarem de programas em que eles sintam que são valorizados, que saibam que nós consideramos que eles são importantes. Queremos que eles saiam daqui não tendo vergonha de serem diferentes. Iguais muitos já são.”, disse.

As novas tecnologias e mudanças constantes pelas quais a geração dos adolescentes passam é um desafio para eles. A maneira pela qual a igreja pode auxiliá-los na difícil missão de manterem o foco nas coisas do Céu é motivo de reflexão para quem trabalha com essa faixa etária especial.

Para a professora Fabíola Guedes, líder do Ministério do Adolescente da União Sudeste Brasileira (USeB) um encontro como esse faz toda diferença. “Nós temos necessidade de olhar pra essa geração. Eles enfrentam realidades hoje que nós não enfrentamos na nossa adolescência, que nós não participamos. Muitos gostam de falar “minha adolescência não era assim”, e realmente não era”, ponderou.

Professora Fabíola Guedes participa da Batalha Naval Bíblica, que foi utilizada no momento do estudo da Lição da Escola Sabatina I Foto: Paulo Araújo

Ainda segundo Fabíola, a tecnologia, a facilidade de acesso às redes sociais e a exposição à mídia pode prejudicar o desenvolvimento dos adolescentes. “Eles não estão preparados pra tudo isso. Eles não têm na memória cognitiva gravados os riscos que podem enfrentar diante dessa exposição. Então, um programa desse, que estabelece e orienta sobre algumas limites que eles próprios precisam colocar na vida, e não limites que os pais estabeleceram ou que a igreja impôs, mas limites pessoais, pode transformar a vida deles e salvar essa geração para a breve volta de Jesus”, avaliou.

O convidado para falar aos adolescentes no encontro foi o pastor Vinícius Miranda. Ele atua no Espaço Novo Tempo no bairro de São Francisco, em Niterói, e mantém no Youtube o canal Filosofia com Pipoca, que usa filmes e séries como pano de fundo para discutir comportamento e aplicações à vida cristã. Segundo ele, o grupo mais difícil para um pastor pregar é o dos adolescentes.

Pastor Vinícius Miranda I Foto: Paulo Araújo

“Hoje, 80% dos adolescentes acabam saindo da igreja. Isso demonstra uma necessidade. A gente precisa aprender a falar com essa galerinha. Como a gente conversa com eles? De uma forma muito parecida com a que Jesus fazia: contando histórias e dessas histórias trazendo alguns princípios. Todo mundo gosta de história”, afirmou.

Durante o dia, temas como sexualidade, mídia, redes sociais e comportamento cristão foram abordados nas palestras feitas pelo pastor. Ele usou muitas ilustrações, linguagem fácil e bom humor, para atrair o público e alcançar o objetivo do Adole, que foi levar cada um a uma reflexão e decisão sobre o que é preciso mudar em sua vida.

E foi essa mensagem que o Iago, de 16 anos, morador de Niterói, levou pra casa. “O Adole é uma oportunidade de aprendizado, não só pela Bíblia, mas também da troca de experiências com outros adolescentes. Toda vez que você sai da sua igreja e vai pra um lugar que você não conhece mais ninguém, aprende mais um pouco, e ainda vai conhecendo cada vez mais pessoas e colocando na sua história”, disse o estudante.

A estudante Evelin Mota, 15, explica o que, na opinião dela, é ser diferente. “Quando um amigo convida pra ir a uma festa, e você sabe que o que vai acontecer lá não é muito legal e não aceita o convite, e não tem a vergonha de dizer o por que, que é porque você segue a Bíblia”, De acordo com Evelin, ser adolescente hoje é muito mais desafiador do que antigamente. “A gente tem um nível de propostas maior, e propostas que muitas vezes não são positivas. E pela pressão do grupo muitas vezes somos influenciados”, finaliza.

Uma equipe bastante animada do Instituto Adventista Petropolitano de Ensino (Ipae) reforçou o time do Adole 2017. Os louvores ficaram por conta do grupo Vozes e Canções e o grupo Evidências apresentou encenações. O programa ainda teve a participação do pastor Geovane Feliz, presidente da ARF e do pastor Magno Marinho. [Equipe ASN, Marcely Seixas}

Adolescentes posam para foto oficial fazendo sinal “Diferente”, tema do encontro I Foto: Paulo Araújo

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