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IV Simpósio Criacionista discute evidências que atestam a origem do universo

A pauta do encontro perpassou por abordagens históricas, arqueológicas e biológicas sendo analisadas por diferentes palestrantes.


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Palestrantes e organizadores do IV Simpósio Criacionista da Educação Adventista para a Bahia e Sergipe. Foto (Marketing Fadba)

A origem do mundo pode ser explicada por diferentes perspectivas. Algumas são mais trabalhadas e apresentadas no meio acadêmico, enquanto outras são sufocadas por serem consideradas como não científicas. Sendo assim não devem ser levadas para sala de aula.

Pensando na escassez de se trabalhar diferentes teorias no meio acadêmico, a Rede Adventista de Ensino tem desenvolvido simpósios a fim de promover discussões sobre  o surgimento das espécies e do mundo. Neste sábado (25), o diálogo das origens aconteceu na igreja do campus da Faculdade Adventista da Bahia (Fadba) e foi transmitido pelo canal do YouTube da instituição.

A pauta do encontro perpassou por abordagens históricas, arqueológicas e biológicas sendo analisadas por diferentes palestrantes, mas com o propósito de apresentar evidências que fundamentem as nuances que envolvem o criacionismo.

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Necessidade de conhecer a diversas cosmovisões

Segundo Luiz Penteado, Diretor da Educação Adventista para toda Bahia e Sergipe, o Simpósio de Criacionismo tem como proposta evidenciar a identidade Criacionista da Rede Adventista de Educação, assim como oferecer conteúdo criacionista de qualidade à comunidade.

Diante das visões adversas sobre a origem do mundo apresentadas em ambiente escolar e universitário, a Criacionista não é abordada e quando acontece, se apresenta de forma discreta. Para tanto, a Rede Adventista de Ensino busca por meio de simpósios e fóruns como esse apresentar e consolidar a sua cosmovisão Criacionista. “Fornecemos evidências que possam informar, ensinar e munir nossa instituição com argumentos sólidos e embasados”, destaca.

Sumé e a Tradução Itacoatiara no Contexto da Pedra do Ingá e do Dilúvio Bíblico

Uma das palestras apresentadas ficou a cargo do doutor Matusalém Alves, que trouxe elucidação dos ensinamentos de Sumé e a Tradução Itacoatiara no Contexto da Pedra do Ingá e do Dilúvio Bíblico, focando na tradição nordeste, agreste, Itacoatiara, cosmogônica e tradução geométrica.

Matusalém, afirma ainda que as universidades mostram apenas a visão que foi elaborada a partir do evolucionismo no século XIX, onde as ideias de Charles Darwin começaram a prevalecer e aos poucos foram alcançando e se tornando hegemônica. Em contrapartida, há um avanço significativo quanto às questões pertinentes a arqueologia bíblica e de verificar a possibilidade de ver outras cosmovisões que não sejam apenas evolucionistas.

“Essas evidencias arqueológicas, antropológicas e históricas que ligam ao passado e que convergem para aquilo que é ensinado na bíblia nos leva a crer que em algum tempo ou momento da história os fatos realmente aconteceram, onde cada povo, de acordo com sua cosmovisão e cultura, narrou esses eventos”, conclui.

Criacionismo e genética 

O doutor Wellington Silva, cientista biológico e mediador do simpósio, diz que ao se observar um simples microrganismo através do microscópio ou uma simples célula, é possível perceber  uma complexidade extraordinária que dificilmente poderia ter vindo à existência pelo acaso. Até mesmo as mutações aleatórias e a seleção natural não seria capaz de originar tamanha complexidade como afirmam os evolucionistas.

Segundo Wellington, para todo biólogo criacionista existem algumas evidências que apontam para existência de planejamento.

“A informação complexa e especificada presente na molécula de DNA para originar um organismo aponta para a existência de um Designer divino”, afirmou.

"O Gênesis e a literatura do antigo Egito”

O Simpósio finalizou com a participação do arqueólogo e doutor Rodrigo Silva, que ministrou uma palestra sobre “O Gênesis e a literatura do antigo Egito”. Na ocasião, ele apresentou o estudo criacionista sobe a visão literária da Bíblia, dos artefatos que confirmam sua historicidade e na tradição bíblica sobre Adão.

Em sua abordagem, o  doutor Rodrigo Silva apresentou a visão distorcida que teóricos da mais alta crítica possuem. "Eles trabalham com a hipótese de que a Bíblia é um plágio. Isso se deve porquê muitas passagens do Gênesis têm em alguss versos semelhanças com mitos sumérios e com a literatura egípcia. Pra eles, se há semelhança, há plágio."disse.

Rodrigo refuta essa opinião afirmando que a Bíblia não é um plágio. Ao afirmar que se ambos escritos apontam para uma origem comum é porque beberam de uma mesma fonte. Ainda que seja de modo diferente, cada uma ao seu modo, fez uma replicação dos mesmos conceitos.

Assista ao Simpósio através do vídeo abaixo:

http://https://youtu.be/ZbEQJ4B5iGY