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Missão transcultural leva voluntários para servir em orfanato na Bolívia

Grupo de missionários é composto por estudantes e colaboradores do Colégio Adventista de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro


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Durante férias escolares, alunos da Rede Adventista de Ensino no Rio de Janeiro participam de viagem transcultural. (Foto: arquivo pessoal)

Um grupo de 17 missionários voluntários do Colégio Adventista de Petrópolis, no Rio de Janeiro, participou da primeira Missão Transcultural promovida pelo Núcleo de Missões da instituição. A experiência aconteceu ao longo de nove dias no Hogar de Niños L’Esperance, localizado em Vila Tunari, na Bolívia, e marca mais um passo no compromisso da unidade escolar com a formação missionária de seus alunos.

Do total de participantes, 13 são alunos do colégio, com idades entre 13 e 18 anos. A equipe também contou com três funcionários da instituição, uma coordenadora pedagógica, um professor de música e a capelã escolar, além de um voluntário formado pela escola de missão Send Me.

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Rotina de serviço e apoio ao orfanato

Voluntária ora com crianças do orfanato. (Foto: arquivo pessoal)

Durante a missão, os voluntários se concentraram no apoio na horta do orfanato, com a abertura de buracos em solo rochoso para o plantio de bananeiras, além da colheita das frutas, que auxiliam na alimentação das crianças.

Outra frente importante que contou com a participação do grupo foi a padaria do projeto local, responsável pela produção de pães, pizzas e outros alimentos que são vendidos para arrecadar recursos. Assim, os valores arrecadados com as vendas são destinados à manutenção do lar e às refeições diárias.

A equipe de missionários também atuou na área de construção, colaborando com a obra de um novo prédio que servirá como alojamento para futuras expedições missionárias. Dessa forma, entre as tarefas realizadas, estão a limpeza do espaço, a pintura e a confecção de calhas para o telhado da casa de missionários.

O Hogar de Niños L’Esperance atende gratuitamente crianças encaminhadas pela Defensoria Pública da Bolívia, em situação de vulnerabilidade, risco social ou orfandade. O orfanato é mantido por um grupo chamado L’Esperance, formado por irmãos adventistas da Alemanha. A direção é exercida por um membro da Igreja Adventista, e os pais sociais, responsáveis diretos pelo cuidado das crianças, são voluntários também da denominação, inclusive brasileiros e argentinos, que deixam seus países para viver integralmente a missão.

Formação missionária

A viagem faz parte do projeto educacional e espiritual do Colégio Adventista de Petrópolis, que tem como missão preparar e formar alunos com visão missionária. Inclusive, a instituição já desenvolve iniciativas missionárias como a Escola de Missão Teen e a Send Me, investindo em missões locais e transculturais.

Segundo a coordenadora do Serviço Voluntário Adventista para a região central do Rio de Janeiro, Ericka Almeida, a experiência impacta profundamente todos os participantes. “Os alunos foram tocados pelo contato com as crianças e também pelos pais sociais, que largaram tudo para cuidar de nove crianças por casa. Isso marca a vida deles”, destaca.

O aluno Daniel Santiago relata como a missão o transformou. “Foi a primeira vez que participei e sempre tive esse desejo. Ver vídeos de pessoas e crianças sorrindo sempre me impactou, mas estar ali, vivendo isso, foi muito bom. Conhecer as histórias das crianças e vê-las hoje felizes, brincando e abraçando tocou muito em mim e em todos nós”, afirma o jovem voluntário.

A missão contou com o apoio do Serviço Voluntário Adventista (SVA) da Associação Rio de Janeiro, sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região central do estado.

Segundo o líder do projeto para a região central do Rio de Janeiro, pastor Rafael Stehling, “o SVA tem sido um importante instrumento para fortalecer a missão por meio do voluntariado, conectando pessoas dispostas a servir com necessidades reais do campo missionário”.

Ele acrescenta ainda que, por meio de “promoção, mobilização, capacitação e acompanhamento dos voluntários, o SVA amplia o alcance da igreja em frentes como evangelismo, ações sociais, apoio a projetos locais e eventos missionários”, conclui Stehling.

Veja na galeria abaixo outras fotos da viagem missionária