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Ministério Adventista das Possibilidades mobiliza igrejas da ARF em ações do Setembro Amarelo

Projetos especiais trabalharam saúde emocional de crianças, adolescentes e pessoas atípicas


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O Projeto Emoções tem como objetivo específico ajudar crianças e adolescentes a entender suas emoções. Foto: Divulgação

As igrejas da Associação Rio Fluminense se uniram nos últimos sábados em ações especiais do movimento Setembro Amarelo, promovendo atividades focadas na valorização da vida e cuidado emocional. As iniciativas foram coordenadas pelo Ministério Adventista das Possibilidades (MAP), que desenvolveu projetos específicos para diferentes faixas etárias e necessidades da comunidade.

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"Esse projeto é fundamental para conscientizar a comunidade sobre a importância do cuidado emocional e espiritual, reforçando que cada vida tem um valor imensurável diante de Deus", destacou a professora Elisângela Rocha, líder do MAP da ARF.

História do Solzinho sensibiliza crianças

Na Igreja Central de Niterói, Maristela Almeida, líder local do MAP, desenvolveu uma abordagem lúdica para alcançar crianças de até 15 anos. A ação utilizou a "História do Solzinho" para trabalhar emoções e a importância de buscar ajuda.

"Nossa abordagem foi para alcançar os corações de nosso público-alvo de forma lúdica, enfatizando como somos afetados por coisas que acontecem na nossa vida e como reagimos em determinadas circunstâncias", explicou Maristela.

A história narrava um sol brilhante e amarelo que se escondeu atrás das nuvens quando ficou triste, deixando tudo escuro e sem cor. As crianças foram incentivadas a chamarem o amarelo de volta: "Amarelo, vem amarelo, vem!", recriando simbolicamente o processo de apoio mútuo.

"Nós colocamos essa união de estarmos nos ajudando uns aos outros. Com a ajuda de nosso Deus, nós podemos ser unidos e ajudar uns aos outros em todas as circunstâncias, mas nós precisamos também chamar, pedir e falar que precisamos de ajuda", ressaltou a líder.

Projeto Emoções aborda inclusão

Na Igreja de Trindade, no distrito de Alcântara, foi desenvolvido o "Projeto Emoções", coordenado por Gabriella dos Santos Soares. A iniciativa teve como objetivo específico ajudar crianças e adolescentes a entender suas emoções, com atenção especial para três membros atípicos da congregação: duas crianças e um adolescente.

"Queríamos mostrar não só a esse público como entender a emoção deles, mas aos demais que ficavam em choque ou assustados, compartilhar a dificuldade emocional desses colegas e saber alguns métodos para ajudar uns aos outros", explicou Gabriella.

Abordagem integral e profissional

O projeto em Trindade incluiu uma programação completa: vídeo explicativo para adultos na Escola Sabatina, participação de um psicólogo durante o culto, almoço comunitário e atividades específicas para as crianças no período da tarde.

A motivação surgiu de situações reais da congregação. "Temos um pré-adolescente que vem com a avó que, no mês passado, tentou suicídio. A avó pediu que conversássemos com ele, para ele entender que alguém se importa", relatou Gabriella.

Pequenas oficinas foram organizadas para ajudar a identificar emoções, com participação dos pais das crianças atípicas, que compartilharam gatilhos a serem evitados e sugestões de regulação emocional.

Resultado transformador

O impacto das ações foi significativo nas comunidades envolvidas. "Os pais dos atípicos ficaram muito emocionados ao ver a iniciativa em entender e aceitar. Como igreja, precisamos que se sintam acolhidas", destacou Gabriella.

"Nossos jovens e adolescentes são testemunho desse trabalho e pregamos sobre esse Jesus para eles. Um Jesus que acolhe, um Jesus que ouve e que entende, que te dá valor, que te ama. Essa é a mensagem que tentamos passar", completou a coordenadora.

Desafios e acolhimento

Embora nem todos compreendam a urgência do tema, as ações encontraram apoio significativo. "Os pais das crianças e adolescentes e nossos jovens abraçaram a causa e participaram de toda a programação, ajudando, conversando, ouvindo e compartilhando experiências", relatou Gabriella.

As iniciativas do MAP demonstram como as igrejas podem abordar questões de saúde mental de forma sensível e inclusiva, combinando cuidado espiritual com orientação profissional e promovendo um ambiente de acolhimento para toda a diversidade da comunidade.