Notícias Adventistas

Adolescente conhece a Igreja Adventista através de uma revista velha e bastante usada

Aos 8 anos de idade, Leonel recebeu de presente uma revista que o fez conhecer a Igreja Adventista.

Por Larissa Astéria 13 de agosto de 2021

Quando você recebe um presente, logo seus olhos brilham pelas cores, laços e embalagens. Mas e quando o presente tem muitas marcas de uso, está velho e rabiscado, como você reage?

Leonel conta a sua história e como receber aquela revista de presente foi importante na sua vida. (Foto: Jonny Lucas)

A história

Revista Nosso Amiguinho vem recheada de histórias, receitas saudáveis, brincadeiras, curiosidades e atividades. (Foto: Jonny Lucas)

Aos 8 anos de idade, Leonel recebeu da sua prima uma Revista Nosso Amiguinho. A revista estava velha, rasgada, rabiscada e com bastante marcas de uso. Na verdade, ela já havia ganhado de um amigo, ou seja, do amigo passou para ela e ela passou para ele. O caminho que essa revista percorreu, sem dúvidas, tinha um propósito divino: fazer com que apesar da pouca idade, Leonel pudesse ter a curiosidade de conhecer ainda mais sobre Jesus e consequentemente pudesse conhecer a Igreja Adventista. Sendo assim, ele começou a ler muito e a refazer as atividades da revista.

Certo dia, enquanto lia a revista, descobriu que a Casa Publicadora Brasileira era a editora da revista e logo ficou curioso em saber mais sobre ela. Pesquisou e descobriu que se tratava de uma editora da Igreja Adventista, que além da revista, publicava outras literaturas sobre diversos temas.

Através dessas pesquisas, descobriu também que a pessoa responsável por vender essas revistas é conhecido como colportor, e a partir desse dia estava cada vez mais ansioso em poder encontrar um deles para saber mais sobre o Nosso Amiguinho. Passava todos os dias em frente a Igreja Adventista mais próxima da sua casa com a esperança de encontrar ali um colportor, porém, não encontrou.

Denival Souza, colportor que vendeu a revista para Leonel e sua família. (Foto: Jonny Lucas)

Certa tarde, Leonel estava na casa de um amigo que era adventista e de repente chegou um colportor para vender a revista a família. Seus olhos brilharam, pois era a pessoa que ele estava procurando. E no meio da conversa, Leonel conheceu mais sobre toda a turma do Nosso Amiguinho e ficou ainda mais interessado pois tinha a oportunidade de ler as revistas do seu amigo junto com ele.

Colportor apresentando a revista para a mãe de Leonel. (Foto: Jonny Lucas)

Passado alguns dias, enquanto Leonel estava retornando para sua casa, encontrou na sua rua, Denival Souza, o colportor que havia vendido a revista para o Srº Batista, o pai do seu amigo. Logo ele pediu licença, entrou na casa do vizinho e perguntou: “Você vende a revista do Nosso Amiguinho, não é? Passe em minha casa, mostra ao meu pai e a minha mãe”.

E assim, o colportor seguiu aquele garotinho até sua casa, apresentou a revista para sua família, seu pai conseguiu um cartão de crédito emprestado do vizinho, fez a assinatura e durante dois anos, Leonel foi assinante da revista, inclusive, chegou a sair em uma seção da revista na edição de outubro de 2016.

A conversão

Com o passar dos anos, ele continuou lendo outras literaturas e buscando um amplo conhecimento sobre a Igreja Adventista, porém, começou a fazer diversos questionamentos, influenciado pelos membros da denominação que ele frequentava. Sua tia, que fazia parte de uma denominação diferente da que ele frequentava, se converteu ao adventismo e quando Leonel soube, ficou em choque. Para ele, era inacreditável e inaceitável que sua tia tivesse tomado essa decisão.

Então, enquanto a tia estava cada vez mais firme na obra e na comunhão pessoal, Leonel fazia pesquisas e questionamentos equivocados a respeito da Igreja Adventista. Ele discutia, discordava e perseguia sua tia, principalmente em assuntos relacionados ao Espírito de Profecia, pois segundo ele, era tudo uma mentira.

Assista aqui:

Todas as vezes que eles estudavam a Bíblia, descobriam uma verdade que ninguém havia contado. (Foto: Jonny Lucas)

Em um certo dia, sua tia e uma irmã da igreja ofereceram um estudo bíblico para o pai do Leonel. Ele prontamente aceitou e começou a estudar a bíblia com elas. Porém, Leonel e sua mãe não gostavam dos estudos e discutiam muito.

Com o passar do tempo, ele e sua mãe começaram a descobrir verdades das quais eles não sabiam e que ninguém nunca tinha apresentado, pelo contrário, os membros da denominação que eles frequentavam, faziam com que eles acreditassem simplesmente no que eles tinham a dizer. Porém, sua tia e aquela irmã provavam tudo na Bíblia e aquilo foi essencial para que eles pudessem se decidir. A princípio, resistiram um pouco, mas depois decidiram fazer a vontade de Deus.

Ao invés do pai tomar a decisão, Leonel e sua mãe foram os primeiros a decidirem fazer parte da Igreja Adventista e foram batizados. Aquela criança que ganhou de presente uma revista velha e usada, hoje é membro ativo, envolvido em várias áreas da igreja, e está se preparando para assumir a direção do Espírito de Profecia.

De perseguidor agora passa a ser perseguido, pois defende a fé adventista e carrega dentro si a vontade e a coragem de espalhar as verdades contidas nos escritos da autora Ellen White.

“Em dois anos, consegui aprender o que não aprenderia em dez anos fora da verdade bíblica. Hoje eu ensino e incentivo outras pessoas a lerem o Espírito de Profecia, lá tem verdades especiais e que precisam ser espalhadas”, destacou Leonel.

Leonel compartilhando a palavra de Deus na sua igreja. (Foto: Jonny Lucas)

Hoje, ele continua pregando e contando a sua história para que outras pessoas sejam inspiradas por ela e destaca a importância que a Revista Nosso Amiguinho tem na formação do caráter infantil.

“Essa revista influenciou diretamente na minha conversão, graças a ela tenho o privilégio de ser um membro da Igreja Adventista. Toda e qualquer criança que tiver a oportunidade de ser assinante, sem dúvidas estará desfrutando de uma literatura que prepara desde cedo para o céu”, afirmou.

Com o coração cheio de sonhos, Leonel conta quais são eles: “O primeiro sonho eu entendo que hoje minha mãe não tem condições financeiras para me dar, que é a coleção do Espírito de Profecia, mas um dia terei a oportunidade de ter, pois sei que terá muito a somar no meu ministério, e o segundo sonho é me tornar um pastor associado do White State e cuidar dos testemunhos para que as mensagens de Ellen White permaneçam na igreja remanescente para sempre”, concluiu.

Veja Também


Comentários

WordPress Image Lightbox