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Jovem de Cabo Frio é enviada para missão voluntária na Áustria

Projeto missionário reforça as oportunidades do SVA para jovens que desejam dedicar seus dons à missão em diferentes partes do mundo


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Durante Concílio pastoral, Kelly foi apresentada e sua missão foi consagrada ao Senhor. Foto: Nathan Pereira

Ela não sabia exatamente para onde iria. Sabia apenas que, quando a oportunidade aparecesse, responderia sim. Foi assim que Kelly Evilácio Barbosa da Silva, que frequenta a Igreja Adventista de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, se candidatou ao Serviço Voluntário Adventista (SVA) e foi chamada para servir na Áustria. “O que estiver aberto, independente de que país for, vou aplicar. Se for a vontade de Deus, se Ele me escolher, eu vou”, contou.

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Antes de embarcar, Kelly viveu dois momentos de consagração que marcaram sua partida. O primeiro aconteceu em sua própria igreja, em Cabo Frio, reunindo família, amigos e o líder do SVA da União Sudeste Brasileira, pastor Sérgio Vassalo, em torno de uma cerimônia de oração e envio. O segundo aconteceu durante o Concílio Pastoral da Associação Rio Fluminense, diante de todos os pastores do campo, um gesto que ampliou o significado do seu envio para além de uma congregação local e incentivou os líderes a mobilizar seus jovens.

Na igreja de Cabo Frio, um momento de homenagem e consagração foi realizado durante o culto para Kelly e sua família. Foto: Silvana Oliveira

O que é o Serviço Voluntário Adventista

Segundo o pastor Moisés Oliveira, secretário da Associação Rio Fluminense e líder do Serviço Voluntário Adventista no campo, o SVA é um programa oficial da Igreja Adventista que conecta jovens e adultos ao chamado missionário, oferecendo oportunidades de serviço voluntário no Brasil e em diversos países do mundo.

“Seu propósito é mobilizar discípulos para colocar seus dons e talentos a serviço da missão, levando esperança, amor e o evangelho em diferentes contextos culturais”, explicou.

O programa contempla áreas como educação, saúde, evangelismo, capelania, assistência social, comunicação, administração e apoio às instituições adventistas, além de promover crescimento espiritual e preparo para uma vida de serviço cristão.

Para o pastor Ygor Lopes, coordenador do SVA na Associação Rio Fluminense, o programa transforma intenção em ação. “Muitos jovens têm o desejo de fazer algo por Deus, mas não sabem por onde começar. O SVA oferece direção, treinamento, acompanhamento e oportunidades para que esse chamado saia do coração e se torne uma experiência prática”, explicou.

Ele reforça que as opções são amplas: desde semanas missionárias de curto prazo até projetos de longo prazo em escolas, igrejas, hospitais, universidades e comunidades indígenas. “Sempre há um lugar onde Deus pode usar os dons de cada pessoa. Muitos dizem que foram para mudar vidas, mas voltaram completamente transformados por Deus”, acrescentou.

Uma trajetória construída passo a passo

Esta não é a primeira experiência missionária de Kelly. Antes da Áustria, ela já havia servido em outros contextos, incluindo uma passagem pelo Araguaia através do Instituto Adventista Brasil Central (IABC) e outras missões pelo país, que foram moldando sua convicção e sua capacidade de servir. “A primeira experiência, a gente começa a entender o que é a missão. A segunda, você já tem uma luz maior. A terceira, você já está bem mais apto a entender o que é esperado e como servir melhor.”

Sobre o processo de dizer sim ao chamado, ela foi honesta: “Às vezes demora um pouco para responder sim. Tem um momento que a gente não consegue mais resistir. E quando começa, não consegue parar mais.”

Para quem pensa em dar esse passo, a mensagem dela é direta: “Deus chama em todos os corações. Deus é quem vai realizar o processo de convencimento. Na hora que for o momento da pessoa, ela vai saber e vai responder sim.”

O que representa para a ARF

Para o pastor Moisés Oliveira, secretário da ARF e líder do SVA para o Centro, Serra e Norte do Rio de Janeiro, o envio de Kelly carrega um significado que vai além de uma jovem viajando para outro país. “Para a Associação Rio Fluminense, enviar Kelly para servir na Áustria representa o envio de uma representante dos mais de 4.500 jovens da ARF, que leva consigo os valores, a fé e o compromisso missionário de toda uma geração”, afirmou.

Ele destacou ainda o impacto que momentos de consagração como esses têm sobre a própria igreja que envia. “Quando uma congregação e um corpo pastoral oram e enviam um missionário, reafirmam sua identidade como uma igreja missionária, comprometida em cumprir a ordem de Jesus de fazer discípulos em todas as nações. Esses momentos despertam outros jovens para o serviço, fortalecem a cultura missionária e lembram a todos que a missão não é responsabilidade de alguns, mas de toda a igreja.”

Além de motivo de oração e intercessão, Kelly passa a ser uma referência para os jovens do território que sonham com a missão e podem encontrar uma oportunidade através do Serviço Voluntário Adventista. Foto: Arquivo Pessoal Kelly.

Tranquilidade e confiança

Ao ser perguntada sobre o que sente ao deixar sua casa e partir para um país desconhecido, Kelly não hesitou. “Estou muito tranquila, porque tenho certeza de que quem está indo comigo é o Deus poderoso. As experiências anteriores me ensinaram que não preciso temer. O que eu for enfrentar lá vai ser junto com Ele e a vitória é certa.” Sobre expectativas: “Não estou ansiosa. O que vier vai ser a bênção.”

Ela afirmou que sua maior expectativa é aprender a servir a Deus com mais qualidade, amadurecendo ainda mais sua compreensão sobre a missão.