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Aluna de Maringá fica em segundo lugar em etapa estadual de concurso de cartas

Estudante da Escola Adventista concorreu na 48ª Edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas

Por Gustavo Cidral 15 de maio de 2019

Júlia corrigiu o texto oito vezes até entregar a versão final (Fotos; Gustavo Cidral)

Escrever uma carta sobre seu herói foi o desafio aceito por Júlia Rocha. A menina de 13 anos escolheu os livros como personagens da redação. Com esse tema, ela conquistou o segundo lugar entre 506 concorrentes na etapa paranaense da 48ª Edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU) e realizado no Brasil pelos Correios.

“Cada um tem o seu herói. Podem ser inúmeros tipos, influenciadores midiáticos, pai, mãe, etc. Os adolescentes em geral tendem a ver os famosos como heróis. Para mim é diferente. Os livros me salvaram, eles me proporcionaram sentimentos nunca antes experimentados. Neste momento da adolescência é complicado ter amigos, e esse é um grande problema que está presente na minha vida. Encontrar os livros foi um caminho sem volta”, relata Júlia ao falar sobre a escolha dos livros como heróis.

A adolescente mora em Marialva, interior do Paraná, mas estuda em Maringá, no nono ano da Escola Adventista da Zona 7. Quarenta alunos da unidade escreveram cartas. Uma banca avaliadora selecionou dois textos, o número estipulado pelo concurso para cada escola. Júlia, que havia concorrido no ano passado sem conseguir se classificar, desta vez, teve sua redação aprovada em segundo lugar.

Os livros são um refúgio para Júlia, que gosta de ir à biblioteca da escola.

A menina teve o apoio da professoraMara Vargas Mendes, das matérias de Língua Portuguesa e Redação, para aperfeiçoar a escrita. Júlia reescreveu o texto oito vezes, sempre ouvindo as opiniões da mãe, Flávia Rocha Silva dos Santos. “Os livros eram um refúgio para ela, um herói, e isso ajudou muito no desenvolvimento pessoal dela”, conta.

Como prêmio pela colocação no concurso estadual, Júlia recebeu R$ 1 mil e a escola R$ 1.500 mil. A menina pretende comprar livros com parte do dinheiro. A outra parte ela quer guardar e investir num curso de Inglês.

A estudante reforça a importância dos livros na vida dela: “Uma das maiores coisas que me incentivaram a percorrer as oito escritas, foi a chance de mostrar aos outros o que os livros podem ser. Eles não podem segurar um avião, parar um trem ou impedir que um navio afunde. Mas bons livros têm um poder maior. Com suas palavras eles salvam pessoas. Eles salvaram a mim”.

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