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Líderes mundiais adventistas discutem perda de membros

Dados mostram que membros deixam denominação principalmente por não se sentirem atendidas e não por questões doutrinárias.

24 de novembro de 2013
Secretário mundial adventista, G.T.Ng. tendo ao fundo Dr. David Trim, responsável pelas estatísticas da sede mundial adventista

Secretário mundial adventista, G.T.Ng. tendo ao fundo Dr. David Trim, responsável pelas estatísticas da sede mundial adventista

Silver Spring, EUA … [ASN] A primeira cúpula mundial dando enfoque à retenção de membros adventistas do sétimo dia revelou os índices e as razões por que membros da Igreja têm deixado a denominação. É a primeira vez que o assunto tem sido destacado de uma maneira tão ampla, o que levou os líderes da Igreja a renovarem a sua ênfase em fazer discípulos de Cristo que sejam fecundos e crescentes.

A Igreja Adventista a nível mundial, agora com quase 18 milhões de membros, perdeu pelo menos 1 em cada 3 membros adventistas do sétimo dia nos últimos 50 anos, de acordo com os organizadores da cúpula. Além disso, neste século a proporção de pessoas perdidas contra novos convertidos é de 43 por 100. “Esses números são muito altos”, disse David Trim, diretor do Escritório de Arquivos, Estatística e Pesquisa. “Há uma questão teológica para isso e essa missão de Deus é buscar o perdido”.

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Durante três dias da semana, 100 participantes de seis continentes se reuniram na sede mundial da denominação para a Cúpula sobre Nutrição e Retenção a fim de analisar dados que oferecem uma imagem mais clara das tendências. O pesquisador veterano da Igreja Adventista, Monte Sahlin, disse que as razões por que as pessoas abandonam a Igreja muitas vezes têm menos a ver com o que a Igreja faz e suas doutrinas do que com problemas que as pessoas experimentam em suas vidas—conflitos conjugais ou desemprego, por exemplo. O que a Igreja faz e que contribui para o problema, segundo ele, é não ajudar as pessoas ao atravessarem suas difíceis experiências de vida. “A noção de que as pessoas que abandonam a Igreja por causa de algo que a Igreja faz ou uma discordância doutrinal não é evidente nos dados”, disse Sahlin. “Tem sido demonstrado que um membro de uma comissão da Igreja tem tanta probabilidade de discordar de uma das 28 crenças fundamentais da Igreja quanto alguém que foi desassociado”.

Uma apresentação revelou que na África do Sul o índice de adesão de novos membros tinha diminuído, mas o número de membros aumentou significativamente devido à retenção. Esse fato levou Harald Wollan, um secretário-executivo associado da Igreja Adventista a nível mundial, a sugerir ao grupo que os futuros esforços de evangelismo devem se concentrar em nutrir os membros. “Que tal se a Igreja empregar alguns fundos de evangelismo para o cuidado dos nossos próprios membros? Podemos ver um aumento semelhante em números”, disse Wollan. “Nós vamos ter que fazer isso”, respondeu Armando Miranda, um vice-presidente mundial da Igreja Adventista que estava presidindo a sessão da tarde.

Auditorias

Aumentar auditorias de membros, ou ajustes da área de secretaria, por Divisão, está combatendo a incidência de inflação de membros em algumas regiões. Trim disse que várias regiões tornaram as auditorias uma prioridade, incluindo a América do Sul, Sudeste Asiático e África Ocidental. “Lista de membros precisas: esta é a contribuição de um secretário para o [enfoque atual da Igreja sobre] Reavivamento e Reforma”, disse Onalapo Ajibade, secretário da Divisão África Centro-Ocidental, com sede em Abidjan, Costa do Marfim. ” À margem da reunião, o participante mais jovem, Cheryl Simpson, disse que foi incentivado pela cúpula porque, disse ela, mostrava que os líderes da Igreja queriam encorajar jovens adultos como ela. Simpson, que é estudante de psicologia da Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, EUA, declarou que estava feliz com o fato de que os líderes da Igreja estavam dispostos a encarar a realidade. “Para mim, isto é essencial, pois está me mostrando que os teólogos não têm medo de encarar os fatos”, disse Simpson. Na América do Sul, existe, também, a preocupação clara com o número de membros que deixa a denominação. As estatísticas desse ano demonstram que houve um crescimento líquido de 4% no número de membros nos oito países atendidos pela Divisão Sul-Americana. Mas a retenção ou manutenção de membros mais jovens não é considerada satisfatória. [Equipe ANN, Ansel Oliver]

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