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Internautas se mobilizam e I Campori Virtual é inaugurado

Mais de 80 mil pessoas acompanharam evento pela internet.

15 de janeiro de 2014
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Na internet, desbravadores que não foram ao evento começaram uma mobilização online para que também fossem reconhecidos como participantes

Barretos, SP… [ASN] Entre os dias 7 e 12 de janeiro, a cidade de Barretos recebeu 35 mil pessoas para o IV Campori Sul-Americano de Desbravadores. O evento acontece a cada dez anos e, em 2014, os desbravadores de oito países se reuniram no Parque do Peão para participar da edição. Mas, além dos acampantes que ali estavam, outro grupo significativo também participou de um Campori diferente: o Campori Virtual, com transmissões ao vivo das programações e interação nas redes sociais.

Uma versão virtual não foi algo planejado pela equipe de comunicação que coordenou as atividades. Rogério Ferraz, gerente de estratégias digitais da Igreja Adventista na América do Sul, explica que a ideia surgiu de forma espontânea através dos desbravadores que estavam participando da transmissão pela internet. “O objetivo inicial era levar para os desbravadores o que estava acontecendo aqui para que aqueles que não puderam vir pudessem ter a sensação, o gosto de ver o que está acontecendo e de participar um pouco também”, conta.

Mas, durante o evento, a participação dos internautas foi bem intensa. “A transmissão ficou tão boa e tão legal que eles começaram a se sentir parte do evento. A gente ficou muito feliz com a interação deles e com a possibilidade de eles participarem de diferentes lugares”, se alegra Ferraz. Foi aí que o Campori Virtual começou a se formar.

Foram criados dois grupos no Facebook pelos próprios acampantes virtuais, #CampanhaTrunfoParaOsInternautas e Não fui no #CamporiDSA mas tô no Face. Eles também não se desconectavam da programação que era transmitida pelo site oficial do evento (www.camporidsa.com). “Eu estava vendo no chat do CamporiTV que muitos internautas estavam tristes por não ter ido ao programa. Como eu não gosto de ver ninguém triste, tive a ideia de criar o grupo, pra todos ficarem motivados e alegres”, conta o desbravador Henrique Santos, de Porto Seguro, que criou a hashtag e grupo no Facebook #CampanhaTrunfoParaOsInternautas.

Atrás das telas

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Juliana Fagundes, uma das internautas que aderiu à campanha

Por estarem tão ligados no que estava acontecendo, os internautas começaram a se sentir também parte do Campori e pediram um trunfo. Mas, como lembra Rogério, para ter trunfo, tem que ter Campori. “Por isso a gente criou a ideia do Campori Virtual e começou a colocar alguns requisitos pra que eles pudessem merecer esse trunfo, algo que demonstrasse que eles realmente estavam participando do dia a dia da programação, assistindo e interagindo. Cumprindo esses requisitos, eles vão poder ganhar o trunfo”, esclarece.

As atividades para os acampantes virtuais foram postadas nas redes sociais a cada dia. Depois, foi criado um formulário onde eles deveriam comprovar a realização de cada uma delas, colocando os respectivos links. Tatiana Melo, que mora em Pernambuco, estava esperançosa após as ter finalizado. “Acabei de preencher o formulário. Eu acho que vou chorar de emoção se eu ganhar o trunfo do #CamporiDSA!”, postou no Facebook.

E não foram somente os desbravadores que estavam em Barretos que se emocionaram com as mensagens do pastor Odailson Fonseca, orador do evento. Aqueles que estavam a milhares de quilômetros de distância também se sentiram parte do convite para o “Encontro marcado na eternidade”. “Não fui para o IV Campori, mas estou no CamporiTV conectada… Eu também tenho um encontro marcado com JESUS… ‪#‎camporiDSA‬‪ #‎campanhaTrunfoParaOsInternaltas‬”, postou Ana Letícia, do Maranhão, no Facebook.

Ferraz destaca dois momentos marcantes com relação à interação dos internautas. O primeiro foi durante a o primeiro culto com o pastor Odailson Fonseca, na quarta-feira, 8. Enquanto acompanhava a programação, uma moça enviou uma mensagem através do chat dizendo que era para ela ter ido ao Campori em Barretos. No entanto, por causa de motivos diversos ela se afastou do Clube de Desbravadores e da Igreja. Mas, naquele dia, ela estava acompanhando a programação e contou que estava muito emocionada e que tinha decidido voltar para a Igreja Adventista. “Quando eu vi isso, pensei: ‘estamos cumprindo o nosso objetivo, buscando os que não conseguiram chegar e que estão afastados de Deus”, ressalta.

Influência espiritual

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Mensagens espirituais transmitidas via internet ajudaram desbravadores que acompanhavam o programa a tomar decisões

Henrique Santos estava meio desanimado com sua vida espiritual. Então, lembrou-se que o Campori seria transmitido ao vivo. Ligou o computador e começou a assistir. Um dos momentos ficou marcado em sua mente. “Foi quando o pastor Odailson fez o apelo, no dia em que ele desceu de rapel pra ir em busca da medalha. O apelo dele nesse dia me emocionou ao ver todos aqueles desbravadores entregando sua vida a Deus. Também fiquei feliz quando o pastor Odailson fez com que o Campori inteiro, inteirinho, cumprimentasse a gente que estava na internet”, se lembra.

O segundo momento mais marcante da interação com os internautas foi quando eles começaram a enviar os vídeos dizendo o motivo pelo qual mereciam ganhar o trunfo. Um deles foi o vídeo enviado por uma desbravadora do Marabá. Ela explica que seu clube não pode ir ao Campori, mas ela está lá uniformizada, com os cartões de classe, botons e a faixa organizados perto dela, além de diversos materiais dos desbravadores.

No total, foram recebidos 680 pedidos do trunfo vindos dos internautas. Os pedidos, segundo Ferraz, serão analisados e os nomes dos que o receberão serão postados até a próxima semana na página oficial do Campori.

O Campori Virtual foi um marco na história. Todas as programações e cultos planejados para os desbravadores que estavam em Barretos tomaram grandes proporções e alcançaram. Foram 337 mil acessos aos conteúdos por parte de mais de 80 mil pessoas de 97 países por meio da internet. De fato, outro acampamento aconteceu atrás das telas dos computadores e dispositivos móveis.

“Eu sei que muitos desbravadores não foram ao Campori não porque não quiseram, mas porque não puderam, seja por um motivo financeiro, ou mesmo porque não tinha mais vaga. Fico feliz em ter proporcionado para eles, nem que seja um pouquinho, o gosto de poder estar no Campori também”, finaliza Ferraz.  [Equipe ASN, Deborah Calixto]

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