Inocentados: 22º Campori reúne 3.400 desbravadores na Serra Catarinense
Evento destaca a doutrina do Santuário com réplica em tamanho real construída para ensinar o plano da salvação

O 22º Campori de Desbravadores da região centro sul de Santa Catarina (Associação Sul Catarinense – ASC) reuniu 3.400 participantes e 107 clubes no parque de eventos de Ituporanga, entre os dias 20 e 23 de novembro. Com o tema Inocentados, o encontro destacou a doutrina bíblica do Santuário — uma das crenças distintivas da Igreja Adventista do Sétimo Dia — e apresentou uma réplica em tamanho real baseada no livro de Êxodo. A estrutura foi construída ao longo de semanas de trabalho e proporcionou aos desbravadores uma experiência imersiva sobre o plano de salvação. “Quando se estuda na Bíblia é uma coisa, mas ao ver e vivenciar, o impacto é muito maior”, explicou o pastor Vinícius Espíndola, líder dos desbravadores da ASC.
Voltado para crianças e adolescentes de 10 a 15 anos, o Campori ofereceu uma programação dinâmica, com ênfase no ensino prático da Bíblia. Houve investiduras, momentos espirituais, atividades recreativas e integração social — tudo planejado para fortalecer a fé e facilitar a compreensão do tema central. Para a desbravadora Flávia dos Santos Barbosa, do Clube Ararate, de Lages/SC, “somos inocentados porque Jesus morreu por nós e perdoou os nossos pecados”. Já Hanna Nicolly Matos Souza, do Clube Leões de Judá, de Palhoça/SC, destacou que Cristo é o verdadeiro Cordeiro que se entregou em nosso lugar, assim como o sacrifício simbólico realizado no santuário terrestre apontava para o sacrifício perfeito de Jesus na cruz.
O pastor Lucas Durão, presidente da Igreja Adventista na região centro sul de Santa Catarina, lembrou que muitos desbravadores vêm de lares estruturados, mas outros carregam dores profundas e desafios familiares. “Acampamentos como esse são um bálsamo. Ali, todas as crianças são tratadas iguais e recebem a mesma mensagem. Cristo fala ao coração delas de forma segura”, afirmou.
Entre os líderes presentes, a história da irmã Maria Lúcia Gross Jesus, do Clube Pérolas do Vale (Tijucas), emocionou os participantes. Aos 63 anos e há mais de 29 anos como diretora, ela enfrentou a perda do marido e de dois filhos, e afirma que o ministério dos desbravadores foi um dos pilares para seguir firme. “Eu amo ser desbravadora. Tudo isso vale a pena porque encaminhamos crianças para Cristo. Um dia veremos esses desbravadores no céu, já adultos, vindo nos abraçar porque os ajudamos a serem resgatados”, declarou.
Entre lições espirituais, atividades práticas e momentos de unidade, o 22º Campori reafirmou o papel dos desbravadores como um dos maiores projetos de formação espiritual, emocional e social de crianças e adolescentes no centro sul de Santa Catarina.














