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Julgamento de adventistas presos no Togo deve acontecer nesta sexta-feira

Desbravadores também oraram pelo pastor Monteiro e o empresário Bruno Amah.

9 de janeiro de 2014
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Campanha online coletou assinaturas para que o pastor e o empresário fossem libertados

Curitiba, PR… [ASN] Depois de quase dois anos de prisão em Lomé, capital do Togo, no oeste da África, a situação do pastor da Igreja Adventista, Antonio dos Anjos Monteiro, e do empresário Bruno Amah, deve ter, enfim, um desfecho. Após ter sido adiado, no dia 6 de dezembro de 2013, o julgamento de Monteiro e Amah está marcado para acontecer nesta sexta-feira, 10 de janeiro, às 6h da manhã no horário de Brasília (8h no fuso horário local).

Para os familiares, a esperança está mais viva do que nunca. Anderson dos Anjos, um dos filhos do pastor adventista, diz que está confiante que a liberdade do pai está próxima. “Confiamos plenamente que Deus nos dará esta vitória após dois anos de luta pela libertação do nosso pai e pastor. ‘Depois da luta vem a coroa e a recompensa é sempre boa’, diz a letra de um dos hinos prediletos do meu pai e que nos tem motivado durante mais de 600 dias desta prisão arbitrária”, afirma Anderson.

Na avaliação dele, o fato de o julgamento ter sido adiado é um dos indicativos de que não há argumentos e provas que condenem os dois réus.

Entenda o caso

O pastor Antonio Monteiro, natural de Cabo Verde, e o empresário Bruno Amah, foram presos no dia 15 de março de 2012, um ano após o assassinato de 12 mulheres que tiveram seu sangue retirado e seus órgãos sexuais extirpados. Um homem que trabalhou com o pastor Monteiro o acusou falsamente de ter provocado uma conspiração para matar as mulheres.

Para o diretor mundial de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista, doutor John Graz, “a acusação contra Monteiro é a de que ele, como pastor adventista, fez uma conspiração para matar aquelas mulheres e usar seu sangue em uma cerimônia religiosa. Esta acusação é absolutamente inacreditável e absurda”, enfatiza.

Advogados da sede mundial adventista e diversos diplomatas estrangeiros já intercederam por eles, mas não houve acordo. O caso mobilizou milhares de fieis adventistas ao redor do mundo, que organizaram uma corrente de oração e jejum em favor de Monteiro e de Amah.O movimento pela libertação de ambos também ganhou força pela internet, através do site www.pray4togo.com e de redes sociais como o Facebook, Twitter e YouTube. Além disso, uma petição está sendo assinada por fieis de vários países e já conta com o apoio de mais de 59 mil pessoas (ainda é possível assinar a petição por meio do site da campanha).

No encerramento das atividades do terceiro dia do IV Campori Sul-Americano de Desbravadores, em Barretos, o pastor Magdiel Peréz, secretário da Igreja Adventista na América do Sul, pediu para que os desbravadores orassem por Monteiro e Amah. “Vamos ligar as câmeras para que o mundo inteiro saiba que oramos pelo pastor Monteiro”, ressaltou Peréz, que lembrou que este é o maior grupo a orar pela causa.

[Equipe ASN,  Márcio Tonetti, com informações de Jonathan Hoepers e Márcia Ebinger]

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