Lisa Beardsley-Hardy defende educação de excelência acadêmica e formação para a Eternidade durante Congresso
Durante congresso no Centro-Oeste brasileiro, Lisa Beardsley-Hardy destaca a força dos professores e defende uma educação que una excelência acadêmica, cuidado e formação para a eternidade

Em um cenário marcado por conflitos, instabilidade emocional e perda de referências, a Educação Adventista reafirma sua missão de oferecer mais do que conhecimento acadêmico. Presente em diferentes culturas e realidades sociais, a rede encontra no professor sua principal força para acolher, ensinar e transmitir esperança. “Os professores são o coração da Educação Adventista”, afirmou a Dra. Lisa Beardsley-Hardy, diretora mundial de Educação da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
A educadora participou do I Congresso de Educação da União Centro-Oeste Brasileira e foi uma das palestrantes do evento. O encontro reuniu profissionais de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal em uma programação voltada à capacitação, missão, ao fortalecimento espiritual e à reafirmação dos princípios que orientam a rede de ensino.
Ao avaliar a iniciativa, Lisa destacou a importância de criar espaços que renovem a consciência dos educadores sobre sua missão. “Está sendo muito bom participar deste congresso no Brasil. É uma iniciativa que valoriza nossos professores e restaura neles a nossa identidade de formação, que vai além das salas de aula”, declarou.

Diferencial da Educação Adventista
Com formação em teologia, saúde pública, psicologia educacional e administração, além de uma trajetória acadêmica e administrativa em diferentes países, a diretora mundial de educação da Igreja Adventista, apresentou uma visão global sobre a atuação das instituições adventistas. Para ela, o diferencial da rede está na integração entre excelência pedagógica, valores cristãos e compromisso com o desenvolvimento integral dos estudantes.
“Toda escola cristã tem o compromisso de colocar os alunos em contato com Jesus Cristo. Na Educação Adventista, também temos o compromisso de prepará-los para o Reino de Deus e para compartilhar uma mensagem muito especial”, explicou. Segundo Lisa, as instituições precisam formar estudantes capacitados para enfrentar os desafios da sociedade sem perder a sensibilidade, a fé e a disposição para servir.

Contextos de crise
Essa identidade se torna ainda mais evidente em contextos de crise. A diretora citou a atuação da rede na Ucrânia, onde escolas e uma universidade continuam funcionando mesmo durante a guerra. Diante dos alertas de bombardeio, professores interrompem as aulas e conduzem os alunos a abrigos subterrâneos equipados para dar continuidade aos estudos, oferecer alimentação, descanso e momentos de oração.
Em algumas regiões, as salas de aula também acolhem famílias que perderam suas casas. Durante a noite, carteiras são retiradas e colchões são colocados no chão. Pela manhã, os ambientes voltam a ser organizados para receber os estudantes. “Esses professores são verdadeiros heróis. Eles são uma fonte de esperança para alunos que estão perdendo irmãos, pais, avós e outros familiares por causa da guerra”, ressaltou.

Influência além da sala de aula
Para Lisa, a influência do educador ultrapassa os limites do currículo. Em diferentes realidades, crianças e adolescentes enfrentam traumas, ausência familiar e vulnerabilidades que transformam a escola em um importante espaço de segurança. “Ser professor é uma forma de amar o outro por meio do ensino. Ensinamos português, matemática, ciência e outras disciplinas, mas, em última instância, o magistério é uma maneira de compartilhar amor”, declarou.
Ao concluir sua participação, a diretora mundial definiu a docência como um chamado sagrado e apontou Jesus como a principal referência para o educador cristão. “Os professores são pessoas de confiança. Grande será a recompensa do professor fiel que continua seguindo os passos do Mestre”, afirmou. Sua participação no congresso reforçou uma identidade educacional construída sobre conhecimento, fé, serviço e esperança, na qual ensinar significa preparar pessoas para transformar o presente sem perder de vista a eternidade.